O fim de semana nas revistas

Caros amigos,  o conteúdo das novas edições das semanais das principais revistas traz pouca coisa quente, mas vamos aos tópicos:  
VEJA dá como capa o “tiro no pé” de Lula e no PT na suposta tentativa de intimidar o ministro Gilmar Mendes do STF no caso do julgamento do mensalão e fazer a CPI do Cachoeira tornar-se um instrumento para desviar a atenção do caso. O texto principal não tem quase nenhuma informação nova. Apenas faz uma análise das repercussões da reportagem da revista da última semana.
A novidade esta na aparição de uma lista de suposta autoria do PT e que traz os principais objetivos a serem atacados, como o ministro Gilmar Mendes e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. O documento serviria para uniformizar uma estratégia de pressão – como supostamente ocorreu no encontro de Lula com Gilmar Mendes -.  
Porém, outra matéria sobre o mesmo assunto traz novidades: a construtora Delta usava empresas-fantasmas e laranjas para transferir recursos recebidos de obras públicas para políticos aliados – da empresa e de Cachoeira -. A base seria uma lista do Coaf que aponta mais de R$ 100 milhões movimentados em “operações atípicas”. A tese da revista é que essa novidade, aliada à aprovação da quebra do sigilo bancário da construtora em todo o país, pode transformar a CPI do Cachoeira na “CPI da Delta”.  
Em notas, as mais importantes falam sobre uma pesquisa de popularidade de Dilma, em licitação pelo Planalto, para confrontar as trazidas pelo marqueteiro João Santana, conhecido por trazer dados que “só comprovam o que ele quer comprovar”, outra sobre medidas tomadas pelo Alckmin para agradar ambientalistas às vésperas da Rio+20, onde que fazer um discurso “consistente”.  
Por fim, vale conferir a entrevista com o Pastor Silas Malafaia, que ataca o “lobby gay” no Congresso (alô, Ony! Abre o olho, lindo) e diz que é melhor todo mundo ficar esperto, porque Deus não perdoa e castiga esse negócio.  
ÉPOCA traz uma edição especial comemorativa aos 60 anos da Editora Globo. Com isso, o conteúdo da semana se baseia em uma extensa reportagem sobre “o novo Brasil” (trazendo os personagens de sempre: a família classe C, o pobre que comprou sua primeira geladeira, o filho de família humilde que foi estudar) e dezenas de artigos de especialistas sobre temas diversos (de política a literatura, justiça a COSMOLOGIA). Nenhuma reportagem factual.  A graça fica por conta da contracapa, que traz uma edição de Época como se tivesse sido publicada nos anos 50. É divertida, porque traz uma diagramação antiga e assuntos históricos, mas, no fim, não passa de uma brincadeira. Feita, claro, para atrair vários anunciantes que parabenizaram a Editora Globo pela data natalícia. Em algumas culturas chamariam isso de picaretagem, mas não sou eu quem está dizendo.  
Sem mais para o momento, era o que tinha a declarar.   Bom fim de semana a todos!

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