ACP contra feriado negro

O prejuízo calculado pela Associação Comercial do Paraná (ACP) ao comércio será de R$ 160 milhoes se Curitiba tiver mais um feriado e bem por isso a ACP comprou briga para anular a promulgação da lei que estabelece como feriado em Curitiba o Dia da Consciência Negra, comemorado no dia 20 de novembro. 
A promulgação foi feita na última sexta-feira pelo presidente da Câmara de Vereadores de Curitiba, Paulo Salamuni (PV). A entidade promete tomar medidas  jurídicas.
Os cálculos e o raciocínio econômico da ACP não levaram em conta os prejuízos que os negros sofreram com o escárnio dos longos anos de escravidão no Brasil, circunstância que torna a conta feita uma mera operação de matemática capitalista e descolada do contesto histórico que orientou a adoção do feriado.
O fato é que foram esses mesmos cálculos e raciocínios econômicos, que naturalmente não tinham nenhum compromisso com a questão humanitária, que fizeram da escravidão no Brasil uma das longas da história da humanidade. 
A insensibilidade parece continuar sendo a mesma no raciocínio dos nossos capitalistas.

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QUINTA-FEIRA, 29 DE NOVEMBRO DE 2012

NEGROS: ARAPUCA PARA TESTAR FRUET

Faltando menos de um mês para o recesso parlamentar, a Câmara Municipal de Curitiba acelera a aprovação de projetos polêmicos que podem colocar de cara o prefeito eleito Gustavo Fruet (PDT) numa saia justa. Um deles é o que cria o feriado da Consciência Negra. A Associação Comercial do Paraná é totalmente contra e trabalhar para impedir o feriado. O atual prefeito Luciano Ducci não pretende se indispor com os negros nem com os membros da ACP. Como legalmente Ducci pode vetar, sancionar a lei ou devolver a mensagem  ao Legislativo, caberá a Fruet decidir a questão.
Se Fruet ficar com a incumbência é mais que provável que sancione a lei, pois as razões comerciais são subalternas frente ao tema de que trata a lei aprovada na Câmara.

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