WikiLeaks expõe acerto da Justiça Militar de não liberar processos de Dilma durante a eleição.

A presidente eleita, Dilma Rousseff, recebeu com “tranquilidade” a informação de que a diplomacia dos Estados Unidos afirmou em telegrama confidencial de 2005 que ela, então recém-nomeada para a Casa Civil, “organizou três assaltos a bancos” e “planejou o legendário assalto popularmente conhecido como ‘roubo ao cofre do Adhemar’ ” na ditadura.  
Segundo fontes do governo de transição, ela “demonstrou tranqüilidade e não fez nenhum comentário”.
O telegrama faz parte de um lote de nove documentos obtidos pela ONG WikiLeaks aos quais a Folha de São Paulo teve acesso. Não há nenhuma menção à fonte da informação.
A divulgação do conteúdo do documento revela o quanto foi correta a conduta da Justiça Militar em não liberar o conteúdo dos processos de Dilma durante o processo eleitoral, conforme pretendia a Folha de São Paulo.
Não há provas de que Dilma tenha participado ou organizado assalto a bancos, tampouco há elementos para se afirmar com precisão qual foi efetivamente o seu papel na organização em que atuou durante o regime militar.
Sabe-se apenas que participou de uma organização que praticou a luta armada contra a ditadura militar.
A divulgação de tais documentos durante a eleição poderia levar o eleitor a formar um juízo totalmente fora de contexto a respeito da então candidata Dilma, dando azo a toda sorte de exploração desonesta e preconceituosa.
Agora, passado o processo eleitoral, toda a documentação pode ser conhecida e esclarecidas todas as dúvidas que persistirem e sem qualquer risco de danos eleitorais.

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