MP desmente Veja

O Ministério Público do Paraná desmentiu a revista Veja nesta segunda-feira. O coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público, procurador de Justiça Arion Rolim Pereira, declarou que a reportagem da Veja não consultou ninguém do Ministério Público antes de publicar que seria aberta uma suposta investigação sobre o patrimônio do prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB). “Não havia investigação do MP sobre Ducci. A Revista Veja não procurou o Ministério Público.  Acreditamos ser positiva a atitude de Ducci em trazer os documentos”, afirmou. O prefeito partiu para o ataque contra a revista Veja. Reuniu pilhas de documentos, as declarações de Imposto de Renda dele e da família dos últimos 5 anos, quebrando seu próprio sigilo fiscal, além de cópias de contratos sociais de empresas a ele vinculadas. Ele entregou toda a papelada ao Ministério Público do Paraná, na manhã desta segunda-feira. Os documentos foram entregues ao procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacóia, e ao coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público, procurador de Justiça Arion Rolim Pereira. O prefeito pediu ao MP  abertura de procedimento investigatório sobre as declarações publicadas pela revista. “Trouxe a minha declaração, a da minha, esposa, filhos e da empresa agropecuária Roda viva, para mostrar claramente que o dossiê que saiu na Veja é falso, mentiroso, calunioso que denigre a imagem da família e quando ataca a familia é muito baixo. Os bens são do meu sogro, tem propriedade de 1966 quando eu tinha 11 anos. É o início da campanha eleitoral de uma forma que não imaginávamos que ia acontecer”, afirmou Ducci. “Já que a campanha começou, agora sou supercandidato”.

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SÁBADO, 16 DE JUNHO DE 2012

Conteúdo das revistas do final de semana. Veja acusando Ducci

Caros, segue o resumo das semanais, hoje com certo atraso devido às edições especiais de Veja e Época alusivas à Rio+20.
Veja e Época trazem como capa a Conferência da ONU, cada uma à sua maneira.
A capa de Veja tem como título “Verdades Inconvenientes” e traz uma série de artigos de especialistas que defendem a visão mais conservadora da revista com relação aos temas ambientais, como, por exemplo, a conservação da Amazônia.
Época, por sua vez, adota uma linha mais ingênua, trazendo a imagem de um bebê protegido por folhas verde e o título “O futuro dele depende de nós”. A reportagem especial discuto os desafios da Rio+20. Em comum, o questionamento sobre quem pagará os custos da conservação e da transição para uma economia verde.
Época traz trecho falando sobre o investimento cada vez maior de países desenvolvidos em energias alternativas, mostrando que a indústria eólica já emprega mais que a de carvão.
A principal matéria política de Veja é um puxão de orelha à CPI do Cachoeira pela decisão de não convocar Fernando Cavendish, da Delta. A versão da revista é de que o empresário teria mandado um recado ao Congresso dizendo que, se fosse convocado, jogaria na roda o nome de pelo menos outras sete empreiteiras que usam do mesmo expediente para financiar o caixa 2 de políticos.
Época, por sua vez, fala da diferença do PT de Dilma e de Lula, acentuada com a proximidade do julgamento do Mensalão. A revista elenca Ideli, Gleisi e até Mercadante como os soldados de Dilma, enquanto escala Zé Dirceu, Delúbio e Paulo Okamoto no time de Lula. A tese da revista é que como Dilma nunca teve uma relação “orgânica” com o PT profundo, sente-se cada vez mais à vontade para relacionar-se com o partido à sua maneira.
Em notas, nada diretamente relacionado ao setor elétrico. Veja noticia o primeiro vôo movido a biocombustível, numa parceira entre a Azul e a Embraer, que reduz em até 83% a emissão de gases poluentes. Diz que Dilma só participará da campanha de Haddad e outros prefeitáveis petistas com mensagens para TV.
Já Época informa que PCdoB e PSC firmaram um acordo para apoiarem a candidatura de Manuela D’Avila à prefeitura de Porto Alegre e de Ratinho Jr. à de Curitiba.
E Curitiba também aparece com destaque negativo nas páginas de Veja em uma matéria curta que questiona o rápido enriquecimento do prefeito e candidato à reelição Luciano Ducci. O texto começa dizendo que o prefeito é muito premiado e tem a gestão bem avaliada mas que, nos últimos anos, seu patrimônio saltou para R$ 30 milhões, todo dividido entre empresas e filhos, e que isso será objeto de investigação pelo MP. A matéria é superficial e resvala para a leviandade ao desconhecer a origem da esposa do Prefeito Luciano Ducci, filha da família Dal Prá, de gente de muito dinheiro e com propriedades rurais com criação de gado e cultivo de grãos na região de Paranavaí, noroeste do Estado Ao final vai a nota de esclarecimento do Prefeito.
A matéria principal de IstoÉ mostra qual será a estratégia usada por José Dirceu para se defender no julgamento do mensalão. Além de uma tropa de advogados e assessores, Dirceu também mobilizará as redes sociais para diminuir a pressão pública sobre sua figura durante os próximos meses. Então é isso e um bom fim de semana a todos!

Segue nota oficial do prefeito Luciano Ducci sobre reportagem da revista Veja:

Nota pública de esclarecimento

A reportagem da revista Veja é profundamente injusta, difamatória e infundada. Não há qualquer irregularidade na evolução patrimonial do prefeito Luciano Ducci e de sua família, como pretende insinuar nota publicada pela revista. Todos os recursos e bens declarados têm origem comprovada junto à Receita Federal.   A suposta notícia de que o Ministério Público abriria investigação sobre a referida variação patrimonial carece de fundamento fático. O Ministério Público não iniciou, até o momento, qualquer procedimento a respeito.   Para provar que não tem nada a esconder, o prefeito Luciano Ducci vai nesta segunda-feira ao Ministério Público para entregar as declarações de Imposto de Renda dos últimos cinco anos e se colocar à disposição do procurador geral Gilberto Giacóia para qualquer esclarecimento que se fizer necessário.   Todos os bens declarados no Imposto de Renda do prefeito Luciano Ducci e de sua família têm origem e estão registrados, assim como a origem de todos os recursos.   A referida reportagem carece de credibilidade, na medida em que ignora os documentos oficiais sobre o patrimônio e a sua evolução. A revista Veja foi “usada” por fonte mal-informada e evidentemente determinada a fabricar um falso escândalo. As duas fazendas mencionadas pela Veja, na verdade são cinco fazendas situadas no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, e pertencem a Marry Dal Prá Ducci, recebidas, em sua origem, em herança ou adquiridas e registradas legalmente pela mulher e pelos filhos do prefeito.   No que se refere ao “apartamento de cobertura no Batel”, no qual, segundo a Veja, residiria o prefeito Luciano Ducci, mais uma vez a informação é falsa. O prefeito e sua família vivem, desde 2007, no 5º andar do edifício Le Mirage e não na cobertura. O referido apartamento foi adquirido com recursos da família, como está registrado nas declarações de Imposto de Renda do prefeito e de sua família.   Em relação ao sr. Cícero Paulino, citado pela Veja como capataz das fazendas da família do prefeito, trata-se de contador com MBA em administração pública, que presta serviços profissionais a diversas empresas. Em maio de 2010, foi nomeado funcionário em cargo em comissão na Prefeitura de Curitiba, lotado no gabinete do então vice-prefeito.   Em janeiro de 2012, Cícero Paulino foi desligado de sua função na Prefeitura de Curitiba. Durante todo o período em que prestou serviços à Prefeitura, não houve sobreposição entre função pública e atividade privada.   Curitiba, 16 de junho de 2012.
Luciano Ducci
Prefeito de Curitiba

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