Depois de 3 mortes, carcereiros do PR serão escoltados

Em menos de dez dias, dois agentes penitenciários morreram no Estado

O governo do Paraná decidiu, nesta terça-feira (19), oferecer escolta aos agentes penitenciários em todo o estado. A medida foi tomada após o segundo caso de homicídio contra carcereiros em Curitiba. No fim da tarde de segunda-feira (18), ele foi morto quando acabava de chegar à casa dele, no Bairro Alto. Cinco dias antes, outro agente morreu em um crime semelhante.
A Polícia Civil ainda não descarta que as mortes possam ter relação. “Nada está descartado. No processo investigatório, não se descarta nenhuma possibilidade. Todas são investigadas, todas são analisadas e o que sobrar é a verdade”, diz o delegado Hamilton da Paz, que investiga o crime.
Na manhã desta terça (19), os agentes que trabalham no Complexo Penal de Piraquara fizeram um protesto para pedir melhores condições de trabalho e de segurança. A paralisação, que durou todo o dia, acabou adiando um mutirão da Justiça que estava previsto para ocorrer durante esta semana.
A medida coincide com a transferência de uma grande quantidade de preços do Paraná para outros estados, determinada também pelo Governo do Paraná, pois, segundo o próprio Governador Beto Richa, se constatou comunicação de presos para fora dos presídios.

TERÇA-FEIRA, 19 DE MARÇO DE 2013

3 AGENTES PENITENCIÁRIOS ASSASSINADOS EM 1 SEMANA

O Diretor do Departamento Penitenciário do Estado (Depen) anunciou nesta terça-feira o adiamento do MUTIRÃO CARCERÁRIO que havia sido anunciado como providência para aliviar a população carcerária no Paraná e que promoveria a revisão de 1,4 mil processos envolvendo análise de progressão de regimes aberto e semiaberto, as liberdades condicionais, indultos e comutação e revisão de penas.
O adiamento é conseqüência direta dos dois assassinatos de agentes penitencíários ocorridos no prazo de apenas uma semana e que motiva o protesto da categoria por segurança nos presídios paranaenses e que inclui o bloqueio aos portões de acesso ao Complexo Penal em Piraquara.
Em apenas uma semana três agentes penitenciários foram assassinados.
O primeiro ocorreu no dia 11, último, no Bairro Xaxin, e produziu o óbito de Neusa Bednarzuc, de 43 anos, em princípio, por ter reagido a um assalto.
A segunda morte foi de Valdeci Gonçalves da Silva, de 35 anos, assassinado com 11 tiros, na Cidade Industrial de Curitiba, na noite de quarta-feira (13).
Nesta segunda-feira ocorreu a terceira morte, de um agente penitenciário de 47 anos que foi assassinado na Rua Francisco das Chagas Lopes, no Boa Vista, em Curitiba, por volta das 18 horas desta segunda-feira (18), dentro da sua casa.
A polícia está investigando se os casos têm relação entre si.
A situação é delicada porque no estado vizinho de Santa Catarina está em curso uma série de atentados organizados por facções criminosas e já se teve notícia de episódio de execuções de agentes penitenciários a mando do crime organizado dentro de presídios.

Um comentário:

  1. Anônimo19/3/13
    O descaso com a classe dos agentes penitenciários é muito grade, é uma categoria que sofre com a invisibilidade social, só sendo “lembrada” quando ocorrer rebeliões dentro das unidades carcerárias. O governo do estado deveria rever a política de segurança dentro dos presídios que muitas vezes apenas favorece o preso deixando o agente penitenciário refém de criminosos,

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