COPEL EM GREVE?

Funcionários da Copel de todo o Paraná cruzam os braços por 24 horas nesta quinta-feira (21) contra o aumento salarial proposto pela empresa. O protesto deve atingir todas as sedes do Estado. Caso os dirigentes não voltem à negociação, os sindicatos prometem intensificar gradativamente as manifestações, podendo chegar a uma greve em dezembro.
Nesta quinta-feira serão mantidos 30% das atividades para emergências, conforme exige a legislação, e o serviço de telecomunicação (0800). “Atendimento pessoal e serviços comerciais serão paralisados”, fala o presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Energia Elétrica de Maringá e Região Noroeste do Paraná (Steem), Claudeir Fernandes.
Cerca de 1200 pessoas trabalham na Copel na região noroeste do Estado, sendo 500 só em Maringá. Nesta quinta-feira, haverá protestos com faixas, panfletagens e carros de som em frente à superintendência de Maringá e nas sedes das regionais de Umuarama, Campo Mourão, Paranavaí e Cianorte.
Conforme o Steem, a Copel ofereceu aos trabalhadores um aumento referente à reposição da inflação desde outubro de 2011, ou seja 5,58%. Os sindicatos pedem também um aumento real de 3%, o que significaria num reajuste de 8,58%.
“Não é algo absurdo. Desde janeiro de 2011 a empresa concedeu aumento de 40% aos acionistas e 60% aos dirigentes. Não podemos aceitar que os trabalhadores recebam apenas a reposição da inflação”, fala Fernandes.
Os trabalhadores também são contra a implantação do banco de horas na empresa e reivindicam melhores condições aos funcionários que trabalham na jornada de quatro horas diárias.
A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas em todo o estado entre os dias 29 de outubro e 9 de novembro. “Dos 9.500 trabalhadores da Copel, cerca de 6 mil compareceram às reuniões e em todas a proposta da empresa foi rejeitada”, afirma o presidente do Steem.
Caso a empresa não negocie um reajuste diferente, os trabalhadores prometem nova paralisação, desta vez de 48 horas, nos dias 29 e 30 de novembro. “Se ainda assim não houver avanços, há possibilidade de haver uma greve em dezembro”, diz Fernandes (Jornale).

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