GOVERNO DO PARANÁ LONGE DA PRIORIDADE NOS AEROPORTOS

Plano aeroviário vai determinar investimentos em aeroportos do Paraná

O governador Beto Richa disse nesta terça-feira (05/02) que vai autorizar nos próximos dias o início dos estudos para a elaboração do plano aeroviário do Paraná. O trabalho vai determinar que tipo de investimentos os terminais regionais deverão receber, tanto por parte do Estado quanto do governo federal. “A melhoria da infraestrutura, incluindo os aeroportos, é um dos fatores essenciais para a atração de novos investimentos”, disse Richa ao inaugurar oficialmente as obras de ampliação do aeroporto de Cascavel. A pista foi estendida de 1.618 metros para 1.780 metros. A largura passou de 30 metros para 45 metros, permitindo a operação de aviões de maior porte.
Na reforma do terminal de Cascavel foram investidos R$ 8 milhões, metade dos recursos repassados pelo Governo do Estado, que já aplicou R$ 22 milhões na modernização de vários aeroportos nos últimos dois anos. “Estamos investindo em quase todos os aeroportos do Estado para que o Paraná se torne mais competitivo”, afirmou o governador.
Com a ampliação da estrutura do aeroporto, realizada pela Companhia de Engenharia de Transporte e Tráfego do município, Cascavel agora poderá receber aviões de maior porte, como o Boeing 737 e o Airbus A320.
Além do repasse de material e equipamentos para aumentar a pista, o governo estadual também ajudou no apoio técnico e na sinalização do aeroporto. O aeroporto vai ganhar outras melhorias, como um novo sistema de orientação para o piloto, que auxilia a encontrar o ponto certo da aterrissagem.
O esforço do Governo do Estado é louvável mas ainda está muito longe de enfrentar a principal tarefa e que deveria ser eleita a prioridade absoluta: a construção da nova pista do aeroporto Afonso Pena.
Para que o projeto tenha o seu seguimento é necessário que o Governo do Paraná ultime a desapropriação de uma faixa de terrenos na área contígua à da nova pista e, assim, possibilite que o Governo Federal inclua a obra no PAC e libere os recursos para a sua construção.
Essa obra é que tem o potencial de alterar a economia do Estado na medida em que dotará a região de um aeroporto de carga e de grande porte, capaz de receber os grandes aviões e com sua carga máxima, além de possibilitar que o aeroporto possa receber vôos internacionais de todas as origens e sem restrições, circunstância que poderá tornar a região metropolitana de Curitiba e o Estado do Paraná um dos pólos logísticos mais importantes da América Latina, dada a posição estratégica do aeroporto de São José dos Pinhais, próximo do Porto de Paranaguá, da linha ferroviária e ainda situado no principal entroncamento rodoviário do sul.
Enquanto não compreender bem essa tarefa o Governo do Estado estará longe da sua prioridade fundamental.

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