TERCEIRO DATA FOLHA E SEGUNDO CNT/SENSUS E AS REFLEXÕES

A Folha de São Paulo traz hoje os números do Data Folha liberados pelo instituto no dia de ontem e que apontam crescimento de Dilma no segundo turno.
Agora há consenso entre os institutos de pesquisas quanto ao crescimento da petista e uma queda do tucano.
Todos os institutos reafiram que a petista está acima dos 50% dos votos válidos, com vantagem acima da margem de erro.
Com as desconfianças que devem marcar a leitura dos levantamentos dos instutos, em razão dos erros cometidos em recentes pesquisas, a análise a ser feita é que a petista está indo para prolongar a vida do projeto de Lula no governo federal.
Até o último Data Folha a disputa pela presidência estava estabilizada. Dilma tinha 48% dos votos válidos no primeiro levantamente do Segundo Turno, realizado logo após o primeiro turno, e no segundo levantamento apareceu com 47%, um ponto a menos do que tinha no primeiro. Serra tinha 46% dos votos válidos no primeiro levantamento e manteve a mesma intenção de votos no segundo levantamento.
Postei aqui que Dilma não havia caido do primeiro para o segundo levantamento, eis que a variação para menor de apenas 1% estava dentro da margem de erro. Serra não havia subido.
Na verdade, como já havia apontado aqui nada havia sido registrado nos últimos dias do segundo turno que pudesse produzir qualquer mudança na fotografia final do primeiro turno, quando o caso Erenice Guerra castigou a candidata Dilma, impondo-lhe uma redução nas intenções de voto, mas não não havia gerado nenhum ganho para Serra, pois o tucano não tinha crescido um único ponto.
O caldatário dos votos dos insatisfeitos com o episódio Erenice no Primeiro Turno foi a candidata Marina da Silva.
O segundo levantamento do Data Folha desmentia a pesquisa CNT/SENSUS de que a eleição estaria empatada. Michel Temer tinha protestado dizendo que o primeiro CNT/SENSUS foi uma “forçação de mão”.
O tema do aborto, que alguns insistiam ter sido responsável pela queda de Dilma no final do primeiro turno, pelo segundo levantamento do Data Folha parecia não ter a força que se lhe procurava atribuir. Ou seja, estavam pintando o capeta mais feio que ele era.
Mas os dois episódios, Erenice e aborto, já se havam se tornado jornal velho e haviam ficado no primeiro turno.
No segundo turno os fatos previstos ainda para vir eram a manifestação de Marina Silva, que poderia declarar apoio a um dos candidatos, e a volta do Presidente Lula para a campanha, utilizando o horário eleitoral. Nada mais.
No mais, as campanhas se resumiam aos debates, que pouco estavam influindo na vontade do eleitor e, até pela falta de audiência, aos atos de campanha – as carreatas, caminhadas, comícios … – e a utilização do horário eleitoral gratuito.
Anotei que o panorama estabelecido naquele segundo levantamento do Data Folha pudesse se alterar o candidato Serra teria que criar muito mais do que vinha criando. Mas o candidato tucano insistia na mesma tocada do primeiro turno, procurando afirmar que tem mais experiência, que está mais qualificado, que não foi indicado pelo dedo de ninguém, que governaria acima dos partidos em uma espécie de união nacional, e formulando as mesmas propostas do Primeiro Turno, além de utitilizar, com mão de gato, o preconceito religioso contra a candidata petista.
Nada disso, no entnato, estava resultando em crescimento para Serra, que já havia ficado estático no primeiro turno e só não foi ameaçado por Marina no Primeiro Turno por falta de tempo.
Usando os mesmos remédios do primeiro turno Serra seguia parado. Não caia e não subia e anotei que se seguisse na mesma toada não venceria. Por tais razões voltei a insistir que a tarefa de Serra era muito difícil.
A situação de Dilma era desconfortável naquela segundo levantamento do Data Folha e requeria providências para não permitir que o processo eleitoral se desestabilisse. Aquilo que era tranquílo tinah se tornado pesadelo. Dilma tinha que trabalhar. E começou assumindo mais atitude no primeiro debate do segundo turno e a nova postura parecia, naquele momento, ter detido sua queda do primeiro turno.
Postei no Twitter essa análise e recebi críticas e sugestões, dentre ela a de Roberto Freite, deputado federal eleito por São Paulo, dizendo que era preciso desconfiar dos institutos de pesquisas, com o que concordei diante dos erros que se verificaram no primeiro turno em vários estados e na própria evolução da candidata Marina.
Agora vieram o terceiro levantamento do Data Folha e o segundo do CNT/SENSUS.
O levantamento do CNT/SENSUS acusou também a vantagem de Dilma sobre Serra que os demais institutos vinha apontando. Nesta semana o instituto apontou um resultado nos votos válidos com Dilma somando 56% e Serra 44%, ou seja, uma diferença de 12 pontos de vantagem para a petista.
O terceiro Data Folha aponta Dilma com 56% dos votos válidos contra 44% para Serra, ou seja, uma vantagem para a petista de 12%.
Desta forma, a petista passou a ter vantagem de dois dígitos em todos os institutos.
Por mais desconfiança que se possa ter dos institutos de pesquisas, e é bom ter, parece que a tarefa de Serra não é fácil.
A linha de campanha do tucano segue a mesma linha do primeiro turno, com muita comparação da sua personalidade com a de Dilma. Até agora não funcionou.
A expectativa de que as lideranças tucanas de São Paulo, Minas e Paraná possam alavancar Serra tornou-se a última e, parece, única experança.
Para Dilma, recursos financeiros – que fazem diferença nesse negócio em que se transformaram as eleições – e a presença de Lula serão os instrumentos a serem utilizados na reta final.
É ver para crer.

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