CONFRONTO

A nota oficial da Assembléia Legislativa, que teoricamente expressa o pensamento da Casa ou, pelo menos, da sua mesa diretora, chama o Ministério Público para o confronto.
O texto é agressivo, especialmente no final: “Neste momento de crise é preciso respeito às instituições e ao devido processo legal, sob pena de que a implantação de tribunais de exceção, comandados por setores que tiveram os seus interesses questionados e que agem de maneira questionável com o objetivo de apagar marcas do passado, coloque em convulsão a sociedade e a democracia paranaense”.
Procura caracterizar a busca e apreensão como invasão.
Falar em desrespeito à instituição, num quadro em que se desvenda uma fraude de milhões de reais, falta de contraditório e ampla defesa quando os atos da polícia e do Ministério Público estão autorizados por decisão judicial, é total falta de bom senso.
Agora, referir que as investigações são comandadas por setores que tiveram seus interesses contrariados e que estão colocando a sociedade em convulsão, com risco para a democracia paranaense, denota anafalbetismo político inacreditável.
A AL está em vôo cego.

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