ROCHA LOURES ÓRFÃO DE VICE

Deu no Jornale

Chapa de Rocha Loures fica sem candidato a vice.

O juiz eleitoral da 8ª Zona, Ricardo Augusto Reis de Macedo, suspendeu o registro da candidatura da coligação PMDB-PV em São José dos Pinhais.
A decisão liminar acatou pedido do ex-presidente da executiva municipal do Partido Verde (PV) de São José dos Pinhais, Gelcines Rodecz, e do 1º vice-presidente, Paulo Roberto Della Giacomo, que exigia a manutenção do apoio à chapa do prefeito e candidato à reeleição Ivan Rodrigues definida em convenção oficial da executiva municipal do PV em 23 de junho.
A liminar impugnou a reunião do PV de 30 de junho, realizada sem prévia comunicação oficial e onde estiveram ausentes os membros da executiva municipal que realizaram a convenção do dia 23. Neste encontro, formou-se uma nova “coligação” com o PMDB, no qual o PV indicaria Marcos Vieira como candidato a vice na chapa de Rocha Loures.
Os organizadores dessa nova reunião afirmaram que o evento dava continuidade à convenção oficial do partido, que aconteceu no dia 23 de junho.
O Ministério Público eleitoral, no entanto, considerou a nova reunião fraudulenta.
De acordo com a ação ajuizada, a reunião do dia 30 não foi mera continuação da convenção do dia 23 e sim uma nova convenção que não cumpriu os prazos eleitorais, constituindo, portanto, uma farsa.
Os impugnantes afirmaram que na convenção do dia 23 de junho foram encerrados todos os temas, ou seja, foi definida a chapa de vereadores e formada coligação com o Partido Social Democrático (PSD) pela eleição de prefeito de São José dos Pinhais, representada pelo candidato Ivan Rodrigues.
A decisão da 8ª Zona Eleitoral de São José dos Pinhais foi de suspensão dos efeitos da ata da reunião realizada no dia 30 de junho e o cancelamento do pedido de registro de candidatura da coligação São José – A Cidade Que Sonhamos (PV e PMDB).
O Ministério Público se pronunciou sobre o que os autores de ação chamaram de fraude cometida por alguns membros do Partido Verde, com a participação de membros da Executiva Estadual.
De acordo com a análise do órgão, “os fatos relatados, se confirmados, são da maior gravidade, merecendo especial atenção por parte dos autores responsáveis pela organização, fiscalização e controle da festa da democracia”.
O MP declarou-se a favor da concessão de liminar suspendendo os efeitos da convenção do dia 30. Segundo o parecer, “práticas desse jaez (caráter), como relatadas na peça impugnatória, não se coadunam com os pressupostos básicos do Estado Democrático de Direito, posto inadmissível buscar-se legitimação para o poder político à capucha (em segredo), à sorrelfa (dissimulação silenciosa), embuçado sob o capuz de disfarces, aleivosias (deslealdade), lorotas e chicanas (trapaça) que é a forma mais grave de proceder. Nenhum poder político se legitima se não for resultante da outorga de quem o confere mediante transparente e lícito jogo democrático”.
A decisão liminar comporta recurso ao TRE e o assunto promete desdobramentos, inclusive na esfera criminal para que participou do evento do dia 30.
Segundo os dirigentes da antiga Comissão Provisória, o apoio para a reeleição do Prefeito Ivan Rodrigues é uma decorrência lógica da sua administração, pois “nenhum prefeito fez tanto pelo meio ambiente na história de São José dos Pinhais quanto a gestão de Ivan”, declarou Gelcines Rodecz, que enumera as razões do apoio como sendo as obras da “maior central de reciclagem de lixo da região metropolitana de Curitiba, a histórica ampliação da coleta de lixo reciclável para todos os bairros da cidade, a construção da maior central de transbordo de lixo orgânico da região metropolitana para impedir o passeio do lixo, a revitalização do Bosque da Usina, abandonado a anos pelos prefeitos anteriores, a recuperação do rio Ressaca, com a primeira fase já inteiramente concluída, que trouxe a eliminação das ligações irregulares de esgoto e permitirá a recuperação da qualidade da água do rio, a emprega do Parque São José para a população, um dos maiores da região metropolitana, e o novo horto florestal. Portanto, as nossa razões para apoiar a manutenção do prefeito são programáticas e todas alinhadas aos postulados do PV”.
Argumenta, ainda, que na segunda reunião não ficaram claras as razões do apoio que se pretendeu dar a Rocha Loures.

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