QUEM DIRIA, O POVO SABE VOTAR

Terminado o processo eleitoral, com a eleição de Dilma e de uns tantos governadores cujos pleitos ficaram para o segundo turno, creio que há uma lição emblemática: o povo sabe mesmo votar.
Ainda no início do processo eleitoral o Data Folha realizou um levantamento para saber qual seria a incluência do presidente Lula na eleição do seu sucessor e na eleição dos governadores.
A resposta foi que Lula teria imenso protagonismo na eleição do seu sucessor, mas em relação aos governadores sua indicação teria um peso muito relativo.
Aliás, em eleições anteriores o povo já havia dado sinais de que não costuma aceitar o tal da influência cruzada, ou seja, governadores ditando quem será o presidente da república ou este ditando quem será o governador.
O que se viu agora não foi diferente, o povo votou em quem Lula indicou para sucedê-lo no cargo, mas o presidente não pode ser apontado como responsável direto pela eleição de nenhum governador. O mesmo se pode dizer dos governadores eleitos. Mal eles conseguiram asseguar a sua própria eleição, quanto mais influir decisivamente na sucessão presidencial.
O eleitor separou muito bem o que era a eleição de presidente da eleição de governador, senador e deputados.
O mesmo Data Folha realizou um levantamento após a eleição e apurou que na de poresidente uma parcela em torno de 30% votou utilizando os critérios da experiência pessoal do candidato e a imensa maioria votou na continuidade, reconhecendo como bom e mantendo o projeto de Lula.
Em inúmeras situações o eleitor votou em candidatos governador e senador de coligações diferentes, inclusive adversárias.
Goste ou não, o resultado que saiu das urnas é de sábio equilíbrio entre situação e oposição.
Mais uma vez o eleitor brasileiro deu mostras do que sabe o que faz quando vai para a urna, embora alguns prefiram ressaltar a eleição dos tiriricas que, quase sempre, também acabam acontecendo.

TWITTER: @jogodopoderpr

FACEBOOK: JP Jogo do Poder