Resumo das revistas Veja, Istoé …

O julgamento do mensalão produz, nas revistas deste final de semana, o seu primeiro fato político consistente.

Após a condenação do valerioduto, eis que o publicitário Marcos Valério resolveu falar para Veja em entrevista exclusiva. Entre outras revelações, ele afirma que Lula foi o fiador dos empréstimos do Rural às suas duas agências. “Você acha que chegou lá o Marcos Valério com duas agências quebradas e pediu: ‘Me empresta aí 30 milhões de reais para eu dar pro PT’? O que o dono de um banco ia responder?”, reconta Valério, fazendo referência a José Augusto Dumont, então presidente do Rural. “O Zé Augusto, que não era bobo, falou assim: ‘Pra você eu não empresto’. Eu respondi: ‘Vai lá e conversa com o Delúbio”. A partir daí, lembra o publicitário, a solução foi encaminhada. “Se você é um banqueiro, você nega um pedido do presidente da República?”. Na capa, a frase mais bombástica: “Não podem condenar apenas os mequetrefes. Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio e o Zé não falamos”. Agora pela manhã, a repercussão da entrevista ainda era fraca, mas a tendência é que as revelações ganhem espaço ao longo do final de semana. Mas é uma palavra, à essa altura dos acontecimentos, sem nenhum crédito. Um picareta que não vê mais horizonte para as suas picaretagens e resolve contar a história de um jeito diferente do que contou até agora. Seria tarde. Mas o Blog do Noblat veicula que o advogado de Marcos Valério nega que seu cliente tenha dado a entrevista à Veja e que a revista também nega que tenha entrevistado Valério. @BlogdoNobrat diz que o cliente não confirma as informações da Revista. Sobre o setor elétrico, Veja repercute a decisão do governo de baixar a tarifa de energia. Depois de uma cobertura altamente elogiosa em edições anteriores, a revista agora traz o lado das empresas, dizendo que a interferência nos contratos assustou o setor. A reportagem diz que a reação dos investidores foi instantânea, com perdas nos valores das ações. E avalia que “o governo evitou o caminho difícil, o de promover uma queda efetiva nos impostos”, ponderando que “saíram alguns encargos, mas a maior parte dos tributos ficou”. 
Época, por outro lado, traz uma edição fria, com uma manchete alusiva à compra de votos, mas foca em cidades dos grotões e retrata apenas obviedades que vemos todos os dias pelo Brasil, sem nenhum acréscimo relevante. 
Istoé traz na capa a expectativa em torno do início do julgamento de Zé Dirceu. A revista mostra que o ex-todo poderoso do PT continua em busca de influência no governo, apesar da iminente condenação pelo STF. Segundo a coluna Radar, Zé Dirceu não dorme sem tomar um comprimido diário de Lexotan.
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