Resenha das revistas semanais: Veja, Época e Istoé

Se espremer as principais pautas das revistas semanais o que se extrai é a total atenção ao envolvimento da servidora Rose, responsável pelo escritório da Presidência da República em São Paulo, e uma vontade impressionante de trazer o ex-Presidente Lula para o centro do combate, embora não exista absolutamente nada que comprove uma possível parceria de Lula nas aventuras de Rose.
O alvoroço da mídia política é digno de CARAS.
Nunca antes nesse país um  Presidente da República pagou tão caro por ter nomeado um funcionário.
Fora isso, nada tao relevante que o noticiário dos próximos dias nao elimine na urina.
Pra variar, Veja não falha com o STF e a turma de apóstolos que decidem pelo futuro dos tais mensaleiros. Joaquim Barbosa coleciona mais uma reportagem, com direito a foto em destaque, para exibir aos humildes e orgulhosos progenitores da raça negra. Afora fotos e frases de celebridades nacionais, mais uma cansativa e maçante matéria com foco na separação de casais (sono garantido) e página dedicada a “beleza” fotogênica de Parreira e Felipão a frente ao já premeditado fracasso seleção canário ! O melhor fica, de novo, para o noticiário econômico. Veja decifra pesquisa do renomado instituto Gestão dos Estados Brasileiros que revela o ranking dos estados aptos a receberem o maior número de investimentos em infraestrutura.  Reportagem digna da revista Exame. A radiografia socio economica de Cuba, alem da revelacao de que Berlim e Frankfurt sao as mais novas e importantes cidades mundiais a receberem e multiplicarem o poder da máfia, compõem a brilhante “sacada jornalística” no quesito geografia editorial.
Época desta semana destrincha, em reportagem de fôlego, a influência que a ex-chefe do escritório da presidência em SP, Rosemary de Noronha, exercia no Governo Federal usando o nome do ex-presidente Lula. A revista conta, entre outras peripécias, que Rose forjou pareceres e até diploma universitário para fechar contratos e cargos para o marido e ex-marido, que os tentáculos de seu esquema alcançavam do Porto de Santos ao MEC, além da ANA e ANAC, e que ela acompanhou a comitiva de Lula em 23 viagens oficiais ao exterior.  Sobre o ex-presidente, nenhuma evidência de participação direta. A rigor, grosso modo, na maioria das situações, o que a moça fez é exatamente o que qualquer brasileiro médio faria em seu lugar: indicar parentes, ajudar ex-marido os amigos a conseguirem uma vaga no governo, que é o que as mensagens faladas e escritas estão a revelar até o momento. Outra matéria da Época mostra fato nada surpreendente, mas agora com respaldo de documentos: os assassinatos de policiais em SP foram ordenados de dentro de presídios pelo PCC, com a colaboração do Comando Vermelho do RJ.
IstoÉ celebra em sua edição “Os brasileiros do Ano – 2012”, e o principal agraciado é… Guido Mantega, efusivamente festejado ao mesmo tempo em que o PIB brasileiro decepciona com a perspectiva de crescimento de mero 1% no ano. Bem apropriado. Em outro rompante genial, a Editora Três elege como destaque no ano na política Eduardo Paes, e justifica a escolha ao dizer que o prefeito carioca é “obstinado por trabalho, conciliador e não entra em polêmicas”. Não convenceu. A coluna de Ricardo Boechat mostra que as renúncias fiscais do governo com a Copa de 2014 já chegaram a R$ 1,08 bilhão, e os gastos da Fifa isentos de impostos devem somar outros R$ 600 milhões até 2015. Sem contar os estádios…e vamos lá….ultima rodada do Brasileirao repleta de emoções e com porco e peixe no prato

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