Eduardo Campos quer PSB com Dilma em 2013

“Vou esperar o jornal de amanhã para ver o que Lula vai me dizer”. Foi com essas palavras que o bem humorado Eduardo Campos confrontou a disposição da mídia de fabricar notícias sobre uma suposta candidatura sua em 2014 contra a Presidente Dilma e de antecipar o que poderá ser seu próximo encontro com o ex-Presidente Lula. Campos brincou dizendo que possível que a conversa saia na imprensa antes mesmo de acontecer.
O Presidente Nacional do PSB e Governador de Pernambuco informou que o encontro com Lula nem foi agendado, mas que deverá ocorrer nos próximos dias.
Campos afirmou que respeita aqueles que, dentro do PSB, defendem que a agremiações apresente candidatura própria na eleição presidencial em 2014, mas entende que o partido deve estar alinhado à presidente Dilma neste ano que considera muito difícil para o país.

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Quarta, 13 de fevereiro

Eduardo Campos e Ducci 1 

Os desdobramentos da corrida pela sucessão presidencial vão trazer impacto direto em Curitiba e realinhar as forças políticas da capital. Dizem por aqui que o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, só aguarda audiência com o ex-presidente Lula para declarar que é candidato a presidente e que o partido não abre mão. Ele vem dando sinais que entrou de vez na corrida presidencial de 2014. Primeiro, trabalhou nos bastidores para derrotar o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) na eleição para a presidência da Câmara. Perdeu. Mas marcou posição e acabou ficando ao lado da opinião pública. Também foi um dos poucos políticos nacionais de expressão a defender publicamente o procurador-geral da República, Roberto Gurgel das ameaças que sofreu de abertura de um processo de impeachment, que estaria sendo patrocinado por aliados do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Na agenda de pré-campanha de Campos está marcado inclusive um grande ato público para 5 mil empresários em Porto Alegre, no dia 19. Em Curitiba, o governador também vai marcar presença definindo uma agenda em conjunto com o ex-prefeito Luciano Ducci (PSB), principal liderança do partido no Paraná.

Se quiser ser candidato mesmo, Campos vai ter que fazer uma agenda intensa no sul, onde é um ilustre desconhecido, o que pode dar argumento para a oposição em Pernambuco.


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Eduardo Campos e Ducci 2

Luciano Ducci é apontado pela cúpula nacional do PSB como o coordenador regional da região sul da campanha de Eduardo Campos. Sem cargo no governo Beto Richa (PSDB), Ducci está livre para articular a candidatura de Campos inclusive no interior do Paraná. Será o ponto de apoio do presidenciável no estado e o responsável por formar um arco de alianças para fortalecer a candidatura de Campos.
A situação muda se Eduardo Campos for convencido pelo PT a aceitar a vice na reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Nesse caso, PT e PSB encabeçariam a chapa nacional e ficariam unidos também em Curitiba. Esse vai ou não vai pode levar Campos ao descrédito.

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Eduardo Campos e Ducci 3: Contra Beto?

Ainda na projeção sobre a disputa presidencial, com Eduardo Campos abrindo mão da disputa e saindo na vice de Dilma Rousseff (PT), o arranjo provocaria outro resultado inusitado em Curitiba. Luciano Ducci, que foi vice de Beto Richa na prefeitura e teve o apoio do governador na campanha municipal em que foi derrotado, passaria a ser adversário do padrinho porque certamente o PSDB vai ter candidato próprio a presidente. Um dos nomes é o de Aécio Neves. Nesse contexto, Ducci passaria de adversário de Fruet a aliado na coligação PT-PSB-PDT e trabalharia contra o candidato de Beto Richa. A decisão viria de cima para baixo.
O mesmo risco Beto corre com o PMDB.


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O mais novo sonho: Campos candidato em 2014

A iniciativa de fazer Eduardo Campos uma candidatura presidencial ganha corpo dentro PSB.
Ele deve começar a percorrer o país para mostrar a cara e ficar mais conhecido. Seria o início do afastamento do governo Dilma, mas com cuidado para evitar rota de colisão desde já. Quem confirma é o deputado gaúcho Beto Albuquerque, líder na Câmara. Segundo o parlamentar, “é um consenso dentro do PSB” e nas reuniões internas, o governador pernambucano revela-se “entusiasmado.” A essa altura, declara o deputado, já não espaço para apelos de Lula em favor de Dilma. “O Lula não pode nos impedir de fazer o que ele fez. Ele é o nosso ensinamento, nosso exemplo é o Lula.”
Campos vai ter que gastar a sola de um grande estoque de sapatos para deixar de ser um ilustre desconhecido no lado debaixo do Brasil, onde poucos sabem quem é, o que faz e o que pensa.
Não há muito tempo e os outros (Aécio e Marina) já estão muito a sua frente.
Também não existem outros partidos dispostos a compartilhar desse sonho com o PSB.
Sem uma boa frente partidária será apenas um sonho de uma noite de verão, muito menor do que foi Ciro Gomes.

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