Últimas pesquisas. Reflexões.

Exceto no Data Folha todos os demais institutos de pesquisas apontaram crescimento de Dilma e queda de Serra na reta final da campanha.
Os tucanos questionaram os resultados e colocam em dúvida os números e os petistas aguardaram com ansiedade o resultado do último Data Folha, quicá pelo fato dos números dos levantamentos internos não estarem coincidindo com os apontados pelo Ibope, Vox e Sensus, ou seja, a insegurança do time de Dilma levou muitos a crer que os levantamentos internos acusavam uma diferença menor que a apontada pelos institutos.
Veio o Data Folha e apontou 56% para Dilma e 44% para Serra, ou seja, uma diferença próxima daquela que os outros institutos apontaram.
Alívio no QG petista e novos questionamentos dos tucanos, duvidando do resultado da pesquisa.
Já temos razões mais que suficientes para desconfiar dos institutos de pesquisas, mas também muitas para ver que o processo eleitoral está estabilizado desde o início do segundo turno, sem grandes mudanças.
Dilma fechou o primeiro turno na frente, bem na frente de Serra. Ou seja, Serra tinha que virar o jogo, passar Dilma.
Começou o segundo turno com Dilma mais agressiva, bem mais agressiva, e Serra mantendo quase que a mesma toada do primeiro turno. Encenou trazer Fernando Henrique para a campanha, bateu nas questões dos princípios (aborto) e de Erenice. Seguiu na idéia de afirmar que a disputa é entre ele e Dilma. Comparação atrás de comparação, afirmando que ele tem mais experiência e ela nenhuma.
Já postei aqui que, na minha opinião, o fato Erenice foi o desestabilizador da vitória de Dilma no primeiro turno, mas Serra nada ganhou com ele. E nada ganhou porque não colocou o tema da ética como protagonista da sua campanha, pois teria que bater em Lula e isto ele não queria. Quem ganhou com o caso Erenice foi Marina. Aliás, não fosse Marina a eleição teria acabado no primeiro turno.
O método da comparação entre Serra e Dilma também não funcionou no primeiro turno, basta ver a trajetória de Serra no curso da primeira fase desta campanha presidencial.
O que se viu até aqui foi que os votos de Marina se distribuíram sem que Serra mudasse radicalmente a realidade consumada no resultado do primeiro turno.
O aborto entrou na campanha silenciosamente no sinal do primeiro turno e, também silenciosamente, saiu no segundo turno no instante em que a esposa de Serra entrou na pauta. Fez o estrago que tinha que fazer.
O caso Erenice fez o estrago que tinha que fazer e no segundo turno surtiram Paulo Preto e agora a questão do Metro.
Assim, é pouco provável que a questão da ética vá influir decisivamente no ânimo do eleitor, a não ser para desmotivá-lo a votar e ir para a praia.
Serra termina usa os últimos programas de televisão insistindo na comparação.
Dilma bate na estampa privatista de Serra que a sua campanha plantou.
Fica a sensação que os dois permanecem onde estavam quando terminou o primeiro turno.
Dilma ainda tem Lula e recursos financeiros, que parecem não faltar.
Mas é bom desconfiar.

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