SOBRE AS PRIMEIRAS PESQUISAS DO SEGUNDO TURNO

Eis que, a exemplo do que ocorreu aqui no Paraná na reta final do primeiro turno da eleição para o Governo do Estado, as pesquisas vão virando objeto de polêmica.
Os 4 grandes institutos fecharam os seus levantamentos em períodos próximos, poucos dias a mais poucos a menos, com os seguintes números:

Data Folha: Dilma 48% Serra 41 – nos votos válidos Dilma 54% Serra 46
Ibope: Dilma 49 % Serra 43 – nos votos válidos Dilma 53% Serra 47
Vox Populi: Dilma 48 % Serra 40 – nos votos válidos Dilma 54,5% Serra 45,5
Sensus: Dilma 46,8% Serra 47,7% – nos votos válidos Dilma 52,3% Serra 47,7

Dilma segue na frente em todos os institutos e o dado a considerar como o mais eloquente é o de que nos votos válidos Dilma sempre aparece acima de 50%.
Esse fator indica o quanto será espinhosa a tarefa do candidato tucano.
A rigor, nada aconteceu no segundo turno para que se justificasse uma grande aproximação de Serra ou uma grande queda de Dilma, o que torna bastante razoável que Dilma se apresente na dianteira e acima dos 50% quando se trabalha com os votos válidos.
O episódio Erenice Guerra que, na minha opinião, foi o fator mais exuberante da eleição até agora e realmente causou danos a candidata Petista, e a discussão sobre o aborto ocorreram no primeiro.
Já postei aqui no último dia 10 que no segundo turno Dilma mudou e veio mais agressiva, comportamento que foi inaugurado no debate da Band, e Serra seguiu com o mesmo padrão do primeiro turno.
Como a audiência da Bandeirantes não é a mesma da Rede Globo, lógico que o debate da emissora não produziu uma repercussão capaz de causar impacto significativo no eleitorado, embora a pesquisa da Sensus tenha revelado no seu levantamento que a audiência achou que Dilma foi melhor que Serra.
Enfim, nada ocorreu durante no segundo turno que justifique grandes mudanças ou mesmo a criação de uma tendência de crescimento ou queda de um dos candidatos e é possível afirmar que até agora tudo é rescaldo do primeiro turno, inclusive a distribuição dos votos de Marina Silva, que beneficiou mais o tucano que a petista, mas não com força para mudar a dianteira que ela estabeleceu até agora.
Embora Dilma tenha editado o debate da Band já no dia seguinte no seu programa eleitoral gratuito e, assim, fez repercutir com mais exuberância a sua mudança de postura, mas agressiva ou mais assertiva e com mais atitude, como preferem os seus, o resultado disso só será sentido nos próximos levantamentos.
Por enquanto, como disse Michel Temer, dizer que a eleição está empatada é “forçação de mão”.
A tarefa de Serra é mais difícil, pois levando em conta os votos válidos de todos os institutos terá que tirar votos de Dilma, ou seja, convencer parte dos eleitores que já estão votando na petista a deixar de fazê-lo para trazê-la para um patamar inferir a 50%. Não é fácil.
Dilma, que mudou o tom, tem a tarefa de manter a dianteira, o que vem tentanto fazer com mais mobilização da sua militância e com mais atitude frente ao tucano.
Serra terá que ser também mais agressivo, pois só se consegue tirar votos com a desconstrução da imagem do outro. Não é tarefa para bom moço.
Por enquanto, Dilma está na frente.

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