DIMINUEM AS CHANCES DE NOVOS FATOS NO SEGUNDO TURNO

Com a conclusão da Conveção do PV no dia de ontem e com o fim de mais um debate, o da Rede TV, se foram mais dois lances que poderiam causar aterações de rumo no segundo turno da eleição presidencial.
A decisão do PV de abster-se de indicar um candidato preferido dá contornos definitivos ao destino dos cerca de 20 milhões de votos que Marina teve no primeiro turno. Isto porque os votos de Marina já haviam se espalhado entre os dois candidatos, Serra e Dilma, com vantagem do primeiro que recebeu uma quantidade maior de votos, segundo apontaram os institutos de pesquisas.
A decisão do PV, consagrando o que parecia ser a vontade pessoal de Marina, apenas consuma o que os eleitores já estavam fazendo naturalmente, ou seja, cada um, individualmente, optando por um dos candidatos.
Postei mensagem aqui que considero isso um erro, pois o PV abriu mão de ser protagonista do processo eleitoral, orientando os eleitores de Marina sobre qual seria o rumo que mais se aproximaria das propostas apresentadas pela candidata da legenda no primeiro turno.
Em eleições de dois turnos não há espaço para omissão, que tende a custa caro no futuro.
Com isso, deixou de existir um dos elementos que poderia produzir alteração no resultado do segundo turno.
Resta a expectativa que dos 20 milhões de votos de Marina uma boa quantidade possa tirar férias no feriado, o que prejudicaria as expectativas de Serra junto a classe média.
Também na noite de ontem mais um ato se consumou sem que, aparentemente, produzisse mudança no rumo das coisas. O debate da Rede TV ocorreu sem que um dos candidatos conseguisse marcar muita diferença em relação ao outro.
Aliás, o debate foi muito morno e marcou a saída de cena do tema do aborto, que causou muita comoção nos meios religiosos, inclusive com apreensão de material ilegal de campanha em uma gráfica em São Paulo e que estaria sendo produzido por pessoas ligadas a Igreja Católica de Guarulhos.
É provável que esse assunto não traga mais novidade, uma vez que, parece, já produziu o estrago que poderia ter produzido na candidatura de Dilma e isto já no primeiro turno.
Resta ainda a nova onda de intervenção de Lula no processo eleitoral, indo e participando de atos de campanha em regiões onde a Petista não foi bem no primeiro turno.
Resta também a propaganda de TV e os atos ordinários da campanha, que vai indo para os seus dias finais com diferença apertada, mas, ao que tudo indica, com vantagem de Dilma.
Diante da estabilidade do quadro eleitoral a quantidade de recursos financeiros que cada campanha poderá disponibilizar na reta final será decisiva, pois disso depende a quantidade de material e de gente que cada estrutura poderá colocar nas ruas em busca de votos.

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