Eduardo Campos: PSB e PT estremecidos?

Pode estar mesmo chegando ao fim, ao menos para a eleição de 2014, a histórica aliança entre PT e PSB em plano nacional. A cada dia, o governador de Pernambuco Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, reforça sua articulação para ser candidato a presidente da República. 
O mais novo desdobramento é que o partido ameaça sair definitivamente da base do PT, entregando os cargos comissionados ocupados no governo da presidente Dilma Rousseff.
Eis uma ameaça difícil de ser cumprida, pois implicaria em que todos os deputados federais viessem abri mão de suas indicações de cargos no governo.
No Paraná o PSB teria mais facilidade para isso porque está na base do Governo do Estado, que é do PSDB, mas em outros estados a manobra será quase impossível.


SEGUNDA-FEIRA, 25 DE FEVEREIRO DE 2013

CIRO GOMES DESQUALIFICA CANDIDATURA DE EDUARDO CAMPOS PARA 2014


O ex-ministro, ex-candidato a presidente da república pelo PPS, ex-governador do Ceará Ciro Gomes provocou desarranjo dentro do PSB e jogou água fria na articulação de setores do partido que tentam colocar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como uma alternativa na eleição presidencial de 2014.
Com a habilidade verbal e o desapego aos alinhamentos partidários que o caracterizam na suas atitudes, Ciro Gomes causou furor ao declarar que “O Eduardo não tem estrada ainda. Não conhece o Brasil. O Aécio não conhece o Brasil. A Marina Silva representa uma negação ética, uma negação desses maus costumes, mas não representa a afirmação de rigorosamente nada … Eduardo Campos, Aécio Neves e Marina não têm nenhuma proposta, nenhuma visão”.
Quem tem memória vai lembrar do confronto que marcou a relação de Ciro Gomes com Roberto Freire em meio ao processo eleitoral para presidência da república que, candidato pelo PPS, Ciro beijou a mão de Antonio Carlos Magalhães. O gesto gerou a indignação e revolta de Roberto Freire, Presidente da legenda, que ameaçou inclusive com a retirada da candidatura de Ciro. Os reiterados desencontros entre Ciro e Freire levaram-no a deixar o PPS.
Antes disso, Ciro fez história dentro do PSDB ao criticar publicamente as suas lideranças mais importantes, o ex-presidente FHC e o ex-governador José Serra, produzindo desavenças que também o levaram a deixar o partido.
Agora é dentro do PSB que Ciro provoca um tremendo “espalha brasa” ao desqualificar a candidatura de Eduardo Campo, Presidente do Partido e governador de Pernambuco.
Nessa toada, Ciro logo vai ter que encontrar outro partido.

QUINTA-FEIRA, 14 DE FEVEREIRO DE 2013


Eduardo Campos quer PSB com Dilma em 2013

“Vou esperar o jornal de amanhã para ver o que Lula vai me dizer”. Foi com essas palavras que o bem humorado Eduardo Campos confrontou a disposição da mídia de fabricar notícias sobre uma suposta candidatura sua em 2014 contra a Presidente Dilma e de antecipar o que poderá ser seu próximo encontro com o ex-Presidente Lula. Campos brincou dizendo que possível que a conversa saia na imprensa antes mesmo de acontecer.
O Presidente Nacional do PSB e Governador de Pernambuco informou que o encontro com Lula nem foi agendado, mas que deverá ocorrer nos próximos dias.
Campos afirmou que respeita aqueles que, dentro do PSB, defendem que a agremiações apresente candidatura própria na eleição presidencial em 2014, mas entende que o partido deve estar alinhado à presidente Dilma neste ano que considera muito difícil para o país.

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Quarta, 13 de fevereiro


Eduardo Campos e Ducci 1 


Os desdobramentos da corrida pela sucessão presidencial vão trazer impacto direto em Curitiba e realinhar as forças políticas da capital. Dizem por aqui que o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, só aguarda audiência com o ex-presidente Lula para declarar que é candidato a presidente e que o partido não abre mão. Ele vem dando sinais que entrou de vez na corrida presidencial de 2014. Primeiro, trabalhou nos bastidores para derrotar o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) na eleição para a presidência da Câmara. Perdeu. Mas marcou posição e acabou ficando ao lado da opinião pública. Também foi um dos poucos políticos nacionais de expressão a defender publicamente o procurador-geral da República, Roberto Gurgel das ameaças que sofreu de abertura de um processo de impeachment, que estaria sendo patrocinado por aliados do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Na agenda de pré-campanha de Campos está marcado inclusive um grande ato público para 5 mil empresários em Porto Alegre, no dia 19. Em Curitiba, o governador também vai marcar presença definindo uma agenda em conjunto com o ex-prefeito Luciano Ducci (PSB), principal liderança do partido no Paraná.


Se quiser ser candidato mesmo, Campos vai ter que fazer uma agenda intensa no sul, onde é um ilustre desconhecido, o que pode dar argumento para a oposição em Pernambuco.

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Eduardo Campos e Ducci 2

Luciano Ducci é apontado pela cúpula nacional do PSB como o coordenador regional da região sul da campanha de Eduardo Campos. Sem cargo no governo Beto Richa (PSDB), Ducci está livre para articular a candidatura de Campos inclusive no interior do Paraná. Será o ponto de apoio do presidenciável no estado e o responsável por formar um arco de alianças para fortalecer a candidatura de Campos.
A situação muda se Eduardo Campos for convencido pelo PT a aceitar a vice na reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Nesse caso, PT e PSB encabeçariam a chapa nacional e ficariam unidos também em Curitiba. Esse vai ou não vai pode levar Campos ao descrédito.

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Eduardo Campos e Ducci 3: Contra Beto?

Ainda na projeção sobre a disputa presidencial, com Eduardo Campos abrindo mão da disputa e saindo na vice de Dilma Rousseff (PT), o arranjo provocaria outro resultado inusitado em Curitiba. Luciano Ducci, que foi vice de Beto Richa na prefeitura e teve o apoio do governador na campanha municipal em que foi derrotado, passaria a ser adversário do padrinho porque certamente o PSDB vai ter candidato próprio a presidente. Um dos nomes é o de Aécio Neves. Nesse contexto, Ducci passaria de adversário de Fruet a aliado na coligação PT-PSB-PDT e trabalharia contra o candidato de Beto Richa. A decisão viria de cima para baixo.
O mesmo risco Beto corre com o PMDB.


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O mais novo sonho: Campos candidato em 2014

A iniciativa de fazer Eduardo Campos uma candidatura presidencial ganha corpo dentro PSB.
Ele deve começar a percorrer o país para mostrar a cara e ficar mais conhecido. Seria o início do afastamento do governo Dilma, mas com cuidado para evitar rota de colisão desde já. Quem confirma é o deputado gaúcho Beto Albuquerque, líder na Câmara. Segundo o parlamentar, “é um consenso dentro do PSB” e nas reuniões internas, o governador pernambucano revela-se “entusiasmado.” A essa altura, declara o deputado, já não espaço para apelos de Lula em favor de Dilma. “O Lula não pode nos impedir de fazer o que ele fez. Ele é o nosso ensinamento, nosso exemplo é o Lula.”
Campos vai ter que gastar a sola de um grande estoque de sapatos para deixar de ser um ilustre desconhecido no lado debaixo do Brasil, onde poucos sabem quem é, o que faz e o que pensa.
Não há muito tempo e os outros (Aécio e Marina) já estão muito a sua frente.
Também não existem outros partidos dispostos a compartilhar desse sonho com o PSB.
Sem uma boa frente partidária será apenas um sonho de uma noite de verão, muito menor do que foi Ciro Gomes.

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