SUPLENTES DE SENADOR

No próximo final de semana o Blog do Jogo do Poder está realizando debate entre os candidatos a suplentes de senador e também os a vices-governador.
A razão é simples, dos 81 senadores 20 deles eram suplentes até recentemente, ou seja, mais de 20% da representação do Senado Federal eram de pessoas que não haviam sido votadas pela população dos seus estados.
Os critérios para preenchimento dessas vagas são os mais estapafúrdios e vão desde a simples posição econômico/financeira do cidadão na sociedade, até o simples compadrio.
Nas eleições que estão em curso se vê também a velha prática de uma espécie de nepotismo, em que o candidato escolhe para seu suplente um parente direto.
O ex-governador do Amazonas Eduardo Braga (PMDB-AM) concorre a uma vaga no Senado com a mulher, Sandra, na suplência. O ex-governador do Tocantins Marcelo Miranda (PMDB) escolheu o pai, Brito Miranda. O senador Mão Santa (PSC-PI) fez uma troca: a atual suplente, sua mulher Adalgisa, abriu espaço para a filha Cassandra.
O senador Gilvam Borges (PMDB-AP) também mudou de parente: o irmão Geovani, que assumiu a vaga de senador por três vezes, foi substituído na chapa por outro irmão, Geová. O ex-governador e agora candidato a senador, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) inscreveu um tio, Ivandro. Isso depois de ter sido cassado do cargo de governador.
Tais circunstâncias justificam plenamente o debate que estamos promovendo.

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