EDUARDO CAMPOS SÓ ESPALHANDO BRASA

Eduardo Campos, Governador de Pernambuco, esteve em São Paulo nesta semana e falou a empresários, um ritual seguido por todos os pretensos candidatos a presidente da república desde sempre, ir a São Paulo para convencer a elite paulista.
Depois de ter dito que não é de esquerda e nem de direito dias atrás, Eduardo Campo segue revelando que ainda não tem anda em mente sobre o que pode vir a ser o Brasil sob sua nova direção.
Aos empresários revelou um ensinamento que adquiriu do seu avô, Miguel Arraes, um ícone da resistência contra a ditadura e um mestre na arte da dissimulação política. “Um monte de político se junta e diz: ‘Olha, a gente precisa ganhar a Presidência da República’. É como dizia o meu avô, na política você encontra 90% dos políticos atrás de ser alguma coisa. Dificilmente eles sabem para quê.”
Como o avô, genérico, sem dizer como, Eduardo afirma que “Esse é o momento para que o Brasil aprenda a viver com diversidade. Fazer crítica não é ser contra, não é ser inimigo (…) Dá para ser melhor. E não é uma ofensa para quem está aí você dizer que dá para ser melhor. Nós queremos mais. E que bom que queremos mais, né? Isso deveria desafiar as pessoas a fazer, a quebrar o velho costume e afirmar novos valores (…) Dá pra fazer muito mais (…) E isso não vai ser feito se a gente não renovar a política. O pacto político que hoje está no centro do governo que eu defendo, que ajudei a eleger, a meu ver, não terá a condição de fazer esse passo adiante. Não vai fazer. As últimas eleições no parlamento brasileiro são uma indicação. É ficar de costas para tudo isso.”

Reclama que “é falar com o governo pela imprensa. Não quer me receber? Você pode tuitar. Eu, por exemplo, tive a oportunidade de dar a minha opinião sobre a Medida Provisória dos Portos pela imprensa, porque não tive a oportunidade de discutir antes. Apesar de o meu estado ter o porto público mais eficiente do Brasil. Eu podia até ser convencido de que estava certo. Mas não custava nada ouvir a mim e a outros.”
E segue na cantilena de que “Enquanto o Brasil diz que tem o petróleo do pré-sal, importa gasolina. A Petrobras, que já foi ‘case’ de sucesso lá fora, tá cheia de problema. E aí? Vamos ficar discutindo a eleição que vai ter em 2014 ou o país? Porque daqui a pouco a gente não sabe nem o que vai encontrar em 2014, entendeu? Precisamos encontrar em 2014 um país em que seja possível fazer algo para ele melhorar. E, sinceramente, a gente não pode ficar pelos cantos, constrangido em fazer o debate.”
Como ainda tem juízo, Eduardo ressalva que “Só não vamos nos meter em aventura. E não vamos ajudar a destruir o que nós construímos. Nós queremos é seguir adiante, não é desmanchar as coisas boas que foram feitas. Nós queremos fazer mais coisas boas”.
É um discurso de que tem que discutir o país, discutir o país, discutir o país … mas que, até aqui, no fundo, é apenas mais uma conversa de quem acha pouco o espaço que tem e não vê como conquistar mais espaço, no caso a vice-presidência de Dilma, hoje ocupada pelo PMDB.
Por enquanto, os movimentos de Eduardo Campos configura aquilo que Miguel de Arraes diria ser um político “a procura de alguma coisa” que ele não sabe para quê.
Talvez, por enquanto, seja só para “ganhar a Presidência da República”, sem saber com quem e para quê.
Vamos aguardar.
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