Resumo das revistas de final de semana

Senhores e senhoras, as revistas deste final de semana estão frias, especialmente Veja, que só traz denúncias contra a Cruz Vermelha. A instituição vem recebendo milhões de reais em doações anualmente mas deixou de fazer o dinheiro chegar a quem mais precisa. Os recursos têm ido parar na conta do presidente, um sujeito obscuro do Maranhão (!).  
A cobertura do mensalão também traz fatos de relevância questionável, como a revelação feita por aquele “certo” Luiz Maklouf de que um dos advogados comeu salgadinhos em plenário, o que é proibido pelas regras do Supremo. Algo de suma importância para a cena política do país, um fato adequadamente explorado em um olho na diagramação…


Istoé afirma que Marcos Valério continua atuando por meio de outras agências de publicidade que inclusive atendem ministérios, mas a Istoé a gente conhece… Não dá para levar a sério.


Em termos de energia, Época traz matéria com o título “Por que a luz é tão cara?”. A publicação defende que renovar os contratos das concessões que se encerram e 2015 “não atende aos interesses da sociedade” pois “o governo deixaria de aproveitar em nosso favor poderosas forças de mercado”. Basicamente, a revista faz eco ao discurso da Fiesp, que acredita que uma rodada de leilões poderia resultar numa economia mensal de R$ 2,5 bilhões para o país com energia ao longo dos próximos 30 anos, na comparação com a renovação dos contratos. A União e os impostos federais são apresentados como os vilões da conta de luz, responsáveis segundo a revista por 33% da composição das contas residenciais, enquanto 18% é de outros encargos. De acordo com a reportagem, ao optar pela renovação das concessões, o governo age em defesa das empresas do setor (são nominadas Funas, Chesf e Eletronorte; Eletrosul não é citada pois suas usinas foram privatizadas) para preservar o poder delas e dos “políticos que dispõem dessas estatais”. Os contratos da Eletrobras que vencem em 2015, finaliza a revista, somam 11% da capacidade instalada no país.

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