CASO STRAUSS-KAHN: ESTADO ESPETÁCULO x ESTADO DE DIREITO

As notícias que vieram dos Estados Unidos ontem sobre o caso envolvendo Dominique Strauss-Kahn, em Chefe do Fundo Monetário Internacional, trouxeram a tona um velho tema do direito e que já atormentou muito os filósofos franceses.
Não foram poucas as vozes que se levantaram na França, denunciando como palhaçada o modo que Dominique foi tratado quando da sua prisão, no dia 14 de maio último, acusado de atacar sexualmente uma camareira do hotel onde estava hospedado.
Retirado do avião em que havia embarcado com destino a Paris, Dominique foi algemado e exposto brutalmente às câmeras para o deleite da mídia, sempre voraz em busca do espetáculo.
Qual a razão para a polícia de Nova York algemar um homem sexagenário e que nenhum perigo representava para a integridade física dos seus captores ? Qual a razão para se expor como pervertido um homem que sequer havia sido julgado ? Qual a razão de se tornar espetáculo aquilo de deveria ser conduzido com discrição ? Qual a necessidade do Estado se tornar policial e procurar demonstrar rigor em prisões de pessoas não condenadas ?
Na França, desde sempre, o Estado Espetáculo é objeto de reflexão pelos mais renomados filósofos.
O caso Dominique trará o tema para o primeiro plano do debate, especialmente entre os operadores do direito.
Para reflexão sobre o tema vale a leitura ou re-leitura do livro O ESTADO ESPETÁCULO (Roger-Gérard Schwartzenberg) http://t.co/xZxQYn3.

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