Situação complicada a do Palocci

O Ministro da Casa Civil falou. Seguiu o liturgia. Falou para a Rede Globo e possibilitando a edição do Jornal Nacional. O conforto de falar para todos atraves de apenas um meio de comunicacao. Um conforto e, ao mesmo tempo, um risco terrível.
Depois da entrevista exclusiva sempre vem os comentaristas e o julgamento. Raramente quem usa essa estratégia sai inteiro. Trata-se se um roteiro obvio, normalmente sob a orientação de algum mago, que normalmente acaba mal.
Palocci deveria ter usado uma tática mais arriscada, mas que poderia produzir mais resultados, para o bem ou para o mal. Digo que o político em dificuldades e que tem pouco espaço deve arriscar, enfrentando o bicho de frente como forma de demonstrar que não tem o que temer. A melhor forma para isso sempre sera enfrentando a coletiva de imprensa. Expor-se a todos os meios de comunicação ao mesmo tempo e não a um só, como fez Palocci.
Na coletiva não há lugar para explicações protocolares, pois o mérito tem que ser exaurido. Eis a melhor forma de enfrentar esse tipo de situação sem deixar o cargo.
O outro modo de enfrentar esse tipo de situação esta em seguir o roteiro do ex-Ministro Hargreaves, como se deu no governo Itamar Franco. Sair, explicar e depois voltar.
Ao tornar-se refém da Rede Globo Palocci entregou a ela o seu destino. Ou melhor, aos seus comentarista, que vão julgar e repercutir a fala do Ministro.
Como o Ministro não abriu detalhes sobre as operações que realizou na sua empresa, sobretudo em relação as antecipacoes dos pagamentos dos contratos em razão do encerramento das atividades das empresa em razão da sua ida para o governo, na condição de Ministro da Casa Civil, o seu calvário devera ir semana adentro, sob a condenação dos comentaristas da Globo, a quem escolheu para se explicar.
Esse filme a política esta acostumada a ver.

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