Veja proposião de Mario Celso e Julieta Reis de homenagem a Espedito Rocha

Câmara Municipal
de Curitiba I – Publique-se.
II – Dê-se encaminhamento regimental.

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Sala das Sessões, ___/___/____

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Presidente

PROPOSIÇÃO N° 009.00083.2010

Os Vereadores Mario Celso Cunha e Julieta Reis infra-assinados, no uso de suas atribuições legais, submetem à apreciação da Câmara Municipal de Curitiba a seguinte proposição:

Projeto de Lei Ordinária: Denominação de bem público não especificada

SÚMULA

Denomina de ESPEDITO OLIVEIRA DA ROCHA , um dos logradouros públicos da Capital ainda não nominado.

Art. 1º. É denominado de ESPEDITO OLIVEIRA DA ROCHA , um dos logradouros públicos da Capital ainda não nominado.

Art. 2º. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Rio Branco, 24 de novembro de 2010

Ver.Mario Celso Cunha

Verª.Julieta Reis

Justificativa

ESPEDITO OLIVEIRA DA ROCHA nasceu em 01 de janeiro de 1921 em Pernambuco e faleceu no dia 18 de novembro de 2010 em Curitiba. Um dos nove filhos de Caetano da Rocha e de Maria de Oliveira da Rocha. Deixa 8 filhos, dentre eles Luiz Carlos da Rocha, advogado e comunicador de TV, apresentador do Programa Jogo do Poder que vai ao ar pela CNT, todo domingo às 23 h.

Um ícone na história política do país, filiado ao Partido Comunista Brasileiro destacou-se por sua atuação vibrante, um grande líder; personalidade forte, sem deixar de ser humilde; lutou com garra em busca da realização dos seus ideais; autêntico, alegre, simpático; sua trajetória foi marcada pela sensibilidade, elevado senso de justiça, ampla visão social, fé em suas convicções, inteligência, sagacidade, sabedoria, entre tantas outras qualidades que deixam marcas profundas na sociedade brasileira.

Um exemplo para a família, amigos e para todos os que tiveram o privilégio de com ele conviver.

A Cidade de Curiiba em reconhecimento à sua brilhante atuação e em agradecimento aos seus grandes feitos, presta-lhe esta homenagem denominando um dos logradouros públicos da Capital, perpetuando assim, a sua história.

Dispensa de atestado de óbito de acordo com a Lei 8670. Grafia do nome de acordo com o site pessoal – espeditorocha.com.br

Matérias em anexo.

Morreu Espedito Rocha

Morreu nesta manhã o dirigente comunista e artista plástico Espedito Rocha vitimado por um câncer no pulmão. Nos últimos dias a doença se agravou e provocou o internamento e na manhã de hoje a sua morte.
Espedito Oliveira da Rocha nasceu em 01 de janeiro de 1921, em Santa Clara, então um Distrito do Município de Buíque, hoje Tupanatinga, em Pernambuco.
Iniciou sua militância no Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1938, ainda em Pernambuco, e chegou ao Paraná no início dos anos 50, para trabalhar na colonização do Norte do Paraná.
Mudou-se para Curitiba para trabalhar na construção do Centro Cívico e iniciar a atividade sindical, onde teve forte atuação política, tornando-se Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas de Curitiba e também foi eleito primeiro suplente de Vereador em Curitiba pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), pois na ocasião o PCB era clandestino.
Com o golpe militar de 64, Espedito teve seus direitos políticos cassados e perdeu tanto a condição de suplente de vereador na Câmara de Vereadores de Curitiba, quanto o mandato de dirigente sindical. Só não foi preso porque conseguiu fugir e, utilizando-se de uma nova identidade, com outro nome, permaneceu na clandestinidade militando como dirigente nacional do PCB, na condição de membro do Comitê Central, durante todo o regime militar.
Usando o nome de Tibúrcio Melo, Espedito foi preso no Mato-Grosso, onde administrava uma Fazenda do PCB, que era utilizada para fuga de resistentes da ditadura e também para obtenção de recursos para o Partido. Espedito foi levado para o DOI-CODI em São Paulo onde permaneceu preso e duramente torturado. Foi levado de volta pela polícia política para o Mato-Grosso pesando 38 quilos, já que existia o receio de que pudesse falecer nas dependências do DOI-CODI. No Mato-Grosso, com a ajuda de amigos, foi internado e recuperou-se, fugindo em seguida para São Paulo, onde retomou a militância com o nome de Tadeu Melo, que utilizou até ser anistiado em 1979.
Retornou para Curitiba onde refundou o PCB, permanecendo seu presidente até meados dos anos 90.
No início dos anos 80 comandou o apoio do PCB ao então candidato ao Governo do Estado pelo PMDB, José Richa.
Quando o PCB mudou de nome, para PPS, Espedito Rocha e outros comunistas conhecidos, como Oscar Niemayer e Ivan Pinheiro, fundaram novamente o PCB, ao qual ficou filiado até sua morte.
Na sua fuga para São Paulo, em 1976, Espedito utilizou as horas de esconderijo para retomar o talento antigo de esculpir na madeira. A partir daí, concomitantemente à militância política, Espedito iniciou a carreira de artista plástico, que desempenhou até cerca de 15 dias atrás, quando ainda não havia se agravado a doença.
Realizou exposições, coletivas e individuais, em diversos locais do Brasil e tem peças no acervo permanente de vários museus do país.
Sobre o artista, Pietro Maria Bardi, já em 1980, descreveu: “Espedito Oliveira da Rocha é um desses homens que desafiam as injunções próprias de quem é ligado ao mundo do trabalho. Na cartilha mais difícil, aprendeu a vida por ela própria. Transformou em poema de aroeira, peroba e cedro tudo o que viu e viveu”.
Espedito mantinha o site espeditorocha.com.br
Espedito deixou 8 filhos: Rosa Maria da Rocha, Caetano Oliveira da Rocha, Carlos Rogério da Rocha, Airam de Oliveira da Rocha, Luiz Carlos da Rocha, Gabriela Rocha, Mariana Rocha e Manoel Caetano Ferreira Filho, além de netos e bisnetos.
Seu corpo será velado na Assembléia Legislativa do Paraná, a partir das 14:00 horas, e cremado amanhã às 9:00 horas.

Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010 – 12:11 hs.
Coluna Fabio Campana
“Nascido no distrito de Santa Clara, em Buick, hoje Tupanatinga (PE), Rocha filiou-se ao Partido Comunista em 1938, tornando-se dirigente em 1967. Chegou a ser preso em Mato Grosso durante o regime militar, quando havia adotado o codinome Tibúrcio Melo. Levado para o Doi-Codi em São Paulo, foi vítima de torturas. Ao fugir de um hospital, ele abrigou-se na casa de um professor em São Paulo, com o nome de Tadeu Melo.
Nesse período, retomou o trabalho de esculpir na madeira. Com a anistia política, Rocha foi apresentado a Pietro Maria Bardi e fez a primeira exposição, em 1980, no Sesc do Carmo. Com o talento reconhecido, realizou várias exposições coletivas e individuais, tendo peças permanentes em vários museus.
Em 1986, foi convidado oficial do secretário-geral do Partido Comunista soviético, Mikhail Gorbachev, para visitar a União Soviética. Lá, não resistiu à vocação artística e, aproveitando-se da abundância de madeira, fez nove esculturas que foram doadas a três museus. Espedito deixa oito filhos, além de netos e bisnetos.

Jornal Gazeta do Povo”

“Morreu ontem, aos 89 anos, o presidente de honra do PCB do Paraná e artista plástico, Espedito Rocha. Ele estava internado no Centro Médico Nossa Saúde e sofria de um câncer que foi diagnosticado recentemente.

Espedito Rocha morre aos 89 anos
Extraído de: Parana Online – 19 de Novembro de 2010
Morreu ontem, aos 89 anos, o presidente de honra do PCB do Paraná e artista plástico, Espedito Rocha. Ele estava internado no Centro Médico Nossa Saúde e sofria de um câncer que foi diagnosticado recentemente.

O corpo de Espedito está sendo velado na Assembleia Legislativa do Paraná e será cremado no Crematório Pinhais às 11h de hoje. O ex-dirigente partidário iniciou sua militância no Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1938, ainda em Pernambuco, e chegou ao Paraná no início dos anos 50, inicialmente trabalhando na colonização do norte do estado.

Em seguida mudou-se para Curitiba para trabalhar na construção do Centro Cívico e iniciar a atividade sindical. Foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas de Curitiba e também foi eleito primeiro suplente de vereador em Curitiba pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), já que naquela época o PCB era clandestino.

Após o golpe militar de 1964, Espedito teve seus direitos políticos cassados e permaneceu na clandestinidade. Na época ele manteve uma fazenda no Mato Grosso que servia de abrigo para resistentes da ditadura e acumulava recursos para atividade do PCB.

Para se manter oculto, passou a utilizar o nome Tiburcio Melo. Ao ser revelado sua atividade, chegou a ser preso e torturado, atingindo o peso de 38 quilos. Auxiliado por amigos, fugiu e se recuperou, mudando novamente o nome para Tadeu Melo.

No período em que se escondeu, Espedito desenvolveu sua carreira de artista plástico, como escultor. Atividade da qual se dedicou até os últimos dias de sua vida.

Com o fim do período militar, o líder político retornou a Curitiba onde refundou o PCB, permanecendo presidente até meados dos anos 90. No início da década de 80, articulou o apoio do PCB paranaense à candidatura do então peemedebista José Richa ao governo do estado.

O senador Alvaro Dias (PSDB) e o deputado federal eleito Rubens Bueno, presidente do PPS do Paraná foram os primeiros a se manifestarem sobre a morte de Espedito.

Ele teve uma história de vida muito bonita. Se dedicou inteiramente à sua crença política. É um nome muito importante na história do nosso partido, disse Bueno. O mundo das artes plásticas perdeu um artista plástico brasileiro do maior valor e uma figura humana exemplar, disse Alvaro, que apresentou voto de pesar no Senado.

No requerimento, o senador lembra a origem e a trajetória de Espedito Rocha que, autodidata, percebeu o talento na infância enquanto ajudava a família no preparo da farinha de mandioca e começou a esculpir figuras. Expedito deixa sete filhos, treze netos e dois bisnetos.

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Disponível em: http://www.jusbrasil.com.br/politica/6278423/espedito-rocha-morre-aos-89-anos

Espedito iniciou sua militância no Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1938, ainda em Pernambuco, e chegou ao Paraná no início dos anos 50, onde trabalhou na colonização do Norte do Estado. Posteriormente mudou-se para Curitiba para trabalhar na construção do Centro Cívico e iniciar a atividade sindical, onde teve forte atuação política.

Foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas de Curitiba e também foi eleito primeiro suplente de vereador em Curitiba pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), já que naquela época o PCB era clandestino.

Com o golpe militar de 1964, Espedito teve seus direitos políticos cassados. Só não foi preso porque conseguiu fugir e passou a utilizar uma nova identidade. Permaneceu na clandestinidade e militou como dirigente nacional do PCB, na condição de membro do Comitê Central, durante todo o regime militar.

Usando o nome de Tibúrcio Melo, foi preso no Mato Grosso, onde administrava uma fazenda do PCB, que era utilizada para fuga de resistentes da ditadura e também para obtenção de recursos para o partido. Espedito foi levado para o Doi-Codi em São Paulo, onde permaneceu preso e foi duramente torturado. Foi levado de volta pela polícia política para o Mato Grosso pesando 38 quilos. Com a ajuda de amigos, foi internado e recuperou-se, fugindo em seguida para São Paulo, onde retomou à militância com o nome de Tadeu Melo, que utilizou até ser anistiado em 1979.

Retornou para Curitiba onde re-fundou o PCB, permanecendo seu presidente até meados dos anos 90. No início dos anos 80 comandou o apoio do PCB à candidatura de José Richa ao governo do Estado pelo PMDB. Quando o PCB mudou de nome para PPS, Espedito Rocha e outros comunistas conhecidos, como Oscar Niemeyer e Ivan Pinheiro, fundaram novamente o PCB, ao qual ficou filiado até sua morte.

Carreira artística

Na sua fuga para São Paulo, em 1976, Espedito utilizou as horas de esconderijo para retomar o talento antigo de esculpir na madeira. A partir daí, junto à militância política, Espedito iniciou a carreira de artista plástico, que desempenhou até 15 dias atrás, quando a doença ainda não havia se agravado. Realizou exposições, coletivas e individuais, em diversos locais do Brasil e tem peças no acervo permanente de vários museus do país.

Sobre o artista, Pietro Maria Bardi, já em 1980, descreveu: “Espedito Oliveira da Rocha é um desses homens que desafiam as injunções próprias de quem é ligado ao mundo do trabalho. Na cartilha mais difícil, aprendeu a vida por ela própria. Transformou em poema de aroeira, peroba e cedro tudo o que viu e viveu”.

Espedito deixa os filhos Rosa Maria da Rocha, Caetano Oliveira da Rocha, Carlos Rogério da Rocha, Airam de Oliveira da Rocha, Luiz Carlos da Rocha, Gabriela Rocha, Mariana Rocha e Manoel Caetano Ferreira Filho, além de netos e bisnetos. Seu corpo será velado na Assembleia Legislativa do Paraná, a partir das 14 horas, e cremado amanhã às 9 horas.”

“Morre no PR membro histórico do partido comunista
18 de novembro de 2010 | 13h 02

EVANDRO FADEL – Agência Estado – estadão.com.br

Morreu hoje em Curitiba, aos 88 anos, o dirigente comunista e artista plástico Espedito de Oliveira Rocha. Ele estava internado desde o último sábado no Centro Médico Nossa Saúde, em tratamento de complicações decorrentes de câncer pulmonar. O corpo está sendo velado na Assembleia Legislativa do Paraná e será cremado às 9 horas de amanhã.

Nascido no distrito de Santa Clara, em Buick, hoje Tupanatinga (PE), Rocha filiou-se ao Partido Comunista em 1938, tornando-se dirigente em 1967. Chegou a ser preso em Mato Grosso durante o regime militar, quando havia adotado o codinome Tibúrcio Melo. Levado para o Doi-Codi em São Paulo, foi vítima de torturas. Ao fugir de um hospital, ele abrigou-se na casa de um professor em São Paulo, com o nome de Tadeu Melo.

Nesse período, retomou o trabalho de esculpir na madeira. Com a anistia política, Rocha foi apresentado a Pietro Maria Bardi e fez a primeira exposição, em 1980, no Sesc do Carmo. Com o talento reconhecido, realizou várias exposições coletivas e individuais, tendo peças permanentes em vários museus.

Em 1986, foi convidado oficial do secretário-geral do Partido Comunista soviético, Mikhail Gorbachev, para visitar a União Soviética. Lá, não resistiu à vocação artística e, aproveitando-se da abundância de madeira, fez nove esculturas que foram doadas a três museus. Espedito deixa oito filhos, além de netos e bisnetos.”

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