Diretor é solto, mas polêmica continua

Continua rendendo a inusitada prisão do ex-diretor administrativo da Assembleia Legislativa, Francisco Ricardo Neto, na quarta-feira, pela CPI de Espionagem. Depois de passar a tarde no COPE para prestar esclarecimentos, foi liberado de noite. Ricardo Neto teria caído em contradição ao, no primeiro depoimento, declarar que a presidência tinha conhecimento dos aparelhos bloqueadores de celular encontrados na sala do presidente e na primeira secretaria da Casa. Agora, disse que o gabinete não sabia dos equipamentos e que instalou os aparelhos sozinho. Por isso foi preso e levantou polêmica entre os próprios deputados. A CPI chegou a ser acusada de arbitrária.

Veja outra postagem sobre o tema:

Espetáculo: CPI prende ex-diretor da AL.

A CPI dos Grampos surpreendeu na tarde desta quarta-feira ao prender o ex-diretor administrativo da Assembleia Legislativa, Francisco Ricardo Neto. Ele foi detido após uma acareação na CPI porque foi acusado de prestar falso testemunho. O ex-diretor foi encaminhado para o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), na Vila Hauer. O ex-diretor já havia sido convidado para depor na Comissão, mas como não compareceu, foi intimado.  Francisco disse que presidente da CPI, Marcelo Rangel (PPS), cometeu um abuso de autoridade ao determinar a detenção. O advogado promete entrar na corregedoria da casa contra o parlamentar.
Toda as vezes que o parlamento se mete a exercer o papel de polícia, investigando crime, com os condutores da investigação de olho nas urnas, a chance do trabalho resvalar para a demagogia e para o espetáculo barato acaba sendo grande. Foi o que aconteceu ontem. Uma prisão demagógica, apenas e tão somente para fazer o espetáculo. Um cidadão conhecido, com endereço certo, com comportamente sem nenhuma periculosidade, acaba preso porque o investigador entendeu que ele estava mentindo.
Deplorável o episódio.

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