Liberem as catracas: Motoristas param em ato político

Nem mesmo a decisão judicial segurou o ato político dos motoristas e cobradores em iniciar greve em ano eleitoral. Nesta terça-feira, os grevistas bloquearam os portões das garagens e furaram os pneus dos ônibus para impedir que pelo menos 80% dos veículos da frota voltem a circular em horário de pico, uma determinação da Justiça. A greve afeta 2,3 milhões de usuários do transporte coletivo em Curitiba e região metro politana. O sindicato patronal que representa a categoria apresentou uma proposta de 7% de aumento total – aproximadamente 1,37% acima das perdas da inflação. Mas os trabalhadores exigem 40% de aumento e não vão aceitar um reajuste abaixo de 10,3%. O direito de greve é legítimo, mas descumprimento de decisão judicial e paralisação em ano de eleição para pressionar o poder público, mesmo que indiretamente, não são bem recebidos pela população, que pelas redes sociais, vem criticando muito o movimento
Tem uma coisa que eu não consigo entender nessas greves de transporte coletivo. Qual é a razão de, ao invés de parar a circulação dos ônibus, os trabalhadores não liberarem as catracas para que a população circule gratuitamente?

Leia mais:

14/02/2012

Vereadores culpam sindicato

Vereadores da base do prefeito Luciano Ducci (PSB) estão com discurso contra a greve de motoristas e cobradores na ponta da língua. Eles culpam a categoria por não aceitar a proposta de reajuste de 10% para fazer uso político da manifestação. Segundo os vereadores, a proposta da prefeitura é aumentar apenas 10 centavos na tarifa e não onerar o bolso do usuário do transporte. Mas os motoristas e cobradores querem 40%, o que representaria um aumento na passagem que poderia chegar a R$ 3 reais. Impasse ainda promete muito transtornos para a população.
Um passar de olhos pelo país revelará que tudo está valendo no ano eleitoral.
TWITTER: @jogodopoderpr

FACEBOOK: JP Jogo do Poder