SAIU A RESENHA DAS REVISTAS VEJA, ISTOÉ E ÉPOCA.



O atraso das resenhas deve se a um motivo simples … os principais jornais da semana colocados no liqüidificador e batidos com nenhuma criatividade resultam nas pautas e reportagens dos três magazines.



Com matérias frias e que apenas reproduzem os fatos da semana, Veja elege a blogueira cubana como tema de capa e defende a tese de que a moca com jeitão de evangélica caipira e sorriso com falta de alguns dentes (talvez para reforçar a imagem de cidadã sofrida, oprimida e sem divisas para visitar o dentista) “assusta” e ameaca os tiranos ao redor do planeta … isso mesmo … parece que Veja acredita que o mundo, e os seus radicais governantes, irá mudar drasticamente a partir da ascensão da esforçada Yoani Sanchez e seu implacável e afiado teclado!


O brutal esforço que a mídia fez para elevar a cubana à condição de pop star recebeu valiosa colaboração de meia dúzia de malucos que insistiram em não deixa-la falar e nesse aspecto erraram muito porque se tivessem feito o contrário, deixando-o a falar, ter-se-ia visto que pouco acrescentaria sobre tudo o que já se diz e se sabe por aqui sobre o cansativo regime cubano, nada além daquilo tudo o que os americanos já disseram exaustivamente e o que todos os milhares de brasileiros que foram e os centenas que vão freqüentemente à ilha conseguem ver e sentir, além dos maravilhosos charutos.


Tirania e mártires à parte, nada mais merece destaque na principal revista.



Época dessa semana, fazendo jus ao grupo Globo, dá espaço a duas tramas oriundas da ficção: conta histórias de tráfico de pessoas semelhantes às retratadas na novela
Salve Jorge; e entrevista a insossa Yoani Sánchez, a blogueira mais financiada do mundo e eleita mártir no Brasil depois que meia dúzia daqueles bobos catapultaram a visita dela com protestos pueris. A reportagem de capa não fica atrás e explica a fórmula mágica de um best-seller americano: temos mais tempo do que pensamos para viver, basta organizar as prioridades. Maior descoberta da humanidade desde a roda. Mais pé no chão é a matéria que relata os entraves que asfixiam a expansão da economia brasileira. Sustenta que o mundo já não vê o Brasil como eldorado e o país perde competitividade para os colegas do Brics e outros emergentes, como México, Chile e Indonésia. A coluna de Felipe Patury diz que o ministro Joaquim Barbosa terminou o acórdão do processo do mensalão, e que o Instituto Lula já começou a recrutar jornalistas especializados em mídias sociais para a campanha de Dilma em 2014.



A IstoÉ dedica a capa às descobertas advindas da exumação dos corpos de D. Pedro I e suas mulheres, mas focou em curiosidades e detalhes particulares de uma monarquia que pouco ou nada acrescentou ao Brasil. Tema de importância histórica inquestionável, mas editorialmente o apelo é pequeno. No mais, cozidos com poucas contribuições sobre assuntos da semana: PT x PSDB e o começo da corrida presidencial, Yoani, Pistorius, morte de torcedor na Bolívia. Ricardo Boechat diz que a Universidade de Harvard quer abrir seu primeiro campus da América Latina no Rio de Janeiro, até 2017. São Paulo é o plano B. E vamos lá … para quem tem inimigos, segundo a polícia do Paraná, dêem de presente a eles uma agradável e inesquecível noite na UTI do aconchegante Hospital Evangélico!!! História que vai render muitas páginas e videos pela frente.



Quem entra a pé e acordado geralmente sai deitado e dorme para sempre! Abs


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