TARIFA: BETO RESPONDE FRUET

Reduzi a tarifa de ônibus sem qualquer ajuda, diz Beto Richa

O governador Beto Richa resolveu falar sobre a questão do subsídio da tarifa de transporte coletivo na região de Curitiba e reafirmou, hoje em Londrina, que técnicos do Estado preparam uma proposta para auxiliar as grandes cidades do Paraná na tarifa do transporte público. “Eu sei que é alta, quem usa transporte público são pessoas de baixa renda principalmente, trabalhadores, donas de casa e estudantes, os que precisam ter uma atenção maior do governo”, disse.

Richa destacou que quando assumiu a prefeitura de Curitiba, um dos primeiros atos foi baixar a tarifa de ônibus. “Fiz isso sozinho, sem ajuda do governador, sem ajuda do presidente da República”.

Ele lembrou de uma reunião que trouxe à capital paranaense prefeitos como José Serra (São Paulo), Fernando Pimentel (Belo Horizonte) e João Paulo (Recife) onde foi feito um apelo ao governo federal para isenção da passagem de ônibus de tributos federais que representam entre 20% e 30% no preço final da passagem.

“Não tivemos nenhuma resposta do governo federal. Assim como baixaram a conta de luz, podiam muito bem baixar a tarifa de ônibus nas principais cidades do país, como uma grande contribuição aos trabalhadores. Agora, no Governo do Estado é a primeira vez que se estuda uma possibilidade de ajuda no transporte público da nossas cidades”, completou.

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SEXTA-FEIRA, 15 DE FEVEREIRO DE 2013

Urbs e Ministério Público juntos na tarifa

Diante do impasse em torno da tarifa de ônibus e do seu subsídio, até o Ministério Público do Paraná resolveu entrar na discussão, cuja intervenção havia sido solicitada pelo Prefeito Gustavo Fruet. Distribuiu nota à imprensa justificando que considerando a necessidade de que os consumidores do sistema público de transporte coletivo sejam melhor representados, a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Curitiba, em comum acordo com a URBS, passará a integrar, a partir da próxima semana, as negociações já iniciadas. 
A ideia é não permitir  qualquer aumento acima da inflação.

SEXTA-FEIRA, 15 DE FEVEREIRO DE 2013

Beto x Fruet: Tarifa vai subir

Aumenta a pressão sobre o governador Beto Richa (PSDB) em torno da tarifa do transporte coletivo. A URBS encaminhou ao governo do Estado proposta de renovação do subsídio por 60 meses e definiu valores anuais. O contrato assinado no ano passado pelo governador Beto Richa e o então prefeito Luciano Ducci encerra em maio. Fruet confirmou que vai subir a passagem até o final desse mês, mas não adiantou para quanto. 

QUINTA-FEIRA, 14 DE FEVEREIRO DE 2013

Tarifa de Beto e Fruet na berlinda

O impasse em torno do preço da tarifa de transporte coletivo em Curitiba deve terminar nos próximos dias, quando o prefeito Gustavo Fruet (PDT) anuncia o valor do reajuste. A equipe de Fruet analisa os componentes que definem o preço, como o cálculo do aumento do diesel, de 5,4%, a correção mínima do salário dos trabalhadores do setor, que deve ser em torno de 6%, levando em consideração o Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Na pauta está ainda a possível contratação de mais cobradores, já que a lei que coloca fim a dupla função de motoristas, que dirigem e cobram a passagem, vai entrar em vigor em março.
Uma das medidas que poderiam melhorar a tarifa é fim da função de cobradores com a adoção de cartão magnético para pagamento da passagem e de introdução de tecnologia embarcada no sistema.
Mas isso implica em enfrentar a corporação sindical.

QUARTA-FEIRA, 13 DE FEVEREIRO DE 2013

Fruet x Beto: Pressão da tarifa aumenta

Diante do impasse sobre a liberação ou não do subsídio para a tarifa do transporte coletivo, uma pesquisa de opinião pública aumenta a pressão sobre o governador Beto Richa (PSDB).
Com caixa apertado, Richa está sendo cobrado para manter o subsídio que vinha destinando à prefeitura, instituído quando Luciano Ducci era prefeito e candidato à reeleição.
Na pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas de a lógica. 86,28% dos curitibanos querem que o subsídio seja mantido contra 11,40% que dizem não. A pesquisa mostra que 59,77% considera caro o preço atual da tarifa, que custa R$ 2,60. Outros 35,81% acham o preço justo e 3,95% dizem que a tarifa é barata.
Sem subsídio, o prefeito Gustavo Fruet (PDT) terá que recompor a tarifa e elevar para R$ 3,10 e, lógico, teme o desgaste político logo no começo da gestão e, óbvio, joga a batata quente para Beto Richa. Uma queda de braço que ninguém será vencedor porque se Richa subsidiar Curitiba uma fila de prefeitos de 399 municípios do Paraná vai exigir também o mesmo benefício. E se o benefício não for concedido para Curitiba a tarifa vai pesar mais no bolso do usuário do transporte da capital.
Uma boa preliminar para 2014.

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