Resenha das revistas Veja, Istoé, Época, Exame.

Saíram as revista da semana. Vamos ao que tem de interessante.

Obama, popozudas e, pasmem, índios brasileiros desenham a eclética capa de Veja! A foto do reeleito americano concorre com preciosas e relevantes informações sobre os segredos das “mulheres bomba” para formarem coxas tão volumosas quanto a de jogadores de futebol. Nao menos atraente e surpreendente, a capa nos convida a nutrir nossos neurônios com fotos e textos de índios, seus celulares e carrões numa espécie de inclusão social dos caciques e suas tribos (não é novidade nas terras do Tio Sam, onde os peles vermelhas são proprietários de cassinos nas suas áreas e enriqueceram com o jogo). De “quente”, reportagem especula que a saudosa ex ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, hoje livre e desimpedida das amarras do cargo público e atua como advogada na área de telecomunicações junto com seu marido, Jose Roberto Camargo. Segundo a semanal, a dupla pretende faturar meio bilhão de reais com a venda de uma empresa para a gigante Nextel. A revista também vai em direção ao governador fluminense Cabral, e seu eterno choro pelos royalties do petróleo do pré-sal, e ganha das páginas especulativas e que demonstram o descontentamento de Dilma com as reivindicações do performatico político carioca.  No mais, elucubrações políticas, econômicas e culturais incapazes de revelar temas consistentes ou minimamente relevantes… exceção a matéria que nos delicia com a revelação de que o cantor Bob Marley reverenciava um imperador etíope e acreditava que ele era a reencarnacao de Jesus Cristo (daqui se extraem os verdadeiros efeitos do consumo da maconha).

Época desta semana traz “bombástica” reportagem ligando escolas de samba do Rio de Janeiro ao jogo do bicho. Matéria com uns 30 anos de atraso. Na capa, “A vida começa aos 50”, sobre o novo estilo de vida dos cinquentões.  A coluna de Felipe Patury revela que um relatório da PF identificou plano de chefões do tráfico enjaulados para matar o deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR), o quase cherifão curitibano, pela tentativa de reduzir direitos dos presos do crime organizado nas cadeias. Outra nota da coluna diz que as ligas nacionais de basquete masculino e feminino devem acabar em 2013 com a iminente perda do patrocínio da Eletrobrás.

IstoÉ não contém o entusiasmo pela vitória de Obama ao estampar um “ufa!” na capa e classificar o resultado como “A vitória do homem bom”. Piegas. Outra matéria sugere aplicar soluções do RJ para frear onda de violência em SP  – embora o universo seja claramente distinto. E entre o apanhado semanal da novela mensalão, Ricardo Boechat lembra que já na terça-feira a Justiça Federal dará a sentença da quantidade da pena no processo criminal contra Kátia Rabello e outros ex-executivos do banco Rural.

Exame veio com uma capa dedicada à China e reportagem ressaltando a transição “histórica” que está em curso naquele país e que deverá definir seus rumos para a próxima década. Para a revista a China será “um concorrente cada vez mais sofisticado e agressivo”do que já é, presumindo que a pressão sobre o nosso Brasil será ainda maior. Também na capa a revista chama para reportagem interna na qual procura retratar como a ascensão da Odebrecht pode mudar o mercado de imóvel no país, ressaltando o fato da OR, braço imobiliário da empreiteira, estar assumindo a liderança no setor.

E assim caminhamos para mais uma semana em que o o Brasileirão poderá consagrar um campeão para a infelicidade da comunidade  suína verde e branca! Abs.

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