Nova proposta para Afonso Pena pode viabilizar obra da nova pista

São José dos Pinhais oficializou proposta da nova pista do Aeroporto Afonso Pena

A Prefeitura de São José dos Pinhais apresentou nesta sexta-feira (1), durante a Agenda Parlamentar Infraestrutura, organizada pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (CREA-PR), as propostas da construção da nova pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena e de um novo modal de transporte até Curitiba.
Com a nova pista a ser construída, a atual pista auxiliar seria desativada e no local seria erguido o terminal de logística de cargas, que desafogaria o aeroporto de Guarulhos (SP). “Este terminal possibilitaria a vinda para o Afonso Pena de todo o movimento de carga do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o que representa aproximadamente 30% do movimento do aeroporto de Guarulhos”, afirma Ivan Rodrigues, prefeito de São José dos Pinhais.
A nova pista poderá receber aeronaves de carga sem limitações, já que hoje as condições do Afonso Pena não permitem que aviões de cargas pousem ou decolem com 100% da sua capacidade. A instalação do terminal logístico de cargas aliviará também o trafego pesado na BR-116 entre Curitiba e São Paulo. A ideia é delegar a construção e operação do terminal de cargas à iniciativa privada, dentro da proposta da presidenta Dilma Rousseff de privatizar os terminais dos principais aeroportos do País.
Durante o encontro desta sexta-feira (1), Ivan Rodrigues apresentou o projeto da nova pista do aeroporto para outros prefeitos, deputados e representantes do governo do estado que estiveram no evento. Assim como representantes do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Valec-Engenharia, Coordenação do PAC II / Ministério do Planejamento e Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República que participaram da agenda.
Estiveram presentes e também receberam o projeto das mãos do prefeito Ivan Rodrigues, o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, o chefe de gabinete da ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann, Carlos Carboni, o superintendente da Infraero, Antonio Pallu, o presidente do CREA-PR, Álvaro Cabrini Júnior, o vice-presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Hélio Bampi, e o presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR), Valter Fanini.
Com a nova pista, alguns moradores no entorno do Afonso Pena ficariam isolados. Problema que seria resolvido com a construção de um metrô de superfície, ou então de eixo para Veículo Leve Sobre Rodas (VLSR), movido a eletricidade, bem como pistas laterais para o tráfego normal. A ideia do prefeito é que o eixo conecte a BR-116 de um lado e de outro o prolongamento da Avenida do Trabalhador, na divisa com Curitiba, cortando São José dos Pinhais. A obra seria construída na mesma área disponibilizada para uso da antiga Rede Ferroviária Federal, mas que está desativada há vários anos. Não haverá necessidade de desapropriações.
Desta forma, os moradores do bairro Quissisana, Suíça e região recuperariam o acesso ao centro de São José dos Pinhais. O novo modal de transporte também serviria como opção de transporte público rápido entre moradores do centro de São José dos Pinhais e região do bairro Afonso Pena até Curitiba.
“É um projeto que vem ao encontro com os planos da Infraero. É uma alternativa viável e que pode ser muito útil ao país. No projeto, a prefeitura, através do Ivan (Rodrigues), já colocou alguns adereços de modificações importantes para a mobilidade da população”, afirma Antonio Pallu.
Com uma nova pista com 3.400m de extensão equipada com o ILS-3, a interrupção de tráfego aéreo por problemas climáticos como ocorre com frequência, teria sido reduzida.
A Prefeitura também reforça a importância de se construir o terminal de cargas em São José dos Pinhais, tanto pela infraestrutura já implantada quanto pela localização estratégica da cidade – junto ao maior pólo econômico e industrial do Estado e no meio do entroncamento viário que liga as regiões Sul e Sudeste do País, além da Capital paranaense ao interior. Não faria sentido, no entender da Prefeitura, levar um terminal de tamanha importância para o Estado a qualquer outra região afastada desse eixo.

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