CNT AFIRMA ESTAR COMO CORPO DE KADAFI: FOI EXECUTADO?

Conforme informou o jornal americano, The New York Timas, o ex-ditador Muammar Kadafi foi morto durante a ocupação de um centro das forças de resistência. 

O líder do conselho militar de Tripoli, Adbul Hakim Belhaj, afirmou a rede de TV Al Jazeera, que Kadafi está morto e que as forças de oposição estão com o seu corpo. 

A rede de televisão divulgou imagens que supostamente seriam do corpo de Kadafi. 
Todavia persiste dúvida se Kadafi foi morto em combate ou executado pelos seus captores.
A hipótese de execução é bastante plausível na medida em que o ditador vivo poderia tornar-se um pesadelo para o novo regime, eis que, apesar do longo reinado ditatorial, Kadafi ainda tinha apelo e apoio popular e prova disso foi o longo lapso de tempo que perdurou a sua resistência, apesar da brutal diferença de força bélica entre o poderio da OTAN e o regime de Kadafi.

Veja o que o Blog postou sobre Kadafi:

11/10/2011

APROXIMAÇÃO COM A LÍBIA É ADIADA
Estava nos planos do Itamaraty enviar um diplomata a Líbia, com o intuito de estabelecer uma aproximação entre o governo brasileiro e o Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia. No entanto, a situação indefinida no país fez com que o governo decidisse adiar a aproximação com o governo interino da Líbia.
A Petrobrás foi obrigada a deixar a Líbia e depende da reaproximação para voltar a atuar no país.
O adiamento dos contatos pode favorecer outros países nos contratos firmados nos próximos meses.
Na verdade a conduta do Brasil em relação à Líbia não tem sido conduzida pelos interesses da Petrobrás, senão o Brasil teria sido um dos primeiros a aderir ao movimento que derrubou Kadafi.
Para desespero dos comentaristas de economia a aproximação com a Líbia vai lenta.

26/08/2011

ANTONIO PATRIOTA: BRASIL MANIFESTA APOIO AOS REBELDES DA LÍBIA

No dia 26 de agosto opinei sobre a conduta do Brasil em relação à Líbia e postei no Blog o seguinte texto:

O ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, declarou seu apoio à causa dos rebeldes líbios.
O Brasil já havia apoiado as sanções internacionais contra o regime de Muammar Kadafi, mas recusou-se a apoiar a resolução para implantação da tal zona de exclusão aérea, que importava na invasão do espaço aéreo da Líbia e continha um aspecto implícito, ou seja, exatamente o que acabou por ocorrer que é a presença de tropas da OTAN por terra.
Ainda nessa semana áreas isoladas que ainda estão sob o controle do ditador foram bombardeadas, embora já esteja mais que evidente que o ex-ditador não tem condições de decolar mais um único avião.
O Brasil estava certo quando se posicionou contra resolução para a implantação da zona de exclusão aérea por acreditar que a soberania nacional poderia ser violada, que é o princípio a ser protegido sempre, como acabou acontecendo.
Acerta agora ao reconhecer o novo regime, embora não se saiba o que vem por aí.
“Presto solidariedade às aspirações do povo líbio por progressos institucionais, econômicos e sociais, por buscar formas mais modernas de governança. Nas últimas décadas o país foi submetido a um governo autocrático”, disse Patriota.
Nesta quinta-feira, dia 01, o Ministro das Relações Exteriores publicou artigo na Folha de São Paulo onde expões as razões da conduta do Brasil em relação ao Iraque.
O respeito a auto-determinação dos povos é uma postura que o Brasil valoriza desde os tempos do regime militar.
As razões econômicas não podem acima dos valores que construíram a ONU.
Recomendo a leitura do artigo do Ministro Antonio Patriota.

22/08/2011

Líbia: Folha é pela autodeterminação dos povos e diverge de Clóvis Rossi

O editorial da Folha desta terça contradiz o artigo de Clóvis Rossi veiculado ontem.
Na Folha de S. Paulo, página 11, Caderno Mundo, desta segunda-feira, o nosso brilhante Clóvis Rossi veio com um artigo sob o título “Trípoli deixa Brasil do lado errado da história”, onde sustenta, em resumo, que o “cerco a Trípoli deixa o Brasil definitivamente ‘no lado errado da história, para usar recorrente expressão do presidente Barack Obama”, pois nosso país não votou a favor da Resolução da ONU que propôs a zona de exclusão aérea sobre o território Líbio.
Rossi sustenta que a implantação da tal zona de exclusão aérea sobre o território Líbio tinha a finalidade de “prevenir um banho de sangue, o que de fato foi conseguido … Se a ONU não serve para impedir um massacre, para que serviria?”.
O artigo também esclarece as razões do voto do Brasil ao assinalar que “escudou-se no respeito à soberania para reclamar da ação militar em seu aspecto apenas implícito, que era, como continua sendo, derrubar Gaddafi …” e reconhece que o “que não estava explícito na resolução era a derrubada de Gaddafi, embora ficasse evidente que a ação militar não poderia limitar-se a proteger os rebeldes”.
O texto de Clóvis Rossi torna a soberania nacional, um conceito do direito internacional conquistado e depois construído, densificado e consolidado nas legislações de todo o mundo civilizado ao longo de séculos de práticas democráticas, um detalhe que pode ser colocado de lado dependendo da conjuntura.
Em decorrência disso, conclui que o Brasil deveria ter votado na Resolução, pois os rebeldes estão vencendo e o ditador sendo derrotado.
A conclusão não deveria ser exatamente oposta? Afinal, aconteceu exatamente aquilo que o Brasil preconizou. O lado oculto, que a diplomacia prefere chamar de “implícito” da resolução da ONU, acabou se impondo. As forças da ONU foram muito mais além do que fazer uma zona de exclusão aérea. Levaram os rebeldes até a vitória final, apoiando de todas as formas possíveis, indo território adentro e completo e total desapego ao conceito de soberania consagrado no direito internacional. Sob tal aspecto, o Brasil estava totalmente certo ao não apoiar a Resolução.
Mas Clóvis Rossi afirma que: “Derrubar um tirano é sempre um acontecimento positivo …”
Ou seja, a soberania é apenas um detalhe que pode perfeitamente ceder às conjunturas que, como é óbvio, estão sempre sob o controle e a manipulação das potências.
Deus salve as almas.
Pois bem, nesta terça a Folha veio com um editorial onde deixou claro que:
O término de uma ditadura brutal de 42 anos, que liquidou adversários e patrocinou o terror internacional, é fato a ser saudado. O protagonismo único dessa derrubada, entretanto, deveria ser a população líbia. bombardeios ocidentais ferem o princípio da autodeterminação dos povos, que não foi abolido, embora conciliá-lo com a proteção dos direitos humanos seja sempre difícil”.
Pelo menos no editorial, prevaleceu o bom senso.
Almas salvas.

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