UPE: MOLECADA INCOMPETENTE

Leio hoje a notícia de que a Prefeitura de Curitiba teve que intervir para resgatar a sede da União Paranaense dos Estudantes – UPE -, invadida por sem tetos que vagam sem rumo pelo Alto do São Francisco em Curitiba.
Segundo informações prestadas por José Le Senechal Neto, primeiro secretário da entidade, o imóvel foi invadido quando os dirigentes “saíram de férias” e o local ficou sem nenhuma proteção e segurança na medida em que a entidade não dispõe de recursos para pagar por segurança para manter a integridade do imóvel histórico.
Revelou-se também que a entidade tem uma dívida de aproximadamente 500 mil reais e não tem pago as suas contas básicas de água, luz e manutenção do prédio.
De fato, quem passa pelo imóvel percebe que está relegado ao abandono. Mato crescendo nos jardins. Partes já estão sem arrancadas (como, por exemplo, no portão de entrada onde uma parte já desapareceu).
Mas pelo que revelou o dirigente ouvido a imagem do imóvel retrata mesmo, com certa precisão, a imagem da entidade.
O primeiro olhar e impressão é de dar dó.
Mas a entidade tem dívidas e está sem saber como paga-las e parece haver um ensaio para dizer que a culpa é da Prefeitura. Era só o que faltava. Eis a confissão de que a entidade não vive sem um dinheirinho público. Falta vergonha na cara aos nossos estudantes. Não é dó que dá. É raiva.
O retrato parece ser de uma organização dirigida por moleques irresponsáveis que sequer conseguem se organizar para manter a integridade do imóvel, de importância histórica, concedido gratuitamente pelo poder público.
Ao invés de guardar o imóvel que lhes foi submetido, como qualquer proprietário diligente e idôneo faria, os dirigentes da entidade tiraram férias e permitiram que fosse invadido. É o cúmulo da falta de interesse, de empenho, de criatividade, de vontade e de responsabilidade.
Os estudantes são medíocres porque não conseguem o elementar, ou seja, se organizar para montar um revezamento de guarda no imóvel e manter a sua segurança e integridade, não conseguem organizar um mutirão para pegar na enxada e manter o quintal da sua casa no centro da cidade limpo e sem mato, não conseguem organizar atividades culturais, inclusive utilizando o imóvel, para arrecadar recursos ou ao menos usa-lo para que se mantenha íntegro. O que estão aprendendo na escola?
Se os estudantes medíocres não conseguem tornar sua entidade máxima de representação auto-sustentável, permitem que o patrimônio público que lhes foi confiado seja vergonhosamente degradado em razão da inacreditável falta de iniciativa e criatividade, como aceitar que a Prefeitura entregue alguma verba para a recuperação do imóvel? Quais garantias o dinheiro e o patrimônio públicos terão de que daqui a 1 ano o imóvel não estará novamente nas mesmas condições vergonhosas de hoje?
O que faltava agora era Gustavo Fruet passar as mãos na cabeça desses incompetentes.

Leia a nota de esclarecimento da UPE. Confissão da incompetência. Uma vergonha.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

PALÁCIO DOS ESTUDANTES: VEJA NOTA DE ESCLARECIMENTO DA UPE PARANÁ

Diante dos fatos, a União Paranaense dos Estudantes  (UPE) vem a público declarar seu esclarecimento dos fatos noticiados  (18/01/2013) na RPCTV 1º edição e em outros meios da comunicação do estado. Infelizmente após diversas tentativas de acordo com a Prefeitura Municipal de Curitiba mais uma vez os estudantes ficaram à deriva.
A União Paranaense dos Estudantes vem a público elucidar a presente situação do Casarão dos Estudantes.  É sabido pelo povo curitibano que a região historicamente tradicional do São Francisco vem, ao longo do tempo, sendo depredada. É comum o tráfico e o consumo de drogas na região. Moradores de rua permeiam cada esquina e a violência, o roubo e todo tipo de crime são comuns ali. Dizemos assim, com conhecimento de causa, bem como dirão todos os comerciantes, trabalhadores e moradores também. Salta aos olhos alguma deficiência na Segurança Pública, Programas de Saúde para Adictos e Assistência Social. 
A UPE agora sofre na carne o reflexo do descaso das gestões municipais que se passaram nas rédeas do poder e nada fizeram de efetivo no bairro. 
Há anos a UPE vem buscando mecanismos de solução definitiva para tais dificuldades, não encontrando, porém, retorno concreto esperado de uma digna administração pública. A Casa dos Estudantes de todo o Paraná foi invadida por vândalos e usuários de drogas, assim que suas atividades se encerraram, em meados de dezembro, tempo em que os estudantes e as instituições de ensino superior estão em recesso, das quais a entidade está intimamente ligada ao calendário de atividades.
Diversas tentativas de retirar os invasores foram tomadas por esta diretoria, inclusive a intervenção policial, entretanto houve a quebra de todos os cadeados, a remoção do portal principal da sede e a presente depredação dos muros e cômodos. Sem uma ação efetiva do poder público na região, não só o Palácio dos Estudantes, mas todos os moradores e comércio da região estarão prejudicados.
Vale lembrar que, apesar das inúmeras tentativas, a gestão da Prefeitura Municipal de Curitiba que cessou em 2012, não solucionou a situação de comodato da sede, tornando dificultosa a adequação e solução dos problemas da entidade. A maior parte das dificuldades financeiras e operacionais da entidade é oriunda desse entrave.
Apesar disso, um novo ano se inicia e com ele uma nova gestão na Prefeitura de Curitiba. Esperamos um diálogo fraterno e prático, para resolver os problemas da sede histórica dos estudantes paranaenses. Por isso, já buscamos a atual gestão e está marcada uma reunião para o dia 30 de Janeiro para que juntos, possamos trazer segurança e paz para o Casarão, os estudantes e os moradores do São Francisco, que também estão sujeitos aos perigos da região.
O Casarão da UPE, é patrimônio dos estudantes paranaenses e do povo curitibano, foi doado para a entidade no final da década de 40, tomado pela ditadura militar na década de 60 e devolvido em comodato para a entidade, pelo então governador José Richa.
A entidade tem programada para 2013, uma série de atividades culturais ligadas às universidades, comunidade acadêmica e as casas e escolas de samba de Curitiba.
Curitiba, 18 de janeiro de 2013.
UNIÃO PARANAENSE DOS ESTUDANTES
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