A RESENHA DAS REVISTAS VEJA, ÉPOCA, ISTOÉ.

Esta lá ele de novo para decorar a capa de Veja! O hermano Papa Chicão como que dando uma bronca na rainha Dilma e na sua, segundo a oposicão, bizarra colega Cristina Kirchner, ambas minimizada pelo Photoshop. Pena a revista nao valorizar tanto a sua capa em relação a boa matéria que nos traz um raio X da postura do então Cardeal argentino Bergoglio frente ao regime autoritário militar dominante nas décadas de setenta e oitenta. A oportuna reportagem ouviu influentes personagens da época, todos em defesa do Papa, sobre a especulação de que ele teria apoiado algumas medidas ditatoriais. Na verdade, um certo agito só em razão da súbita notoriedade do personagem central: o antes argentino que virou o nosso, e do mundo, Chicão. Vale a leitura que nos leva a concluir o contrário do que insiste em afirmar a voz de alguns perseguidos. O texto ainda revela que o padre Francisco teria dado um pequeno puxão de orelhas nas presidentes latinas e pedido para que elas não pratiquem a política do populismo. Ou não avisaram a revista ou o Papa que o recado chega tarde demais e – mesmo que não fosse – jamais seria assimilado pelo Papa muito menos praticado pelas duas dirigentes, cujo discurso é o combate a miséria. A coluna Radar continua a nos dever um furo jornalístico. O mesmo vale para Holofote, que apenas especula e parece perder a oportunidade de valorizar a notícia inédita. O melhor de Veja esta do meio da revista para o final. O degustador de charutos “aromatizados” Bill Clinton agora prega a cooperação como o melhor instrumento político para as nações se ajudarem e formarem um mundo melhor. Provavelmente uma jogada de marketing do ex-presidente americano para continuar a vender suas rentáveis palestras mundo afora. As páginas de Cultura justificam a compra de Veja. Boas dicas de cinema, música e livros com destaque para “Refúgios do Olhar”, um misto de fotos e pequenos textos que retratam o saudoso e impecável Rio de Janeiro da década de 40. Os cariocas, como zumbis, queren sair da cova dançando ao som dos melhores sambas. Aparentemente um ótimo livro,  baseado no trabalho do anônimo fotografo austríaco Kurt Klagsbrunn. Para não passar batido no quesito “pau no PT”,  a semanal finca a lança no peito de um novo ministro da rainha Dilma. O recém chegado titular da Agricultura, Antônio Andrade, a revista jura que ele mantém no interior de Minas Gerais um abatedouro clandestino que produz carnes nas piores condições de higiene. A frigideira já ferve para o peemedebista e, a considerar as terríveis e nojentas fotos do matadouro, e bem provável que a cabeça do prezado político seja decepada em poucos dias. Cuidado … as fotos são de vomitar ! 

Época conta em interessante reportagem de capa que as mulheres, depois de conquistarem o mercado e a política, agora sonham subjugar os homens e transformá-los em meros serviçais. Não basta aos marmanjos o esforço descomunal de lavar a louça na hora do futebol, trocar fraldas sem sujar a camisa, ir à reunião da escola aguentar aquele converseiro ininteligível de mãe reclamando de professora em vez de ir ao bar (além de prover a casa, fazer consertos domésticos, dar bronca nos filhos, etc.): elas querem sempre mais, um embornau sem fundos. Demasiadamente feminino. Falta pouco para surgirem movimentos de resgate aos direitos dos homens. Aos retrossexuais, machões à moda antiga, uma informação alentadora: uma pesquisa da Universidade de Washington constatou que quando os homens assumem tarefas consideradas femininas, como lavar a roupa, a frequência com que o casal faz sexo diminui. Jece Valadão vibra, mas a feminista chata já vai logo dizendo que essa também é a razão que explica o fato das mulheres se afastarem da coisa mais cedo que os homens. A revista escolhe FHC para abrir uma série de entrevistas semanais com “líderes” brasileiros. A conversa, abstrata e enfadonha, reflete o desnorteamento da oposição brasileira. “É difícil imaginar assim, de repente”, respondeu o líder intelectual do tucanato quando perguntado sobre qual deveria ser a estratégia para o Brasil. Sintomático. Nos poucos bons momentos, ataca a aflição do atual governo em mudar regras ao menor sintoma de dificuldade e diz perceber sentimento “mudancista”, ao menos entre a população “que lê jornal” – pouca gente, como se vê nas pesquisas eleitorais dos últimos dias -. FHC dá sinais que a oposicão está como cachorro caído de mudança. E, coincidência ou não, a mesma revista que tem atirado quilos de confete sobre o grupo do governador Sérgio Cabral e do prefeito carioca Eduardo Paes, agora lança denúncia de pagamento de propina contra o senador Lindbergh Farias, potencial candidato do PT ao governo fluminense. Coisas do mundo da política.

Já a Gaviões da Fiel conquista a capa de uma revista semanal brasileira, e num ambiente bastante familiar. A IstoÉ dramatiza a situação dos 12 corintianos presos na Bolívia após o assassinato ainda não explicado de um menor, torcedor do San Jose, em jogo da Libertadores, e cita o “abandono” do governo e chora junto com as famílias dos detidos no Brasil. Sim, ainda que houvesse certo abuso de autoridades bolivianas, mas tratar torcedores organizados como pobres e inocentes vítimas numa reportagem de capa e criar constrangimento diplomático, mesmo diante de barbáries muito piores cometidas diariamente nas cadeias brasileiras… menos, IstoÉ. E começou a corrida presidencial!!! Será que nossa rainha vai suar a camisa para brigar e tentar vencer o playboy cinqüentão Aécio, a paladina da natureza Marina e o desconhecido governador nordestino Eduardo. 
Pelo andar da carruagem e das pesquisa do Ibope e o Data Folha vai ser a noite de São Bartolomeu para a oposição.
Vamos assistir de camarote! Abs 

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