Reforma com mais cargos comissionados

Após o feriadão prolongado de carnaval, os deputados estaduais votam projeto polêmico de autoria do governo estadual, que propõe a criação de 41 cargos comissionados na Secretaria de Governo, que ainda não foi criada. A pasta será desmembrada da Casa Civil. A oposição ao governo não vai perder a chance de polemizar a proposta.

QUARTA-FEIRA, 6 DE FEVEREIRO DE 2013

POR REELEIÇÃO, BETO CRIA E DISTRIBUI CARGOS


Foi para a Assembleia Legislativa nessa terça-feira o projeto de lei para a criação dos cargos necessários a dar curso a reforma do secretariado anunciada e posta em execução pelo Governador Beto Richa.
A Casa Civil está sendo dividida em duas secretarias, sendo que a nova Casa Civil seguirá com a atribuição de acompanhamento dos projetos do governo, uma função mais relacionada com organização, planejamento e cobrança de resultados (tentar fazer acontecer o que não aconteceu), e a Secretaria de Governo assumirá e ficará responsável pela articulação política com os parlamentares nas três esferas de governo e prefeitos, além de funções de cerimonial e outras atividades ligadas à governadoria.
Embora o projeto não informe o impacto financeiro das alterações, o fato é que está se criando 41 novos cargos comissionados e autoriza o Governador a abrir os créditos adicionais para implantar todas as alterações.
Com essa manobra o Governador consolida mais a sua base de sustentação mas o governo perde credibilidade e capacidade de discurso no terreno da ética na medida em que a criação e distribuição de cargos está sendo utilizada para o acerto político dessa nova base do governo.
Recentemente a Presidente Dilma foi duramente criticada por convidar Marta Suplicy para o Ministério da Cultura, numa manobra para retira-la da disputa pela Prefeitura de São Paulo e abrir o caminho para a candidatura de Fernando Haddad. Na ocasião o uso do estado para fazer acerto político foi caracterizado pela mídia e pelos adversários como manobra fisiológica para beneficiar o PT e viabilizar o projeto de reeleição da Presidente, já que a eleição de Haddad era passo importante nesse sentido.
No caso de Beto Richa a situação ainda é pior na medida em que o que se está a fazer é a criação e a distribuição de cargos públicos para pavimentar a reeleição do Governador, circunstância que o deixará exposto à crítica dos seus adversários, especialmente nos aspectos ético e da eficiência na gestão pública, uma das bandeiras que Beto levantou na sua eleição.

Para quem, recentemente, acusou Dilma de “politizar tudo” (entrevista na Folha de SP) no episódio da redução do preço da tarifa de energia elétrica, o passo dado agora por Beto dá munição para a oposição. 


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DOMINGO, 9 DE DEZEMBRO DE 2012


Estelita Carazzai revela crítica Beto Richa a Dilma

A jornalista Estelita Hass Carazzai conseguiu emplacar bem o seu trabalho com o Governador Beto Richa na Folha de SP deste sábado. A entrevista saiu com destaque e faz Beto aparecer falando de política nacional num meio de comunicação importante no cenário nacional. Uma raridade. Me permito reproduzir aqui o belo trabalho da jornalista para a Folha.


Governo Dilma ‘politiza’ tudo, afirma Richa


Estelita Hass Carazzai
Folha de S. Paulo

Líder emergente no PSDB e amigo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o governador do Paraná, Beto Richa, diz que o governo federal está “politizando qualquer assunto” desde o fim da campanha eleitoral deste ano.

Em entrevista à Folha, Richa saiu em defesa dos Estados que não aderiram à renovação dos contratos de concessão do setor elétrico, proposta pelo Planalto.

Chamou Aécio de “pré-candidato”, disse que torce pela união entre o tucano e o governador Eduardo Campos (PSB-PE) e defendeu um novo pacto federativo, além da distribuição dos royalties do pré-sal -numa prévia do discurso tucano em 2014.

Folha – FHC e Sérgio Guerra lançaram o senador Aécio Neves à Presidência. O PSDB acerta em antecipar a escolha?
Beto Richa –Sim. Há um grande espaço que deve ser ocupado por um candidato de oposição. Aécio se encaixa bem nesse perfil.

É possível uma aproximação com Eduardo Campos?
É viável. Se houvesse a união das oposições em torno dele e do Aécio, seria uma candidatura forte. Sei que eles têm se falado. Torço por isso. O importante é que haja um namoro, e depois discutir quem será o cabeça de chapa.

Aécio foi incisivo contra o governo federal nesta semana. Ele está certo?
Está. Inclusive [a mudança no setor elétrico] é um bom assunto para ele se pronunciar. É uma barbaridade do governo federal. Como também discordo do veto à distribuição dos royalties do pré-sal. Temos assistido o governo federal enfraquecer sistematicamente Estados e municípios, tirando receitas. Parece que querem Estados e municípios cada vez mais dependentes, de pires na mão.

A mudança da tarifa de energia gerou reação dura do governo federal e dos Estados governados pelo PSDB; 2014 já começou?
Era esperado que, após as eleições municipais, já se iniciasse a campanha de 2014. Agora, qualquer assunto eles [governo federal] estão politizando. Disseram que os Estados foram insensíveis ao não aderirem à medida do setor elétrico. É o contrário. Estão tirando recursos da segurança, educação, saúde e desorganizando o setor elétrico.

O sr. falou de royalties. O Paraná irá ao Congresso pedir o veto do veto?
Vamos nos somar aos outros Estados. Acho injusto o veto, porque o petróleo é uma riqueza nacional



SEXTA-FEIRA, 1 DE FEVEREIRO DE 2013



Reforma de Beto: PMDB racha mais

A cada dia novos fatos complicam a participarão do PMDB no governo Beto Richa. A novela estica e nada é definido. Um encontro com o governador previsto para a última quinta chegou a ser desmarcado. O líder da bancada, Caito Quintana, diz que as conversar vão ser retomadas na segunda-feira, quando os deputados volta a ativa, com o reinício das sessões plenárias. Orlando Pessuti quer a Sanepar, mas com carta branca para indicar todos os cargos de destaque, diretores, assessores. O pedido parece exagerado para o governo e consta que está sendo negado. Mesma situação do deputado estadual, Luiz Eduardo Cheida (PMDB), cotado para assumir a Secretaria do Meio Ambiente. Cheida, no entanto, segue a linha Pessuti e quer autonomia para escolher também o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), órgão ligado à Secretaria do Meio Ambiente. O Palácio Iguaçu acha a exigência alta demais. Pessuti, que almeja a presidência da Sanepar, também quer ter a possibilidade de nomear diretores e assessores. No meio desse fogo cruzado, o líder da bancada, Caíto Quintana, reclama não estar sendo consultado sobre as negociações, exigências e acordos. De concreto até agora é a permanência do secretário do Trabalho, Luiz Claudio Romanelli,  que está no cardo desde o início do mandato de Beto Richa.

SEXTA-FEIRA, 1 DE FEVEREIRO DE 2013


REFORMA DE BETO À ESPERA DE PESSUTI: VAI?



A finalização da reforma que o Governador Beto Richa empacou na definição sobre a posição que o ex-Governador Pessuti ocuparia dentro do governo, com os rumores indicando que iria para a Sanepar.
A indefinição não é de Beto Richa e sim de Pessuti. É que o ex-governador está num drama: não sabe se fica ou se vai.
Hoje Pessuti está na seara do Governo Federal, ocupando uma posição de conselheiro num órgão estatal, e tem sérias dúvidas se deve mudar de posição. Até agora conversou, consultou, voltou a conversar e não decidiu.
O mais provável à essa altura dos acontecimentos é que Pessuti não vá para o Governo Beto Richa. Mas há quem ainda aposte de vai.
Enquanto isso o PMDB vai ter que aguardar sobre quais os outros cargos que terá no Governo Beto Richa.



DOMINGO, 27 DE JANEIRO DE 2013


A REELEIÇÃO E A FISIOLOGIA ORIENTAM CRIAÇÃO DE CARGOS

Meses atrás Dilma nomeou a Senadora Marta Suplicy para o Ministério da Cultura a foi duramente acusada pela oposição e por parte da mídia de usar o Estado para fazer acertos políticos, pois foi o modo de tirar Marta da disputa pela Prefeitura de São Paulo e limpar o trecho para Haddad.
Agora Dilma anunciou em rede nacional a redução da tarifa de energia elétrica e ainda alfinetou aqueles que se puderam contra a medida, dentre eles a empresa de energia de Minas Gerais, terra de Aécio Neves. Novamente a oposição e parte da mídia vê Dilma utilizando o Estado para seus desígnios políticos e que agora estariam voltados para a sua própria reeleição.
Mas as manobras políticas para ganhar energia para buscar a reeleição – na minha opinião, quase sempre legítimas – não são exclusividade da nossa Presidenta.
Belmiro Valverde escreve na Gazeta deste domingo (“Monteiro Lobato atualíssimo”) e faz todo um nariz de cera com Lobato para expor a utilização fisiológica do Estado para acertos políticos visando assegurar reeleição. Diz Belmiro que “Os governantes parecem ter uma compulsão em criar mais e mais estruturas administrativas como se – por um passe de mágicas – os problemas que supostamente elas irão resolver desaparecerão. Nesse processo, as estruturas governamentais não param de inchar e, não sejamos ingênuos, as oportunidades de acomodações meramente político-eleitorias junto com elas. O Governador de São Paulo acaba de acrescentar uma inovação surrealista: criou uma Assessoria Especial com status de secretaria de Estado para promover a aceleração dos projetos e obras das outras secretarias (…) Aqui no Paraná (…) agora teremos uma Secretaria de Chefia de Gabinete do Governador e uma Secretaria de Governo, além da Casa Civil”.
Beto e Alkmin foram além de Dilma, pois criaram estruturas para operar as suas reeleições. Aqui no Paraná a mexida foi grande, de modo a ajeitar melhor o PSD, o PPS e o PSC, no caso desse último alocando Ratinho Jr – que, segundo a campanha de Ducci para prefeito de Curitiba, comandada pelo PSDB, era totalmente inexperiente e incapaz de comandar a capital, agora vai comandar a secretaria de estado com um dos maiores orçamentos em matéria de distribuição de verbas para prefeituras, a do Desenvolvimento Urbano. E a mexida ainda não acabou.
Só falta a Sanepar parar nas mãos de Pessuti, de porteira fechada como dizem.



SÁBADO, 19 DE JANEIRO DE 2013


Beto Richa: Reforma demorada gera ansiedade

Aliados, secretários atuais e pretendentes estão à beira de ataques de nervos diante da demora do anúncio da reforma do secretariado do governador Beto Richa (PSDB).
A composição já passou por várias simulações, especulações, trocas e remanejamentos, mas ainda falta encaixar algumas peças.
De concreto é o espaço maior do PMDB no governo, confirmado pelo próprio governador, que prefere manter as mudanças em sigilo.
Um nome tido como imexível, mas não confirmado publicamente por Beto Richa (PSDB), é Ratinho Junior (PSC) que entra na equipe como secretário de Desenvolvimento Urbano, Cesar Silvestre, que até uma semana atrás não havia sido procurado pelo governador para tratar do assunto.
No mais, tudo o que foi dito não dura e pode mudar até a próxima semana, quando finalmente, o anúncio deve ser feito.


QUINTA-FEIRA, 17 DE JANEIRO DE 2013

Requião analista defende Ezequias

O senador Roberto Requião (PMDB) não perde um lance político. Sempre no melhor estilo irônico, de crítica contundente e sintonizado com o que pensa o povo, especialmente quando os assuntos são Beto Richa, Paulo Bernardo e Gustavo Fruet.
Agora, depois de entrar no debate sobre o subsídio do transporte coletivo em Curitiba, deu pitacos na polêmica causada em torno da revitalização da avenida Batel, onde será usado granito em uma parte do trecho.
Pelo twitter disparou que ” A guerra do granito do Batel dá a medida exata da mediocridade da imprensa em Ctba”, sinalizando que seria uma cortina de fumaça alimentada pela própria prefeitura para desviar o foco de temas polêmicos, como a Urbs e ICI. O prefeito Gustavo Fruet (PDT) não ficou imune à metralhadora de Requião: “Surge nova liderança que anda de táxi, usa havaianas, desmancha calçadas de granito, mas não mexe em tarifas,e pede subsídio para ônibus”. 
Não passou batido também para o senador a notícia de que Ezequias Moreira, diretor da Sanepar, pode assumir um cargo no gabinete de Beto Richa, já que a amizade dos dois é de longa data e Ezequias já foi chefe de gabinete do governador na prefeitura e na Assembléia Legislativa.
Ezequias foi crucificado pela imprensa pelo caso envolvendo a nomeação da sogra fantasma na Assembleia e apesar de ter devolvido o valor equivalente ao salário recebido, a história sempre o persegue.
De novo via twitter Requião tascou, mas na defesa: “Moralistas. Se Taniguchi pode ser secretário, Rossoni presidente da Assembléia, Beto governador, por que implicância com o bom Ezequias?”.
Questionou o senador, acrescentou que “Ezequias está muito acima da média do secretariado do governo. Leal, sério e mais culto que o Beto”.
Em relação a pessoa de Ezequias, Requião tem toda a razão na medida em que já reparou sua falta, passou muito tempo do episódio – o suficiente para cumprir algum castigo -, não consta que tenha sido condenado em nenhuma instância (Ficha Limpa), de onde resulta que as investidas contra Ezequias só podem ser fruto do uso da imprensa por adversários seus – quicá de dentro do próprio governo – para impedir que ocupe cargos mais relevantes.
Se já está em cargo na Sanepar, qual o diferença em de ir para uma secretaria?
Certamente, em termos de articulação política, Beto ganharia muito com a experiência de Ezequias que, diga-se, é reconhecida pelos mais ferrenhos adversários.

QUINTA-FEIRA, 17 DE JANEIRO DE 2013


Reforma de Beto adiada



Aliás, a tão esperada reforma do secretariado, prometida para final de dezembro foi adiada mais uma vez. A expectativa era de que os nomes fossem revelados nesta semana, mas vai ficar para o fim do mês. Há muito impasse, pressão de partidos, dificuldade em montar o quebra-cabeça.  Uma das mudanças envolve o Secretário do Trabalho, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), que estava sendo cotado para a Casa Civil, mas agora há possibilidade do deputado retornar à Assembleia como líder do governo. De certo só mesmo a entrada de Ratinho Junior (PSC) na Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Cézar Silvestri (PPS) será remanejado para outra secretaria.  Consta que Cesar Silvestri, atual secretário, nunca tratou do assunto com Beto Richa.






QUINTA-FEIRA, 17 DE JANEIRO DE 2013


Pessuti na Sanepar: Vale o quanto pesa?

Avançam as negociações para a ida do ex-governador Orlando Pessuti (PMDB)  na presidência da Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná). Pessuti, na verdade, está de olho na Copel e já deixou isso claro à equipe de Beto Richa. Caso não assuma um cargo de alto nível no governo, Pessuti se considera livre para articular com outras frentes seu apoio para outro grupo adversário, o da minsitra Gleisi Hoffmann (PT). É esperar pra ver.
Pessuti vale o quanto pesa?

SEGUNDA-FEIRA, 14 DE JANEIRO DE 2013


Ratinho no governo Richa

A presença de Ratinho Junior (PSC) ao lado do governador Beto Richa (PSDB) nesta segunda-feira foi interpretada como confirmação da ida do deputado para o governo. A posse como secretário de Desenvolvimento Urbano (SEDU) deve ser anunciada ainda nesta semana. Ratinho está prestes a assumir e levar toda a sua equipe para ocupar os cargos na pasta. É considerado um reforço político para a campanha de reeleição de Beto Richa. Cesar Silvestri (PPS,) aliado de longa data de Richa, deve ser remanejado para outra secretaria.

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