Trabalhadores da educação apontam greve no Paraná

O Seminário Estadual dos Funcionários e Funcionárias de Escola chegou ao fim, no início da noite da última sexta-feira (22), com o traçar de metas sobre a carreira da categoria para próximos anos. 
O processo de luta dos funcionários foi um dos temas reconstruídos na fala da presidenta da APP-Sindicato, professora Marlei Fernandes de Carvalho. 
As necessidades de melhorias nas condições de trabalho, a análise econômica dos atuais governos serviram para delimitar o panorama da construção da greve, prevista para 13 de março de 2013. 
Com a promessa do Governo de, até o final de fevereiro, incluir na minuta a inclusão do reconhecimento da graduação dos agentes educacionais no Plano de Carreira do Quadro Próprio de Funcionários da Educação Básica (QFEB), a categoria se prepara para as próximas pautas de negociação. É que, para a entidade, a valorização dos funcionários da educação vai além das questões salariais. 
A APP busca a formação continuada dos trabalhadores em políticas pedagógicas e educacionais, para isso, outra proposta foi levada ao Seminário: a criação de um curso superior de tecnólogo para profissionalizar os agentes II e a realização de cursos específicos nas áreas de meio ambiente, alimentação e segurança para os agentes de apoio. 
Nas políticas a longo prazo em prol da carreira, os trabalhadores levantaram a necessidade de estudar as disposições do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para, até 2020, vincular para o pagamento de salário dos funcionários  à receita do Fundo. 
A categoria pretente a incorporação do auxílio transporte ao salário. O Seminário reafirmou a necessidade da reformulação no plano carreira, a luta pelo concurso público, a reposição salarial, e a formação continuada. “A vitória que tivemos em fazer o governo em recuar, naquilo que ele tinha nos tirado (a graduação para os agentes I e especialização para os agente II) isso é importante, mas não significa parar a luta!”, afirma a presidenta da APP. 
A expectativa da entidade é de reunir mais de 100 mil professores e funcionários nas 2,1 mil escolas públicas do Paraná no próximo dia 13 de março e a intenção é a deliberar por cruzar os braços por tempo indeterminado e, fundamentalmente, cobrar que o Governo Beto Richa cumpra os compromissos assumidos na campanha de 2010: implantação de 33,3% de hora atividade; aumento salarial de 7,12 para ir em direção ao Piso Nacional; aprovação e adequações na carreira de um novo modelo de atendimento à saúde dos trabalhadores; revisão e debate da matriz curricular do ensino fundamental.


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