As alianças locais do PMDB contra a chapa Dilma/Temer

Em mensagem na Convenção Nacional do PMDB, que acontece neste sábado (2), em Brasília, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a aliança PT-PMDB para as eleições 2014, hoje corporificada na chapa DILMA/TEMER, presidente e vice-presidente.

A mensagem de Lula foi lida pelo presidente do partido, Rui Falcão: “No meu governo, o PMDB deu contribuição fundamental e no governo Dilma estreitamos ainda mais as nossas relações em que o vice-presidente Michel Temer tem cumprido papel significativo. (…) Um partido que conta hoje com lideranças tão significativas e lado a lado com a presidente Dilma teremos conquistas ainda maiores”.

A convenção deste sábado elegeu os novos membros do Diretório e da Executiva Nacional e confirmou o nome do vice-presidente da República, Michel Temer, na presidência do partido pelo 12º ano consecutivo.

O encontro serviu também para marcar a posição política do PMDB e com a continuação de Temer na chapa com Dilma, em um momento de muita especulação sobre as candidaturas para as eleições de 2014 e de uma suposta substituição do PMDB pelo PSB na chapa do PT.

O factóide da substituição de Temer ganhou força e na semana passada, depois que o rumor de uma possível substituição de Temer na chapa de Dilma começou a circular, Lula se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, o peemedebista Henrique Eduardo Alves (RN) e negou que o PT ou ele estivessem pensando em outro nome para ser vice na campanha de reeleição.

A presidente Dilma Rousseff também esteve da convenção. Destacou a importância do partido desde o processo de luta contra a ditadura, bem como a participação em todas as fases de redemocratização do país, a exemplo do movimento Diretas Já, a eleição de Tancredo Neves e a condução, pelo presidente da Câmara, da elaboração e aprovação da Constituição de 1988, também conhecida como Constituição Cidadã.

Dilma ressaltou, ainda, o papel do PMDB no governo e a atuação como maior partido do Brasil, presente em todos os municípios na conquista dos grandes avanços sociais alcançados nos dois últimos anos, onde “mais de 22 milhões de brasileiros saíram da linha da pobreza”, pontuou a presidente, que aproveitou para reafirmar a duradoura aliança entre PT e PMDB.

Michel Temer se reelegeu presidente nacional do PMDB, um longo exercício de poder de 12 mandatos consecutivos, nada diferente do que normalmente acontece nas outras legendas onde também os presidentes criam raízes e até morrem nos seus cargos.

Temer deixou claro a disposição do PMDB de continuar a parceria com o PMDB e, é claro, com ele na posição onde já está, condição que lhe deverá impor algumas tarefas e uma delas, talvez a principal, é de assegurar o apoio integral do PMDB à candidatura da presidenta, de norte a sul, resultando que os PMDBs locais poderão, no máximo, ter candidaturas próprias em confronto com as do PT, mas ninguém poderá freqüentar o palanque tucano.

As manifestações públicas de Dilma e Lula colocam duas boas questões no cenário e que deverão ser objeto de reflexão para todos os que estão no barco do Governo Federal e fora dele.

A primeira é que está se encurtando o espaço daqueles que imaginam um cenário para a chapa do PT diferente daquele que está consolidado hoje com Dilma e Temer. 

A segunda é para os peemedebistas que em seus estados estão desenhando alianças com o PSDB, portanto, fora da aliança nacional PT/PMDB, colocarem as barbas de molho, pois essa aliança Dilma e Temer deverá cobrar compromissos nos palanques locais.

O PT aceitará que o PMDB do Paraná esteja empenhado em reeleger um governador que em seu estado estará empenhado em derrotar a chapa Dilma/Temer?

QUARTA-FEIRA, 27 DE FEVEREIRO DE 2013

Temer pode tirar PMDB de Beto Richa

O vice-presidente da República, Michel Temer, será reeleito presidente nacional do PMDB durante convenção nacional neste sábado em Brasília e não irá se licenciar da presidência como o fez quando compôs a chapa de Dilma Rousseff.

O Paraná tem 37 delegados com direito a voto na convenção nacional, entre eles, os senadores Sérgio Souza e Roberto Requião.

A decisão de Temer de exercer a Presidência do Partido é uma evidência de que vai coordenar pessoalmente as alianças regionais do partido de maneira que elas permaneçam alinhadas com a chapa em que Dilma será candidata a Presidente e ele a Vice.

Significa dizer que tal postura terá impacto no Paraná, onde parte do PMDB migrou para o Governo Beto Richa, que estará no palanque tucano na eleição presidencial, do lado oposto de Temer.

SÁBADO, 23 DE FEVEREIRO DE 2013

LULA RESOLVE O FACTÓIDE DO VICE

Impressionante como a mídia política se entrega de corpo e alma para as especulações que freqüentemente abundam os bastidores do mundo político e acaba sendo utilizada por elas.
O objeto das especulações nos últimos dias foi o Vice-Presidente Michel Temer que, segundo respeitáveis comentaristas políticos, estava com a sua posição ameaçada por uma suposta iniciativa política do ex-Presidente Lula para substituí-lo pelo Governador de Pernambuco Eduardo Campos.
Absolutamente nada justifica a intensidade como a informação emergiu nas páginas dos jornais, a não ser o fato de que, legitimamente, algumas lideranças do PSB, à frente o deputado Beto Albuquerque, ventilam a hipótese da agremiação a apresentar-se com candidato próprio em 2014.
No curso da semana Beto Albuquerque protagonizou um debate com o deputado Roberto Freire, no programa Entre Aspas, da Globo News, e deixou a impressão de que a hipótese está muito longe de se tornar realidade e os argumentos que utilizou leva quem lança um olhar desacostumado sobre eles a não leva-los muito à sério, pois, rigorosamente, não existem divergências que justifiquem a saída do PSB da base do governo. Nas palavras de Beto, o PSB quer consolidar os avanços obtidos nos 10 anos de poder do PT e avançar ainda mais, coisa que qualquer neófito sabe que se obtém com novos pactos programáticos e não com dissidência.
O PSB continua mais para PT do que para PSDB.
Além disso não se inventa um candidato a presidente da noite para o dia, sobretudo para uma agremiação que está na base do governo desde sempre e cresceu nas últimas eleições beneficiando-se disso.
Nesse semana Lula viu-se obrigado a receber o líder do PMDB, Henrique Alves, e autoriza-lo a sair dizendo que Temer vai continuar como vice de Dilma.
Pronto, está desfeito o factóide.

QUINTA-FEIRA, 14 DE FEVEREIRO DE 2013

Eduardo Campos quer PSB com Dilma em 2013

“Vou esperar o jornal de amanhã para ver o que Lula vai me dizer”. Foi com essas palavras que o bem humorado Eduardo Campos confrontou a disposição da mídia de fabricar notícias sobre uma suposta candidatura sua em 2014 contra a Presidente Dilma e de antecipar o que poderá ser seu próximo encontro com o ex-Presidente Lula. Campos brincou dizendo que possível que a conversa saia na imprensa antes mesmo de acontecer.
O Presidente Nacional do PSB e Governador de Pernambuco informou que o encontro com Lula nem foi agendado, mas que deverá ocorrer nos próximos dias.
Campos afirmou que respeita aqueles que, dentro do PSB, defendem que a agremiações apresente candidatura própria na eleição presidencial em 2014, mas entende que o partido deve estar alinhado à presidente Dilma neste ano que considera muito difícil para o país.

Quarta, 13 de fevereiro

Eduardo Campos e Ducci 1

Os desdobramentos da corrida pela sucessão presidencial vão trazer impacto direto em Curitiba e realinhar as forças políticas da capital. Dizem por aqui que o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, só aguarda audiência com o ex-presidente Lula para declarar que é candidato a presidente e que o partido não abre mão. Ele vem dando sinais que entrou de vez na corrida presidencial de 2014. Primeiro, trabalhou nos bastidores para derrotar o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) na eleição para a presidência da Câmara. Perdeu. Mas marcou posição e acabou ficando ao lado da opinião pública. Também foi um dos poucos políticos nacionais de expressão a defender publicamente o procurador-geral da República, Roberto Gurgel das ameaças que sofreu de abertura de um processo de impeachment, que estaria sendo patrocinado por aliados do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Na agenda de pré-campanha de Campos está marcado inclusive um grande ato público para 5 mil empresários em Porto Alegre, no dia 19. Em Curitiba, o governador também vai marcar presença definindo uma agenda em conjunto com o ex-prefeito Luciano Ducci (PSB), principal liderança do partido no Paraná.

Se quiser ser candidato mesmo, Campos vai ter que fazer uma agenda intensa no sul, onde é um ilustre desconhecido, o que pode dar argumento para a oposição em Pernambuco.

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Eduardo Campos e Ducci 2

Luciano Ducci é apontado pela cúpula nacional do PSB como o coordenador regional da região sul da campanha de Eduardo Campos. Sem cargo no governo Beto Richa (PSDB), Ducci está livre para articular a candidatura de Campos inclusive no interior do Paraná. Será o ponto de apoio do presidenciável no estado e o responsável por formar um arco de alianças para fortalecer a candidatura de Campos.
A situação muda se Eduardo Campos for convencido pelo PT a aceitar a vice na reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Nesse caso, PT e PSB encabeçariam a chapa nacional e ficariam unidos também em Curitiba. Esse vai ou não vai pode levar Campos ao descrédito.

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Eduardo Campos e Ducci 3: Contra Beto?

Ainda na projeção sobre a disputa presidencial, com Eduardo Campos abrindo mão da disputa e saindo na vice de Dilma Rousseff (PT), o arranjo provocaria outro resultado inusitado em Curitiba. Luciano Ducci, que foi vice de Beto Richa na prefeitura e teve o apoio do governador na campanha municipal em que foi derrotado, passaria a ser adversário do padrinho porque certamente o PSDB vai ter candidato próprio a presidente. Um dos nomes é o de Aécio Neves. Nesse contexto, Ducci passaria de adversário de Fruet a aliado na coligação PT-PSB-PDT e trabalharia contra o candidato de Beto Richa. A decisão viria de cima para baixo.
O mesmo risco Beto corre com o PMDB.

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O mais novo sonho: Campos candidato em 2014

A iniciativa de fazer Eduardo Campos uma candidatura presidencial ganha corpo dentro PSB.
Ele deve começar a percorrer o país para mostrar a cara e ficar mais conhecido. Seria o início do afastamento do governo Dilma, mas com cuidado para evitar rota de colisão desde já. Quem confirma é o deputado gaúcho Beto Albuquerque, líder na Câmara. Segundo o parlamentar, “é um consenso dentro do PSB” e nas reuniões internas, o governador pernambucano revela-se “entusiasmado.” A essa altura, declara o deputado, já não espaço para apelos de Lula em favor de Dilma. “O Lula não pode nos impedir de fazer o que ele fez. Ele é o nosso ensinamento, nosso exemplo é o Lula.”
Campos vai ter que gastar a sola de um grande estoque de sapatos para deixar de ser um ilustre desconhecido no lado debaixo do Brasil, onde poucos sabem quem é, o que faz e o que pensa.
Não há muito tempo e os outros (Aécio e Marina) já estão muito a sua frente.
Também não existem outros partidos dispostos a compartilhar desse sonho com o PSB.
Sem uma boa frente partidária será apenas um sonho de uma noite de verão, muito menor do que foi Ciro Gomes.

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