PT PRAGMÁTICO EM CURITIBA

O Campo Majoritário do Partido dos Trabalhadores (PT) reuniu suas correntes – Construindo um Brasil Novo, Movimento PT e Mais PT – nesse sábado em Curitiba e decidiram defender o que chamaram de uma aliança vencedora na disputa à prefeitura de Curitiba.
Assim, a tese que vai orientar a ação do Campo Majoritário é a da aliança com Gustavo Fruet, uma postura pragmática e que coloca a eleição de 2014 ao Governo do Estado como elemento mais importante do futuro do partido no Estado. Foi trabalhando assim que o PT, finalmente, fez Lula presidente, como lembram alguns.
Paulo Bernardo, Gleisi, Vanhoni, André Vargas e outras importantes lideranças locais do partido estão fechados com a tese e vão sustenta-la nas instâncias do PT que definirá o comportamento do partido nas eleições em Curitiba.
Como o Campo Majoritário é majoritário em Curitiba, a resistência contrária a aliança com Fruet vai ter que ter muita unidade e mobilização.

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SEXTA-FEIRA, 30 DE MARÇO DE 2012
PT busca consenso

O seminário do Padre Chico, no Pinheirinho, será o cenário de uma reunião do PT neste sábado para discutir a candidatura de Gustavo Fruet (PDT). O deputado federal André Vargas e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que tentam convencer o resto dos petistas a apoiar Fruet comandam a reunião. Mas a decisão final é na eleição interna dia 29.

SÁBADO, 24 DE MARÇO DE 2012
PT: PAIXÃO POR CANDIDATURA PRÓPRIA EM CURITIBA
O Prof. Paixão mandou e estamos postando artigo em defesa da candidatura própria do PT a Prefeitura de Curitiba. O espaço segue aberto.

24 DE MARÇO DE 2012
Aos filiados e filiadas do Partido dos Trabalhadores

Neste ano, festejamos o 32º aniversário de fundação do Partido dos Trabalhadores. Todos nós militantes temos muito o que comemorar! Nosso partido se consolidou como um dos maiores fenômenos sociais e democráticos da realidade brasileira. Isto, por sua ousada história de resistência à ditadura, pela luta em defesa das liberdades democráticas, da emancipação humana e o firme propósito de melhorar as condições de vida do povo brasileiro. Esta história foi construída por milhares de homens e mulheres espalhados em todo o país. Onde há sinais de injustiça social, esta lá um companheiro ou uma companheira fazendo a denúncia e organizando a luta. Assim, crescemos e fomos superando o MEDO propagado pela elite brasileira contra o PT. A ESPERANÇA, aos poucos, venceu o medo e o preconceito! Esperança que tem se consolidado em ações de luta.
A partir destas considerações, quero estabelecer com você um diálogo sobre a participação do PT nas eleições municipais de Curitiba. Nosso partido vive um momento muito interessante, repleto de desafios e possibilidades. Nunca, na história, o PT foi tão bem avaliado pela população paranaense e curitibana. Isto reflexo das políticas do nosso governo federal e da luta constante da nossa militância. Desta forma, entendo que não podemos abrir mão de apresentar para os eleitores e eleitoras uma candidatura própria do PT para a prefeitura de Curitiba.
Tenho ouvido atentamente os argumentos dos companheiros e companheiras que abertamente defendem o apoio ao pré-candidato Fruet do PDT. As razões apresentadas precisam ser avaliadas respeitosamente, assim como a posição de candidatura própria. Sem sombra de dúvidas, a decisão que os filiados do PT tomarem em Curitiba terá impacto na disputa eleitoral para o governo do estado em 2014.
Em Curitiba está a maior força do atual grupo político que comanda o governo estadual. Grupo que, ao longo dos anos, agrega grandes conglomerados econômicos, a grande mídia e os setores conservadores do Estado. Estamos há mais de 20 anos com a mesma política: concentração de renda e favorecimento dos setores econômicos em detrimento da população pobre. Lerner, Tanigushi, Beto Richa e Luciano Ducci foram e são comandantes deste projeto de exclusão social.
O argumento de que o apoio do PT à candidatura Fruet, no primeiro turno, potencializa um racha deste grupo e fortalece a oposição no processo eleitoral de 2014 é questionável. Não vejo sinais concretos de um rompimento programático do candidato Fruet e do seu novo partido com este bloco político. Vejo o contrário: parlamentares do PDT, tanto na Assembleia Legislativa, quanto na Câmara Municipal, continuam na base de apoio a Ducci e na base de apoio de Beto Richa. Pessoas da confiança de Fruet ainda ocupam cargos estratégicos dentro destes governos.
Por que uma candidatura do PT em Curitiba?
Uma candidatura própria do PT em Curitiba, além de fortalecer o nosso projeto de ação política, estabelece um diálogo necessário com o conjunto da sociedade curitibana a respeito das políticas do governo federal aqui desenvolvidas. Hoje, o que se vê são grupos surfando politicamente junto à população mais carente, na onda das políticas federais.
Curitiba está em uma encruzilhada. O modelo de planejamento e de gestão implantado pelo grupo político (PSDB/PSB/PPS/DEM) chegou ao seu esgotamento. A cidade enfrenta problemas estruturais. Nossa capital precisa, urgentemente, de um novo planejamento estratégico e de um novo ordenamento político, a fim de ampliar as políticas sociais dirigidas a maioria da população. E em todas as áreas: de planejamento urbano a controle social, de habitação a saúde, de educação a meio ambiente, entre outras. Será necessário coragem e ousadia para trazer à tona temas centrais para a população e, junto com sociedade organizada, construir alternativa a cada um deles numa gestão democrática e popular.
O PT tem, por exemplo, toda a legitimidade para questionar os contratos de concessão do transporte público da cidade. Temos legitimidade para nos opor aos contratos de terceirizações que andam a galope por aqui. O PT, mais que qualquer outro partido em Curitiba, tem legitimidade para questionar a atual política de habitação da cidade e o atual modelo de gestão . Fruet, apesar de ser candidato contra a Ducci, que é apoiado por Richa, terá dificuldades para propor um novo modelo de cidade, pois, até julho do ano passado, se propunha a ser candidato a prefeito pelo PSDB, para dar continuidade ao modelo tucano de governo em Curitiba.
Depois de três eleições municipais, o PT precisa amadurecer e atualizar suas propostas para transformar a cidade. Temos uma história que fundamenta a tese de que onde o PT governa dá certo. Abdicar da possibilidade de ter candidatura própria, e de estabelecer um diálogo com a população de Curitiba, me parece um equívoco. Mas o que considero pior é o efeito de um possível apoio no primeiro turno ao Fruet. Para o cidadão e a cidadã comum, esta ação fortalece o discurso de que os partidos são todos iguais. Ora juntos, ora separados, disputando fatias de poder. E é ainda mais temeroso para o resultado eleitoral das candidaturas petistas para a Câmara Municipal. Fazer campanha para vereador na base social e eleitoral do PT com o candidato a prefeito de outro partido nos trará, certamente, enormes dificuldades.
Finalizo fazendo um chamado a cada militante e a cada filiado e filiada do nosso Partido. Este é o momento do PT. Vamos somar forças para elegermos o primeiro prefeito petista da história de Curitiba, como já fizemos em Londrina, Maringá e Ponta Grossa. Qualquer um dos nomes apresentado até o momento tem condições de fazer a disputa. Eu apoio a pré-candidatura do companheiro Tadeu Veneri, mas o mais importante é o PT ter candidato próprio.

A ousadia sempre foi a melhor marca do PT e de seus filiados. Vamos continuar ousando! É hora de acreditar na força da nossa estrela e da nossa militância! No dia 15 de abril vote pela candidatura própria do PT para a prefeitura de Curitiba!

Luiz Carlos Paixão da Rocha (Prof. Paixao ) é professor da rede estadual do Paraná. Mestre em Educaçao pela UFPR e Dirigente estadual da APP-Sindicato.

SEXTA-FEIRA, 2 DE MARÇO DE 2012
PT discute Fruet
A Executiva Municipal do PT de Curitiba se reúne na segunda-feira, para discutir as regras do encontro de filiados que ocorrerá no mês de abril, quando será votado a política de alianças do partido em 2012 e a decisão sobre apoio ou não a Gustavo (PDT). Por meio das mesmas eleições diretas, os filiados escolherão 300 delegados aptos a votar no encontro municipal.

14/02/2012
Petistas lutam pela candidatura
Os pré-candidatos a prefeito de Curitiba pelo PT, deputado federal Rosinha e deputado estadual Tadeu Veneri, estão usando as armas que têm para forçar o partido a lançar cabeça de chapa. Apoiados por seis correntes internos, Veneri e Rosinha lançaram uma “Petição Pública” na internet: “Uma candidatura petista à Prefeitura de Curitiba, sim!”. O PT definirá em abril se apoia a candidatura de Gustavo Fruet, do PDT, ou se marchará solo nas eleições de outubro.”No momento em que o PT completa 32 anos, nós, militantes petistas em Curitiba, defendemos o lançamento de uma candidatura própria nas eleições municipais de outubro. Uma candidatura petista à Prefeitura de Curitiba é fundamental para mobilizar a população em torno de um projeto de governo alternativo para a cidade. Um projeto que priorize a inclusão social com distribuição de renda, que dê transparência à gestão, promova a participação popular, valorize os serviços públicos. Convidamos você a se juntar a nós para eleger uma chapa de delegadas e delegados comprometidos com a defesa desta candidatura.”

11/02/2012
Rosinha critica PT
Pré-candidato a prefeito, o deputado federal Dr. Rosinha (PT)lamentou a decisão da executiva do partido em Curitiba de adiar para o fim de abril a definição sobre candidatura própria ou aliança. No Twitter, Dr. Rosinha afirmou que este adiamento “desconstrói qualquer pré-candidatura e enquanto pré-candidatos de pelo menos outros três partidos na prática já articulam suas campanhas, o PT de Curitiba está estagnado”, disse o deputado.
10/02/2012
Curitiba: PT decide rumos
A posição do PT de Curitiba é para caminhar na aliança com Gustavo Fruet e dificilmente essa tendência se reverterá. Mas ainda há no partido quem lute conta isso. Então ainda há quem sustente que o PT de Curitiba continua rachado e não sabe para que lado vai na eleição municipal. A decisão virá definitivamente em abril no encontro municipal. O partido de Curitiba está sendo destaque na imprensa nacional por desistir da candidatura própria, após histórico de disputas municipais, justamente por ceder a cabeça de chapa para Gustavo Fruet (PDT). Essa tendência enfrenta reação contrária entre os pré-candidatos a prefeito, o deputado federal Dr Rosinha e estadual Tadeu Veneri. Mas como quem manda no partido de fato é a tendência liderada pelos ministros Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, e especialmente dos deputados federais Vanhoni e André Vargas, é provável que Fruet ganhe o apoio do PT já no primeiro turno.
25/01/2012
Vanhoni vice de Fruet?
A suposta dobrada se espalhou como pólvora depois da reunião do campo majoritário do PT – Construindo um Novo Brasil (CNB) – realizada na segunda-feira à noite. Um grupo saiu dizendo que ficou praticamente definido o nome do deputado federal Angelo Vanhoni como candidato a vice-prefeito de Gustavo Fruet (PDT). Outra ala nega. A reunião dos petistas dirigentes das zonais foi no escritório de Vanhoni, que está na Europa. O secretário nacional de Comunicação do PT, André Vargas, também não compareceu.
23/01/2012
Vargas: Rosinha e Veneri não tem voto
As declarações do deputado federal André Vargas, nesta segunda-feira, de que o PT não tem uma “candidatura competitiva” em Curitiba se espalharam como pólvora pela base do partido que não quer apoiar Gustavo Fruet (PDT). Para Vargas, bom de voto no PT só a ministra Gleisi Hoffmann e o deputado federal Angelo Vanhoni, mas Gleisi não deixará a chefia da Casa Civil e Vanhoni “pensa como a gente”.
Ou seja, as declarações dadas por Vargas, no seu estilo direto e claro, foram mais uma ducha de água fria nas pretensões do deputado federal Dr. Rosinha e do deputado estadual Tadeu Veneri. “ Não têm a competitividade necessária para fazer um debate sobre Curitiba, melhorar a vida da cidade”, disse.
Rosinha e Veneri não se defenderam. Silêncio no twitter e nas redes sociais de ambos
11/01/2012
VENERI: FRUET NÃO CONVERSA COM O PT
O deputado Tadeu Veneri, pré-candidato do PT a prefeitura de Curitiba, disse em entrevista a Gazeta do Povo, que Gustavo Fruet (PDT) “está negociando com pessoas do PT e com uma ala”. “Não há negociações com o PT. Se o Gustavo está entendendo que está negociando com o PT, alguma coisa está errada nessa conversa. Em nome do PT, não há negociação. Temos um calendário produzido pelo diretório nacional e não vai ser um dirigente que vai se sobrepor ao partido. Seria uma situação surreal nós acharmos que pessoas individualmente são maiores que o processo coletivo”, afirmou Veneri. O deputado falou também a respeito da cúpula do partido, ou seja, o casal Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann. “A cúpula tem o direito e a legitimidade de querer o que ela quiser, desde que ela passe pelos pressupostos internos partidários. Ela pode ter desejos e isso é legítimo. Mas daí a você ter esse desejo transformado em realidade, tem um caminho chamado partido. E eu não abro mão de disputar internamente a candidatura”.

28/12/2011
Curitiba: DR. ROSINHA E VENERI QUEREM PT COM CANDIDATO

O deputados federal Dr. Rosinha e o estadual Tadeu Veneri estão dispostos a levar adiante a tese da candidatura própria do PT na disputa pela prefeitura de Curitiba. Numa tarefa difícil de tentar vencer o Campo Majoritário, corrente que tem como cabeças os ministros Gleisi, Paulo Bernardo e o deputado federal Angelo Vanhoni, um dos nomes de mais peso do PT em Curitiba, os parlamentares defendem que o PT não pode ir a reboque na eleição de 2012 e se colocam como opções. Além do trabalho interno para ganhar apoio entre militantes, ele trabalham para enfraquecer a candidatura do pedetista Gustavo Fruet. Durante reunião da cúpula petista no dia 19 de dezembro, ficou selada a proposta de aliança para apoiar Fruet no primeiro turno. Mas até o ano que vem, Rosinha e Veneri vão continuar tentando desestabilizar Fruet. O argumento que Rosinha e Veneri vão esgrimar é que Fruet foi um dos mais ferrenhos opositores no episódio da CPI do chamado Mensalão, quando atacou duramente o PT e o próprio Presidente Lula. Sobre isso, Fruet já mandou fazer um levantamento das suas participações na CPI e argumenta que nunca atacou o Presidente Lula e nem o PT como instituição, mas apenas os petistas envolvidos no Mensalão, o que, se defende, era sua obrigação oposição. Os adeptos da aliança sustentam que o que está em jogo agora é a eleição de 2014, quando o PT tentará, ai sim com candidato próprio, chegar ao Governo do Estado. Então, para Curitiba o melhor e juntar forças com quem está na oposição de Beto Richa para tentar impor a derrota a Luciano Ducci e, assim, fragilizar o governador. Nessa linha, a avaliação que os adeptos da aliança fazem é a de que a melhor estratégia é a de tentar matar a eleição com a vitória de Fruet já no primeiro turno. E isto porque no segundo turno a capacidade de mobilização do governador será muito maior, atraindo um exército de militantes do interior – onde as eleições já terão terminado- para a capital. O PT já provou desse veneno com Vanhoni duas vezes.

28/12/2011
Curitiba: PT PARA FRUET

O PT mudou a forma de escolher seus candidatos a prefeito em 2012. A estratégia agora é que primeiro se decida se o partido fará ou não aliança com outra legenda. Assim, em Curitiba, o partido vai decidir se fica ou não com a candidatura de Gustavo Fruet (PDT), e somente se a decisão for contrária a coligação com o PDT é que o partido apreciará outras candidaturas próprias. Pelo menos é o que prevê o Regulamento das Prévias e Encontros 2012 aprovado pelo Diretório Nacional no último dia 02.

23/12/2011
Rosinha não quer Fruet

Se depender de uma das alas do PT, a aliança com o PDT de Gustavo Fruet não decola no primeiro turno na disputa pela prefeitura de Curitiba. Dr. Rosinha, que é pré-candidato a prefeito, não está economizando críticas ao ex-tucano. Dr. Rosinha avisa que vai defender até o próximo ano, na convenção de junho, a tese de candidatura própria do PT :”Estou achando cada vez mais que se o PT não lançar candidato o Fruet não vai nem para o segundo turno”, alfineta o petista.

13/12/2011
PT DISCUTE ALIANÇAS NO SÁBADO

O PT (Partido dos Trabalhadores) reunirá no próximo sábado (17), integrantes, militantes e simpatizantes do diretório municipal da capital paranaense para um encontro de encerramento do ano a respeito das eleições municipais de 2012. Alguns nomes já confirmaram presença: os ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil), o presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek, Ângelo Vanhoni, deputado federal e pré-candidato à prefeitura de Curitiba, além de outras lideranças e parlamentares, como o deputado Ênio Verri, presidente do diretório estadual do PT-PR, o deputado estadual Toninho Wandscheer, o prefeito de Pinhais, Luizão Goulart, os vereadores Pedro Paulo e Jonny Stica e Roni Barbosa, presidente da CUT-PR. Roseli Isidoro, presidente do PT de Curitiba, considera que o momento é decisivo para resolver quais passos que irão nortear a atuação do partido em 2012. “O Diretório Nacional aprovou o regulamento das prévias e encontros que acontecerão em 2012 e cujo calendário estabelece o prazo limite de 15 de janeiro para a apresentação de proposta de apoio a candidato a prefeito de outro partido e é isso que vamos debater”, disse Roseli, que ainda acrescentou: “Passado esse prazo, restará ao PT de Curitiba apenas o debate em torno da candidatura própria.

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