Curitiba: Protesto desagrada todos

O barulho dos servidores da saúde que estão em greve no município irritou tanto moradores vizinhos da prefeitura que a Justiça determinou que eles não permaneçam mais ao redor da prefeitura nem da casa do prefeito Luciano Ducci. Os servidores da saúde que estão acampados nas áreas no entorno da Prefeitura de Curitiba, Secretaria Municipal da Saúde, Secretaria Municipal de Recursos Humanos e residência do prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), serão obrigados a desocupar as áreas sob pena de multa diária de R$ 10 mil. A juíza de direito substituta Carolina Delduque Sennes Basso, do Plantão Judiciário do Foro Central, mantém o município na posse das áreas e também determina que os manifestantes desmontem qualquer construção ou estrutura que tenham instalado nos locais. Segundo a liminar, a manifestação dos servidores estaria obstruindo os locais com “barracas, colchões, tendas e outros objetos, além de promover manifestações intensas e ruidosas, bem como estacionar caminhão de som em locais proibidos”, de acordo com o comunicado da prefeitura. Na liminar consta que “as manifestações promovidas pelo Sindicato, em uma análise preliminar, vêm prejudicando o acesso dos cidadãos às dependências da Prefeitura Municipal, vêm impedindo a livre circulação dos veículos nas regiões centrais da cidade e, ainda, vêm causando incômodo aos cidadãos que residem em locais próximos àqueles nos quais as manifestações são feitas”. Os servidores da saúde de Curitiba, que estão em greve desde o dia 5 deste mês. O impasse foi criado porque algumas categorias querem trabalhar apenas 30 horas semanais. A maioria dos funcionários públicos da saúde garantiram o direito a 30 horas, como enfermeiros, técnicos em enfermagem, técnicos em higiene dental, auxiliares de consultório dentário e auxiliares por meio de um projeto de lei da prefeitura que altera a carga horária semanal da categoria. Foram incluídos porque trabalham na ponta, recebendo pacientes e sob forte pressão diária. A administração, no entanto, não considera justo reduzir a carga horária também de outras 1,2 mil servidores, como nutricionistas, farmacêuticos, fonoaudiólogos, químicos, psicólogos, técnicos de laboratório, técnicos de saneamento e até auxiliares administrativos.

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