Curitiba: Prudente, Derosso segue afastado.

O Presidente da câmara de vereadores de Curitiba, derosso, segue a prudente estratégia de permanecer afastado da casa para evitar as medidas judiciais que o ministério público poderia ajuizar para obter seu afastamento.
Assim, ao contrário do que alguns temiam, derosso permanecerá submerso. 



14/02/2012

Derosso prepara retorno


O presidente licenciado da Câmara de Curitiba, vereador João Cláudio Derosso (PSDB), tem confidenciado a colegas que está animado para recuperar sua cadeira. Ele tem até a próxima semana para apresentar defesa na ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público do Paraná por suspeitas de irregularidades nos contratos de publicidade da Casa. Enquanto se defende, Derosso programou seu retorno à presidência logo após o carnaval. Já avisou inclusive os vereadores.


17/01/2012

Derosso preocupa vereadores

Muitos vereadores estão apreensivos com o retorno do vereador João Cláudio Derosso (PSDB), que se licenciou da presidência da Câmara Municipal de Curitiba, por 90 dias, no final do ano passado, depois de muita pressão e denúncias de irregularidades nos contratos de publicidade da Casa. A volta de Derosso está prevista em fevereiro. Caso ele volte ao posto, o Ministério Público deve pedir a reavaliação do pedido de licença. Fontes do Legislativo garantem que Derosso reassume e apresenta novo pedido de licença para ficar de fora do fogo cruzado.

09/01/2012

SALAMUNI APONTA AS IRREGULARIDADES DE DEROSSO

O vereador Paulo Salamuni foi o convidado do programa Jogo do Poder de ontem e falou sobre os trabalhos realizados pela CPI que investigou os contratos de publicidade da Câmara de Vereadores de Curitiba.
Paulo Salamuni relacionou as irregularidades que levaram ele e outros vereadores a optar por elaborar um relatório divergente e responsabilizando o Presidente Derosso por elas.
Eis os fundamentos: 1) Cláudia, a atual esposa do Presidente Derosso era funcionária comissionada da Câmara de Vereadores e participou do processo licitatório para a contratação da agência de publicidade através de uma empresa em que era sócia. Ou seja, Cláudia era funcionária da Casa e participou de uma licitação com uma empresa sua; 2) Derosso assinou os contratos das empresas que ganharam a licitação e ele mesmo passou a ser o gestor – fiscal da execução -. Ou seja, ele contratou, solicitava os serviços, fiscalizava a execução e pagava; 3) Derosso assinou os aditivos prorrogando os contratos quando já mantinha uma união estável com Cláudia; 4) Salamuni coloca em dúvida que os jornais tenham sido efetivamente distribuídos nas quantidades e locais apontados, bem como os valores praticados em algumas publicações.
O relatório divergente também aponta para o fato de que a Constituição Federal proíbe a propaganda pessoal do agente público com recursos do tesouro, circunstância que estaria a impedir a contratação desse tipo de serviço pelo legislativo municipal.

05/12/2011

PRADO: O JUDICIÁRIO É QUE MANTÉM DEROSSO

Na entrevista concedida ao Jogo do Poder deste domingo o Vereador Emerson Prado, líder do PSDB na Câmara de Vereadores de Curitiba e Presidente da CPR que investiga os contratos de publicidade da Casa    afirmou que o Poder Judiciário não afastou Derosso e, assim, a Comissão também não poderia propor tal solução.
Prado foi questionado pelo apresentador do programa Luiz Carlos da Rocha sobre uma contradição entre o comportamento assumido pela bancada do PSDB em relação a Odilon Volkmann e a Derosso, sendo que no caso do primeiro o posicionamento foi pelo afastamento enquanto no do segundo não foi adotada tal providência.
Prado argumentou que no caso de Volkmann havia prova mais concreta, os vídeos filmando a ação do colega de bancada, enquanto no caso de Derosso ainda não existem provas, tanto que o pedido de afastamento dele foi indeferido pela Justiça.
Se o Poder Judiciário não afasta, não tem como a CPI afastar.

05/12/2011

PRADO: DEROSSO ERA GESTOR DO CONTRATO DA ESPOSA

Na entrevista concedida ao Jogo do Poder deste domingo o Vereador Emerson Prado, líder do PSDB na Câmara de Vereadores de Curitiba e Presidente da CPR que investiga os contratos de publicidade da Casa   revelou que é intenção dos Vereadores acabar com a possibilidade de reeleição dos membros da mesa, providência que vem para evitar que um mesmo vereador possa permanecer por `5 anos como presidente da instituição.
Emerson Prado defendeu a providência e criticou os vereadores que permitiram que Derosso permanecesse por 15 anos como presidente, referindo que, para isso acontecesse, “teve apoio até de gente da oposição que hoje fica falando contra o presidente na mídia”.
Como presidente da CPI Prado disse que tem que agir com cautela e assegurar que Derosso possa exercer a ampla defesa, razão pela qual não quis adiantar resultados e nem entrar em muitos detalhes, mas revelou que uma das providências que a CPI adotou foi a de fazer diligência junta as gráficas que executaram os trabalhos de impressão do material institucional a pedido das agências de publicidade da Câmara para aferir se elas estavam capacitadas para realizar os trabalhos da monta que a Câmara exigia.
Prado revelou, no entanto, que a providência de ir até as gráficas resultou da constatação de que era o gestor dos contratos com as agência era o próprio Presidente Derosso.
A figura do gestor de contrato é uma imposição legal para a administração pública e que tem como objetivo estabelecer a fiscalização da sua boa execução, de tal modo que todo contrato administrativo, obrigatoriamente, deve ter um gestor que jamais pode ser a autoridade que assina pelo órgão contratante. Nesse caso, então, Derosso era a autoridade que contratava, uma das contratadas era a empresa daquela que se tornou sua esposa no curso da execução dos trabalhos e ainda era o fiscalizador, ou seja, o gestor do contrato.

21/11/2011

Derosso não aguenta e pede pra sair

O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB), não aguentou a pressão depois que o Ministério Público fechou o cerco contra ele. O vereador protocolou nesta segunda-feira um pedido de afastamento da presidência da Casa por 90 dias. Derosso não apareceu no plenário e preferiu enviar o pedido por escrito, que foi lido em plenário e aprovado pelos vereadores. Quem assume o cargo é o vice-presidente da Câmara, vereador Sabino Picolo (DEM).
Na semana passada, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) pediu o afastamento de Derosso da presidência da Câmara e o bloqueio dos bens do vereador. A ação de improbidade administrativa também solicitava a devolução de R$ 5,9 milhões aos cofres públicos. A causa é a contratação da empresa da jornalista Cláudia Queiroz Guedes, que vivia com Derosso e era também funcionária da Câmara.
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