Depois do fracasso, o retorno da Rua 24 Horas.

A gazeta do Povo deste  sábado trouxe matéria dando conta da reinauguração da Rua 24 Horas em Curitiba.
O espaço foi inteiramente reformado e ficou mais bonito e funcional.
A Rua 24 Horas foi inaugurada no dia 11 de setembro de 1991 e está localizada na quadra entre as ruas Comendador Araújo e Emiliano Perneta, no centro da capital. Ela serve de ligação entre as ruas Visconde de Nácar e Visconde do Rio Branco.
Foi a primeira rua comercial coberta do Brasil. Na época da inauguração, havia 42 lojas, bares e restaurantes que funcionavam dia e noite, mesmo nos feriados. A data de reabertura deve coincidir com o aniversário de 20 anos do ponto turístico.
Com o tempo a gerente do espaço, a URBS, foi permitindo a duplicação de atividades, ou seja, que mais de uma loja vendesse o mesmo produto, e o custo do aluguel foi onerando em demasia os lojistas, iniciando-se um processo de endividamento e fechamento das lojas, de tal modo que, ao final, restaram poucos e tornou-se inevitável o reconhecimento do fracasso da primeira experiência.
Se a pretensão do poder público é a de criar um espaço que seja referência para o turismo na cidade, incompreensível que o preço pela locação do espaço seja proibitivo. Ou seja, se o objetivo é turismo os valores cobrados dos lojistas deveria ser módico, de tal modo que no processo de escolha deles devesse prevalecer apenas e tão somente a melhor proposta técnica e deixa-los ganhar seu dinheiro e cumprir o mister. 
O que se viu ao final da primeira experiência foi justamente o contrário, com os lojistas endividados e a Rua morta pelo erro de pretender dar a URBS retorno financeiro com a exploração do espaço.
O objetivo deve ser o de ter na cidade um equipamento para o turismo e não uma fonte de renda para a URBS. O modelo deve ser parecido com o das feiras de rua. Taxa módica.
Agora a idéia é que uma corretora de imóveis gerencie a exploração do local. Não me parece bom. Se os lojistas da Rua 24 Horas forem tratados como os lojistas dos shoppings o futuro é sombrio. A Corretora e a URBS vão ganhar algum dinheiro e os lojistas vão quebrar novamente.
A torcida, no entanto, é para que tudo dê certo.
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