BETO FAZ FESTA NA DUPLICAÇÃO DA BR DO CAFÉ

Apesar de ser uma obra executada com recursos exclusivamente da concessionária, de ser uma obrigação contratual imposta na gestão de Jaime Lerner, que impôs a condição contratual, apesar do prazo de 7 anos para a sua inteira execução, o anúncio da duplicação da Rodovia do Café foi muito comemorada pelo Governo Beto Richa.

Pelas redes sociais o Governador Beto Richa anunciou: “Agora, em PG, vamos anunciar a duplicação da BR-376, a Rodovia do Café. A ordem de serviço será assinada no Trevo do Caetano, no início da rodovia. O trecho entre Ponta Grossa e Apucarana tem 244 quilômetros. Destes, apenas 13 quilômetros já estão duplicados, na Serra do Cadeado, entre Mauá da Serra e Ortigueira. A obra terá 231 quilômetros, incluindo o contorno em Apucarana. Serão duas frentes de trabalho: 30 km por Ponta Grossa e 20 km por Apucarana. Todo o projeto de duplicação da estrada foi negociado pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar) e a Concessionária CCR RodoNorte. Depois, na Avenida Vicente Machado, no cento de PG, vamos entregar 14 viaturas para as policias militar e civil – uma para Castro – e anunciar diversas obras para o município. Investimento de R$ 120 milhões em habitação, saúde, energia, saneamento e infraestrutura. À tarde vou para Tibagi e Piraí do Sul para entregar títulos de regularização fundiária em terras devolutas para 64 famílias”.

O governador Beto Richa e o presidente da Concessionária CCR RodoNorte, Silvio Marchiori, responsável pela BR-376, conhecida como Rodovia do Café, anunciaram nesta quinta-feira o início da duplicação da rodovia no trecho entre Ponta Grossa e Apucarana.

Segundo o governador, a Rodovia do Café é uma das principais vias do Estado e sua duplicação ajudará no desenvolvimento sustentável da região e do Paraná. Richa lembrou ainda que os Campos Gerais é uma região privilegiada pela infraestrutura, disponibilidade de matéria prima e mão de obra qualificada.

Esse tema deverá seguir na pauta política, pois o anúncio daquilo que é apenas um dever da concessionária, duplicação da rodovia cuja gestão assumiu mediante contrato de concessão e remunerada com bom pedágio, aos olhos da oposição acabou virando festa do Governo do Estado em momento pré-eleitoral.
Há quem já esteja dizendo que Beto está faturando os méritos de Jaime Lerner, que foi quem concedeu a rodovia e impôs a exigência de duplicação no contrato.

O bate boca deve durar pouco porque a repercussão eleitoral da medida não será grande na medida em que a duplicação deverá demorar 7 anos e pouca coisa será feita até outubro de 2014 a ponto de influenciar no resultado da eleição.

O primeiro trecho a ser duplicado é de apenas 20 km, a partir do trevo do Caetano em Ponta Grossa e, segundo a assessoria da CCR-Rodonorte, há um outro projeto para duplicar mais onze quilômetros – na sequência dos onze primeiros. Um terceiro projeto também prevê – ainda sem prazo definido para início – a duplicação do trecho Apucarana a Califórnia partindo da primeira cidade. A obra tem de estar pronta até 2021, quando vence o contrato de concessão, e vai custar – ao todo – cerca de R$ 1,2 bilhão.

Beto Richa afirmou que a obra não vai acarretar aumentos na tarifa de pedágio além dos que já estão previstos em contrato. “A gente não discutiu a prorrogação do contrato agora. Esta obra é fruto do diálogo entre o governo e as concessionárias que permitiu a retomada de investimentos dessas empresas em todas as regiões do Paraná”, salientou.


DO PORTAL DO ESTADO DO PARANÁ
A matéria veiculada no Portal não refere que os recursos utilizados para a duplicação são exclusivamente da concessionária, embora na suas falas o Governador ressaltou tal aspecto.

Rádio – Noticias

07/03/2013

Governador Beto Richa autoriza a duplicação da BR-376, entre Ponta Grossa e Apucarana

O governador Beto Richa autorizou, nesta quinta-feira, a duplicação da BR 376, conhecida como Rodovia do Café, entre Ponta Grossa e Apucarana. O valor do investimento é de um bilhão e 200 milhões de reais e a concessionária CCR Rodornorte terá sete anos para concluir a obra de 231 quilômetros. O trecho tem um tráfego diário de 10 mil veículos. Beto Richa afirmou que a duplicação é uma conquista importante para o Estado, que se viabiliza após 30 anos da conclusão da rodovia, e que todo o Paraná tem ganhado com os investimentos em infraestrutura. A duplicação vai começar em 60 dias a partir do Trevo do Caetano, em Ponta Grossa. O primeiro trecho terá 20 quilômetros, sendo que 11 quilômetros devem ser entregues em 15 meses. Ainda neste ano será aberta mais um frente de trabalho, de mais 20 quilômetros a partir de Apucarana. O trecho inicial, de nove quilômetros, vai até o município de Califórnia. O projeto de construção da nova pista, ao lado do traçado atual, inclui intervenções para correções da geometria de curvas, entre outras melhorias. Somente para a recuperação e melhoria da malha rodoviária estão sendo investidos 840 milhões de reais em obras nos 11 mil e 800 quilômetros de estradas estaduais. O presidente da CCR Rodornorte, Silvio Marchiori, destacou a atual relação de respeito e entendimento com o governo estadual, com a retomada de investimentos nas rodovias concessionadas. O secretário estadual da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, afirmou que o Governo do Estado está investindo e integrando grandes corredores rodoviários que impulsionam o deslocamento de pessoas e o escoamento da produção agrícola. O prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel, afirmou que essa obra era um sonho antigo dos moradores da cidade. O prefeito de Apucarana, Beto Preto, também participou da cerimônia, que aconteceu o Trevo do Caetano, em Ponta Grossa. (Repórter: Jeferson Nunes)

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