REQUIÃO PROPÕE COLIGAÇÃO NA MAJORITÁRIA

Em reunião do PMDB encerrada a pouco Requião propôs que o PMDB renuncie a possibilidade de lançar candidato próprio ao Governo do Estado e se alie a PT e PDT.
Embora Requião tenha criticado o grau de exigências de Osmar Dias, que, segundo ex-governador, quer tudo, apoio do PMDB, PT, Gleisi de vice, ou seja, quer uma homologação e não o risco da disputa, concluiu que uma candidatura própria a governado poderá levar o partido a reduzir as suas bancadas de deputado estadual e federal.
Requião argumentou que o fato de Pessuti ter apenas próximo de 10% das intenções de voto, enquanto o Governo Requião terminou com uma aprovação popular em torno de 80%, significa que o atual governador errou na estratégia de se distanciar dos feitos e da imagem do Governo Requião.
Fez críticas pontuais àquilo que considera serem as ações de Pessuti que negam o programa de governo levado à cabo por 7 anos.
A intervenção de Requião abriu o caminho para uma disputa interna no PMDB que deverá se encerrar na Convenção Estadual, já que Pessuti não dá sinais de que irá deixar de concorrer.
O fato da Executiva do Partido marcar a convenção apenas para o final de junho induz interpretações diversas: a) Pessuti tem o controle da Convenção e marcá-la para data próxima poderia beneficiar o Governador; b) retardar a Convenção importará em maior desgaste do Governador e mais tempo para a Executiva preparar a recusa da candidatura própria; c) retardar a Convenção tem a finalidade de dar mais tempo a Pessuti para aumentar sua intenção de voto.
Mas, de fato, parece que a Executiva quis fazer tudo isso, deixando para o último momento a decisão sobre que rumo tomar.
Não havia necessidade de se manifestar por uma candidatura própria porque em encontro anterior o partido já tomou tal decisão e a Convenção terá que revê-la.

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