Paraná: Beto enquadra polícia

Representantes das entidades sindicais da Polícia Civil no Paraná (Sinclapol, Sindipol, Adepol e União da Polícia Civil) receberam nesta sexta-feira a nova proposta do governo do estado com reajustes e plano de carreiras para evitar a greve.
A proposta teria agradado dirigentes que participaram da reunião, embora o governo não tenha apresentado os valores finalizados da tabela. A tabela oficial deve ser apresentada terça-feira e uma nova assembleia deve ser convocada para análise dos valores salariais.
Com isso Beto Richa vai esvaziando as ameaças de greve na polícia paranaense, isolando e enquadrando os setores mais radicais num processo de diálogo que parece bem conduzido até aqui.
A sociedade torce pelo consenso.

Leia mais sobre o tema:

22/02/2012

Policiais brigam na Justiça

Os policiais civis do Paraná não desistiram da greve. Eles ameaçam entrar com recurso na justiça para iniciar a greve da categoria –que deveria começar no último domingo. Mas uma liminar expedida pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), na noite de sexta-feira, proibiu os policiais civis do estado de entrar em greve e – em caso de descumprimento – determinou multa diária de R$ 100 mil. A polícia pretende apresentar o recurso na quinta ou na sexta-feira. Mas o próprio sindicato já adiantou que tem pouca esperança de reverter essa decisão aqui no Paraná e garante recorrer também em Brasília, no STF (Supremo Tribunal Federal).

22/02/2012

PM acende velas na quinta

Os policiais militares e bombeiros também estão em estado de alerta para greve. Eles recomeçam nesta Quarta-Feira de Cinzas mobilizações para pressionar o governo do estado a pagar um subsídio maior. Estão marcadas vigílias na quinta e na sexta-feira, às 19h, na Praça Nossa Senhora da Salete, em frete ao Palácio do Governo, com velas acesas.

17/02/2012

Governo vai repensar salários de policiais

Delegados vão usar uma tarja preta sinalizando apoio ao movimento de policiais civis do Paraná, que ameaçam entrar em greve no domingo. A categoria rejeitou a proposta do governo do estado de reajuste salarial. A paralisação dos agentes, investigadores e escrivães da Polícia Civil deve impactar diretamente no trabalho de polícia judiciária, como investigações. Apenas serviços básicos, como registro de boletins de ocorrência e atendimento de casos de crimes contra a vida devem ser mantidos. A resistência dos policiais em aceitar o reajuste e desistir da greve fez o governo repensar a situação. O secretário estadual da Administração, Luiz Eduardo Sebastiani, disse que uma nova tabela será apresentada à classe na próxima semana.

15/02/2012

Paraná: Polícia e Governo seguem negociando

Apesar do estado de vigilia decretado pela categoria na sua última assembléia, é fato que o Governo do Paraná vem se saindo bem na condução das conversações com os policiais.
Até agora, embora tenha se mobilizado e decretado o estado de vigília, é fato que a categoria não demonstrou efetiva disposição para uma greve e tampouco deu passos concretos nesse sentido, o que se explica pelo bom tom das conversações que estão sendo mantidas com os representantes do Governo.
Até aqui, no quesito negociação o Governo vem se saindo muito bem, ao contrário do que se vê em outros estados da federação.

14/02/2012
Greve dos policiais suspensa

Enquanto motoristas não hesitaram em parar, prevaleceu o bom senso e os policiais militares e bombeiros do Paraná decidiram que não vão entrar em greve nem paralisar suas atividades. Apenas farão protestos. O primeiro ato está marcado para esta terça-feira, às 13 horas, na praça Nossa Senhora de Salete, sede do poder executivo estadual. Durante 24 horas, os policiais se revezarão para manter velas acesas ininterruptamente. Também estão sendo planejadas novas passeatas, carreatas e panfletagens.


13/02/2012
POLÍCIA DO PARANÁ SEM GREVE

Na assembléia realizada nesta segunda-feira os policiais militares e bombeiro deliberaram entrar em estado de vigília. Mas não vão rezar. Devem dar mais intensidade nas manifestações para reinvindicar o aumento salarial, utilizando outras formas (passeatas, carreatas, reuniões e planflegens) e descartando a greve. A praça Nossa Senhora de Salete será o templo da primeira manifestação, ou seja, bem na frente do Palácio Iguaçu e da Assembleia Legislativa, prevista para a tarde desta terça-feira, em busca de um reajuste retroativo a 1998, elevando o piso salarial de R$ 2,2 mil para R$ 4,5 mil, o que seria o mais alto do Brasil.

11/02/2012
Paraná: rumores de greve na polícia

Apesar dos esforços do Governo do Estado buscar uma composição satisfatória da questão salarial dos policiais, há setores das entidades representativas da categoria que defendem uma solução semelhante à que foi adotada pelos policiais da Bahia, circunstância que joga suspense sobre os desdobramentos que as conversações poderão ter.
Veio o final de semana e há quem aposte que teremos novidades já nesta segunda-feira.

12/02/12

O governador Beto Richa (PSDB) não está disposto a comprar briga com a polícia num momento em que a segurança pública vira tema nacional e que o governo tenta reduzir o índice de violência no Paraná. Richa anunciou que vai encaminhar para a Assembleia Legislativa, até dia 15 de março, as regras para instituir o regime de subsídios para remuneração das polícias Civil e Militar do Paraná.
A proposta está sendo trabalhada por um grupo de estudos formado por representantes de diversas áreas do governo. Além de implantar o subsídio, o governador também pretende melhorar a remuneração de policiais civis e militares. Os técnicos estão montando planilhas com simulações do impacto econômico e financeiro. Resta saber se as medidas vão acalmar os policiais e evitar manifestações.

26/01/2012
Beto Richa e polícia: recomposição salarial até em 2014

O governador Beto Richa (PSDB) deixou no ar se vai ou não conceder reajuste aos policiais militares. Durante reinauguração do Palácio Iguaçu, o governador disse que “não dá para atender a todas as aspirações de cada categoria que compõem o funcionalismo”. O governo do estado está negociando com os policiais militares, que pressionam pela regulamentação da Emenda 29 à Constituição do Paraná, dispositivo que estabelece a incorporação das gratificações no soldo dos policiais. A promessa é de greve. Richa, no entanto, tentou acalmar os ânimos dos descontentes. “É natural que todas as categorias tenham aspiração de ganhar melhores salários, melhores rendimentos, planos de carreira e de salários. Agora, o cobertor é curto”. Mesmo assim, se mostrou disposto a dialogar e está otimista com o avanço das negociações.

24/01/2012
RECOMPOSIÇÃO SALARIAL DOS POLICIAIS ATÉ 2014

Segundo Reinaldo de Almeida César, Secretário de Segurança Pública do Paraná, o governo do estado, além de aplicar o subsídio determinado pela Emenda 29, que beneficia as Polícias Militar e Civil do Paraná, também irá tentar corrigir a disparidade salarial entre cargos de base e de comando dos policiais paranaenses. No entanto, conforme afirmou o Secretário, “é impossível o governo acolher qualquer pretensão salarial apenas no ano de 2012. Vamos trabalhar para buscar a recomposição ao longo dos anos de 2012, 2013 e 2014.” Para ele, só implantar o subsídio não seria algo difícil. “Podemos trocar seis por meia dúzia. Substituir as gratificações pelo subsídio, cumprindo a emenda, mas o governador não quer fazer isso. Estamos fazendo um esforço enorme para que possamos ter a melhor recomposição salarial possível”. A Assembléia Legislativa deve aprovar a regulamentação da Emenda até o final de fevereiro ou começo de março.

23/01/2012
Salário: Polícia civil e militar apertam cerco no PR

A polícia civil promete pressionar o governo do estado iniciando nesta quarta-feira até dia 8 de fevereiro uma “operação-padrão” para pressionar o governo de Beto Richa (PSDB) a aprovar a tabela de vencimentos da categoria. A Polícia Militar também está mobilizada para conseguir um salário inicial de R$ 4 mil. O governo do estado está conversando com a categoria e tentando evitar a greve.

16/01/2012
Polícia civil quer ganhar mais

O governador Beto Richa (PSDB) vai ter que encontrar alternativas para evitar manifestações da Polícia Civil num momento em que tenta colocar em ordem a segurança e reduzir os índices de criminalidade. Investigadores, papiloscopistas e escrivães realizam assembleia do Sindicato dos Investigadores da Polícia (Sipol), nesta terça-feira, para cobrar do governo estadual melhores condições de trabalho e aumento nos salários.
A reunião está marcada para às 17h30 na Sede Cultural do Sindicato dos Bancários de Curitiba, no bairro Rebouças.
Segundo o Sipol, até agora não há nenhuma contraproposta do governo em relação ao pagamento do subsídio.
O governo já esclareceu que está dialogando em busca de solução, que não é fácil.

13/01/2012
Paraná: greves à vista

O governador Beto Richa (PSDB) vai precisar de habilidade política para driblar as ameaças de greve que começam a surgir no funcionalismo. O sindicato dos servidores do Detran do Paraná ameaça paralisação na próxima terça-feira. Os servidores pedem melhores salários e um plano de carreira. Se não houver acordo, os servidores prometem suspender atividades a partir de terça-feira. É ano eleitoral e os interesses nem sempre se restringem a defesa da categoria. Beto terá que ter a habilidade do velho José Richa.

10/01/2012
Richa terá de evitar greve dos policiais

O governador Beto Richa (PSDB) terá de buscar solução para a ameaça de greve dos policiais civis do Paraná. A categoria realiza, no próximo dia 24, no Centro Cívico, em Curitiba, uma manifestação para pressionar o Governo do Paraná a publicar o novo Estatuto da Polícia Civil, que prevê a recomposição salarial. O protesto será organizado pelo Sinclapol (Sindicato das Classes Policiais Civis do Paraná) e pelo Sindipol (Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região), entidades que representam a categoria no Paraná. Eis uma das consequências do excesso de democracia: a possibilidades dos órgãos de segurança fazerem greve.

Comentários:
Anônimo

Jan 25, 2012 06:51 PM

Em algumas oportunidades já expressei opinião com respeito às pretensões do alto comando da Polícia Militar,na questão salarial.Os coronéis que hoje comandam a instituição não estão nem um pouco preocupados com os baixos vencimentos da tropa.Pretendem sim,tornar o govêrno refém de suas aspirações pessoais,senão vejamos.Aproveitaram a frouxidão do Governador Pessuti e fizeram a Assembléia aprovar leis que possibilitaram o aumento de efetivo e a obrigatoriedade do nível superior para os futuros integrantes da corporação.Para soldado qualquer formaçao superior e para os oficiais combatentes como chamam,a conclusão de curso de direito.Para os futuros oficiais bombeiros a formação em engenharia.Numa visão futurística,podemos imaginar a que ponto se chegará,inevitavelmente: com a ampliação dos quadros,já autorizada,o efetivo policial militar chegará a casa dos 25000 homens e mulheres,importando naturalmente em mais vagas para oficiais,de tenente a coronél e mais,o Estado vai ter que criar um Tribunal de Justiça Militar,para julgar em segundo grau os crimes praticados pelos integrantes da tropa.Será formado por coronéis,que terão status de desembargadores.Já com relação a formaçao universitária para soldados pouco vai resultar para estes em benefícios.Talvez melhore o seu trato com a população.Agora com relação aos oficiais a coisa muda da água para o bom vinho.Detentores do curso de direito,o primeiro passo vai ser chantagear o govêrno,como fizeram com o Pessuti,para fazer aprovar leis que os incluam na categoria de carreiras juridicas e assim conseguirão a tal almejada isonomia com os delegados de polícia.promotores de justiça,magistrados e defensores públicos.Finalmente,estarão a um passo de transformar os quartéis em cartórios onde farão os inquéritos golpeando de morte a já combalida polícia civil,que também só se preocupa com aumentos de seus salários e cujos dirigentes estão mais interessados em manter seus status.Erário nenhum vai poder suportar tal ônus.Segurança para a população,bem,isso é apenas um detalhe.Governador,acorde.Os policiais precisam ser valorizados,mas não se deixe cair em armadilhas e nem monte bombas de efeito

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