Ana Holleben: fica por decisão pessoal

Os vereadores de Ponta Grossa não entenderam a situação da petista Ana Maria de Holleben, que foi punida pelo partido por suspeita de ter forjado o próprio sequestro minutos após ter sido empossada no cargo. A vereadora descumpriu o afastamento imposto pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e esta participando das sessões da Câmara Municipal. O PT determinou que Ana Maria deveria afastar-se por dois meses do cargo de vereadora e das atividades na direção partidária. Mesmo assim, ela garantiu que pretende continuar frequentando as sessões.

QUINTA-FEIRA, 28 DE FEVEREIRO DE 2013

Vereadora desacata direção do PT e vai à sessão

QUI, 28 DE FEVEREIRO DE 2013 11:11

Ana Maria Holleben é suspeita de ter forjado sequestro

A vereadora de Ponta Grossa, Ana Maria de Holleben, suspeita de ter forjado o próprio sequestro minutos após ter sido empossada no cargo, desacatou a ordem de suspensão imposta pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e compareceu à sessão da Câmara Municipal na quarta-feira (27). De acordo com o partido, Ana Maria deveria afastar-se do cargo de vereadora e também das atividades que desenvolve na direção partidária por 60 dias. A determinação foi na segunda-feira (25).

Embora soubesse da ordem de afastamento, a vereadora afirmou que pretende continuar comparecendo as sessões diárias e que o único órgão que poderia, oficialmente, afastá-la seria o Tribunal Regional Eleitoral (TRE).  “Eu tenho tido o maior cuidado para não falar no PT. Eu só vou falar do partido depois da conclusão dos trabalhos da Comissão de Ética. Por ora, eu vou falar eu meu nome e no meu mandato. O partido pode me afasta das instâncias partidárias. Da Câmara, só quem tem o poder de solicitar meu afastamento é o TRE”, relata.

De acordo com nota enviada pelo presidente do PT, deputado Ênio Verri, a suspensão se baseou no artigo 246, do estatuto, que considera passíveis de punições os membros que se envolverem em denúncias que possam gerar “repercussões negativas” ao partido.

Apesar da declaração de Ana Maria no dia 18 de fevereiro, na tribuna do plenário, de que ela não lembrava o que aconteceu no dia do suposto sequestro, a vereadora afirmou após a sessão desta quarta-feira que está melhor. “Estou me sentindo apta e até na minha própria casa eu voltei a assumir o comando”, acrescenta. Ela passa por tratamento psiquiátrico.

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