ASSOMEC: BETO PERDE BRIGA DE BÊBADO

A articulação política do Governador Beto Richa experimentou derrota ainda quando mal se digeriu a da Prefeitura de Curitiba.
Desta feita numa eleição em que a intervenção do Governador era inteiramente dispensável, dada a pouca importância do  cargo em disputa para os interesses do Governo do Estado.
Era uma disputa para os deputados estaduais interessados nela (os que tem base na região metropolitana), para os prefeitos da região, especialmente o de Curitiba, que é o maior.
Aconteceu nesta quarta-feira a eleição da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (ASSOMEC), que conta com 29 integrantes, tem pouca ou quase nenhuma importância na articulação política na sua base de representação, onde as coisas são decididas por meio dos consórcios (lixo, saúde …) e pela COMEC (Companhia Metropolitana), inteiramente controlada pelo Governo do Estado.
Beto Richa empenhou-se pessoalmente, fazendo reuniões com vários prefeitos, deputados e participando da escolha do candidato que representaria melhor os interesses do Palácio Iguaçu na entidade. No final o escolhido para essa tarefa foi o Prefeito de Almirante Tamandaré, Aldinei Siqueira e para enfrentar o candidato do PT, Luizão Goulart, de Prefeito de Pinhais, que se anunciou nas primeiras horas pós eleições municipais e estimulado pela vitória de Fruet em Curitiba.
Fruet entrou mudo e saiu calado do episódio, ciente de que seu envolvimento poderia atrair uma derrota em algo de pouca importância na conjuntura em que está vivendo.
O empenho do Palácio e dos seus líderes na Assembléia Legislativa resultou em várias escaramuças, tais como retirada de assinaturas em listas de apoio, ausência do Prefeito de Agudos do Sul e tentativas de trocas de candidato (O candidato de Beto Richa foi trocado várias vezes. Era Chico Santos (PSDB), de Fazenda Rio Grande, depois o indicado foi Loreno Tola rdo (PSD), de Quatro Barras e na hora da eleição trocou e colocou Adnei e no final até o de Araucária foi cogitado) e acabou em uma derrota pífia, pois só conseguiram votos para empatar com Luizão (14×14) que, por ser mais velho, está eleito presidente da entidade.
Tolardo questiona a vitória porque o Estatuto da Assomec não trata de quem seria eleito em caso de empate. A eleição terminou 14 a 14. A disputa ainda vai dar o que falar. O grupo perdedor promete questionar na Justiça e defende nova eleição. 
Aqui no Blog registramos que, para o Governador do Estado, se tratava de brigar com bêbado. Se ganhasse teria batido em bêbado e se perdesse teria perdido para bêbado. Isto porque o correto era que o Governador não se metesse na encrenca, pois, como dito, a entidade não merece seu empenho numa disputa em que o risco de derrota que estava bem aparente, mas já que se meteu assumiu a obrigação de ganhar e tinha que ganhar porque é o Governador.
Os que viram no episódio uma prévia da disputa entre Gleisi e Beto em 2014 podem dizer que o Governador já perdeu duas, a Prefeitura de Curitiba e a ASSOMEC.
Luizão teve uma retumbante vitória, pois não se ganha de Palácio todo dia. Ganhou uma trincheira para ganhar espaço e falar, e bastante, pois se tem uma coisa para qual a ASSOMEC se presta é de dar espaço na mídia.
A derrota foi mais um erro na articulação política de Beto Richa. Uma bobagem que deveria ter sido evitada.

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TERÇA-FEIRA, 15 DE JANEIRO DE 2013

ASSOMEC: Luizao contra Tolardo

A disputa pela Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec) sera entre o prefeito Loreno Tolardo (PSD), de Quatro Barras e Luizão, do PT de Pinhais. 
A eleição ocorre na quarta-feira e alguns acreditam que pode ser uma previa da campanha eleitoral de 2014. 
Beto apoia Tolardo e Gleisi está com Luizão Goulart. Votam 29 prefeitos.
Como normalmente os prefeitos submetem-se a orientação do Governador do Estado, a única novidade possível é se o candidato de Beto perder a eleição.
Para o Governador da ocasião essa é uma espécie de briga contra bêbado. Se ganhar, ganhou do bêbado. Se perder, perdeu para o bêbado.
Na verdade, a eleição não terá nenhuma expressão eleitoral para 2014 na medida em que até lá tudo pode mudar e o que prefeito de pequeno município quer agora é paz com o governador.

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