FRUET ANUNCIA PASSAGEM DE R$ 2,85 E PASSA BOLA PARA BETO RESOLVER O SUBSÍDIO EM MAIO

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Município anunciou nesta terça-feira que a tarifa do transporte coletivo de Curitiba e municípios integrados será de R$ 2,85 a partir de zero hora de quinta-feira (dia 14). O valor já leva em conta a possibilidade do corte, pelo governo do Estado, do subsídio criado no ano passado e que beneficia os municípios da Região Metropolitana. “Não seria justo transferir para a população o custo do fim do subsídio”, disse o prefeito Gustavo Fruet.

Fruet explicou que, sem o aporte do governo estadual, o custo real da passagem, para manter a integração com os 13 municípios vizinhos da capital, chegará a R$ 3,13. 
A diferença de 28 centavos, necessária para cobrir os custos dos municípios integrados, será, a partir de maio, responsabilidade da Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba), ou seja, Fruet transferiu a batata quente para o Governador Beto Richa, inventor do subsídio no transporte coletivo integrado.
Fruet aplicou o máxima secular de que “quem pariu Mateus que o embale”.


Com isso Fruet manteve a iniciativa política no tema e mantém o desgaste político a que vem se submetendo o governador Beto Richa desde que anunciou a retirada do subsídio.

Em maio, se não achar uma solução até lá, a Comec, sob o comando do Governador, deverá anunciar a nova tarifa a que estarão sujeitos os usuários da região metropolitana de Curitiba, nos municípios onde há a integração.

O quadro político que se formou significa que, na prática, Curitiba deixa de coordenar o transporte coletivo da região metropolitana, o que vinha fazendo através da Urbs, por delegação da Comec .

O prefeito anunciou também uma auditoria no transporte coletivo, medida que irá se somar à que foi anunciada durante a semana passada da a criação da comissão que vai analisar a composição da tarifa e o funcionamento do sistema.

Segundo Fruet essas medidas darão transparência ao transporte público da capital.

Segundo o Município o reajuste na tarifa é de 9,6%. Entre outros componentes, pesam nesta tarifa o aumento nos preços do combustível e lubrificantes (12,3%); pneus (7,8%) e reajuste salarial de motoristas e cobradores (10,5%), além do custo de peças e acessórios, de 1,17%, e do preço dos ônibus, também de 1,01%.

Outro dado importante nesta conta foi a redução em 2,1% do número de passageiros em 2012, ou seja, 500 mil passageiros a menos por mês. Como a tarifa é, na prática, o rateio do custo do transporte, quanto menor o número de pagantes, maior o custo por passageiro. Este custo é o valor pago às empresas de transporte. Na média, o curitibano utiliza dois ônibus pagando uma só tarifa. Por dia útil são 2,3 milhões de passageiros transportados e 1,1 milhão de passageiros pagantes. Também estão nesta conta os 3,6 milhões de deslocamentos mensais de pessoas isentas, que não entram no rateio dos custos. Previstas em lei, as isenções representam 15% do valor da tarifa.

Domingueira

O reajuste se estende à tarifa especial de domingo, a chamada domingueira, que passa a R$ 1,50. Congelada há oito anos, a domingueira é subsidiada pelos próprios passageiros, que pagam o custo real diluído na tarifa dos dias úteis. O reajuste aplicado neste ano, de 50%, fica abaixo da inflação do período – que foi de 52%.

Linhas especiais.

A tarifa da Linha Turismo passa de R$ 27,00 para R$ 29,00 e a linha Circular Centro passa de R$ 1,60 para R$ 1,70.

Abaixo nota oficial sobre o reajuste da tarifa.
NOTA OFICIAL
Nova tarifa, auditoria e integração do transporte coletivo
O custo da passagem na Rede Integrada de Transporte (RIT), com o aumento do salário dos motoristas e cobradores e demais reajustes e sem o subsídio criado no ano passado pelo governo estadual, chegou a R$ 3,1292. A Prefeitura de Curitiba, no entanto, não repassará para os usuários o impacto do fim do subsídio, e manterá a tarifa em R$ 2,85.
Esse valor, que será cobrado a partir de zero hora de quinta-feira, 14, cobre o custo da passagem na capital. Cabe ainda à Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba), do governo estadual, homologar a tarifa a tarifa nos 13 municípios vizinhos integrados.
AUDITORIA – O prefeito Gustavo Fruet determinou auditoria na Urbs, no FUC (Fundo de Urbanização de Curitiba) e nos contratos com as empresas de ônibus. Os serviços especializados estão em processo de contratação.
COMISSÃO – Em paralelo à auditoria, a comissão instituída pelo prefeito para avaliar o sistema e dar transparência à tarifa deverá apresentar o relatório até o dia 6 de junho.
MELHORIAS – O prefeito Gustavo Fruet determinou a todo o corpo técnico da Prefeitura um esforço conjunto para melhoria da qualidade do transporte. Até meados de abril deve ser concluída a reforma da Avenida Marechal Floriano, entre o Terminal do Carmo e o Terminal Boqueirão, que havia sido abandonada no ano passado. O prefeito determinou prioridade na conclusão do desalinhamento das estações-tubo da Avenida Paraná, para agilizar a implantação do Ligeirão Santa Cândida. Também foram determinadas medidas para estimular o uso do transporte público, já que há vários anos a cidade vem perdendo passageiros, o que aumenta o custo da tarifa.

TERÇA-FEIRA, 12 DE MARÇO DE 2013

SUBSÍDIO: BETO TROCOU 63 POR 21

Quem olha os números vê que o governador Beto Richa (PSDB) fez uma troca financeira e economicamente vantajosa ao eliminar o subsídio para o transporte coletivo de Curitiba e região metropolitana, cujo convênio termina em maio. 
O repasse soma cerca de R$ 63 milhões até o final do convênio (ou seja, por 1 ano).
O prefeito Gustavo Fruet (PDT) cobrava a renovação do convênio, alegando que sem o subsídio, não há como manter a tarifa integrada com os municípios da região metropolitana. A decisão do governo do Estado deve pressionar ainda mais o aumento da tarifa, que segundo a Urbs, deveria hoje ser de R$ 3,05, apenas para cobrir o custo do sistema.
No Portal do Governo do Paraná desta terça-feira aparecem oficialmente os números decorrentes da isenção, anunciando-se que a perda na arrecadação do ICMS será de 21 milhões de reais.
Ou seja, Beto Richa trocou 63 por 21. Simples.


Subsídio ao transporte coletivo de Curitiba vai acabar





















FAZENDA

11/03/2013

Governo propõe isenção do ICMS para o diesel no transporte coletivo

O governador Beto Richa encaminhou nesta segunda-feira (11/03) mensagem à Assembleia Legislativa pedindo a aprovação de um projeto de lei que isenta do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) o óleo diesel usado no transporte coletivo em áreas metropolitanas que tenham integração física e tarifária.
Richa afirmou que o Executivo do Paraná é a única esfera de governo que está oferecendo algum tipo de subsídio para ajudar as cidades de regiões metropolitanas na questão da tarifa do transporte coletivo. “É a primeira vez na história do Paraná que um governo propõe apoio aos municípios para reduzir o impacto do diesel no preço das tarifas. Além disso, esta medida vai estimular que as grandes cidades desenvolvam projetos de integração do transporte público com os municípios vizinhos”, disse o governador.
O governador disse que o Estado está dando a contribuição possível em razão da queda nas transferências de recursos federais ao Paraná, que somam mais de R$ 1 bilhão. “Se não fizemos mais é porque também temos dificuldades a enfrentar”, disse Richa.
No texto enviado ao legislativo, o governador Beto Richa afirma que a retirada do imposto também contribuirá para a redução das tarifas cobradas. A proposta prevê que a desoneração será condicionada ao desconto no preço do combustível pelos fornecedores das empresas operadores habilitadas para o serviço de transporte público urbano.
Com a iniciativa do governo estadual deixará de arrecadar cerca de R$ 21 milhões anuais, segundo estudos feitos pela Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec). O Estado deverá compensar a perda de arrecadação em função das altas no preço dos derivados de petróleo já autorizadas pela Petrobras, que somam 10,7% no caso do óleo diesel.
O texto do anteprojeto de lei diz que “fica isenta de ICMS a operação interna de óleo diesel destinado ao consumo na prestação de serviço público de transporte coletivo urbano de passageiros em região metropolitana”.


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SÁBADO, 9 DE MARÇO DE 2013

Subsídio: Tucano tenta sair da arataca e Fruet reage

Mais um capítulo na novela do subsídio ao transporte coletivo.
O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), saiu no contra ataque para tentar neutralizar as críticas de que poderia prejudicar Curitiba cortando o benefício.
Nesta sexta-feira, Richa anunciou a isenção do ICMS sobre o diesel usado para transporte coletivo em cidades integradas em regiões metropolitanas.
O projeto será encaminhado à Assembleia Legislativa na próxima semana.
Além de Curitiba, Foz do Iguaçu, Maringá, Londrina, Cascavel, Ponta Grossa e outras cidades que tenham sistemas integrados de transporte podem ser atendidas.
A medida anunciada por Richa é uma tentativa de esvaziar o discurso do prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), que cobra do governador o mesmo subsídio concedido ao ex-prefeito. Mas a medida não agradou Fruet.
O prefeito declarou que mesmo com a isenção vai precisar do subsídio.
E Fruet ainda desqualificou a iniciativa do governador porque segundo ele, o impacto da isenção no preço da tarifa seria muito pequeno, de três a quatro centavos apenas.
O tema ainda promete muita polêmica.
Fruet segue com a iniciativa política porque é quem vai ditar o reajusta da tarifa e terá a prerrogativa de dizer para a população os motivos do aumento apontando para Beto Richa que retirou o subsídio.
Além disso, Fruet mobilizou os prefeitos da região metropolitana contra a retirada do subsídio e instituiu uma comissão para abrir a “caixa preta”da tarifa.

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Site do

GOVERNO

08/03/2013

Governador zera alíquota de ICMS do diesel


O governador Beto Richa anunciou nesta sexta-feira (08/03) que o governo estadual enviará na próxima semana uma mensagem à Assembleia Legislativa propondo uma lei para zerar a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o óleo diesel do transporte público municipal.
A medida vai atender cidades de regiões que tenham transporte coletivo integrado. “Esta é a forma encontrada pelo governo estadual para auxiliar os municípios a manter as tarifas em valores baixos. A isenção do imposto reduz o impacto do combustível sobre o preço das passagens”, explicou o governador.
O governador também destacou outro objetivo da proposta, que é estimular a integração metropolitana do transporte “Toda cidade que se enquadrar nesse requisito será atendida pela nova legislação”, garantiu Richa. Ele afirmou que trata-se de um benefício importante para a população e que a proposta faz parte de seu plano de governo. A medida deve entrar em vigor em abril ou maio, dependendo da tramitação do projeto de lei no legislativo. “A isenção é uma forma justa do governo contribuir com municípios de todo o Paraná”, disse Richa.
O governador afirmou que a desoneração é resultado de um estudo que ele solicitou para a Secretaria da Fazenda. “Essa medida terá evidentemente um impacto no preço da passagem. É uma maneira justa que trata todos com isonomia”, disse Richa, lembrando que quando foi prefeito de Curitiba pediu a redução do ICMS ao Governo do Estado, mas não foi atendido.
Ele explicou que a proposta inicialmente deverá atender municípios que tem como polo as cidades de Curitiba e Foz do Iguaçu, além de Londrina e Maringá, que estão em processo de implantação do sistema integrado. “Essa é uma proposta que atende várias regiões do Paraná, impactando em um maior número de pessoas”, disse.
SUBSÍDIO – Richa afirmou que o assunto do subsídio para o transporte público na capital está encerrado. “Foi um apoio momentâneo do Estado para Curitiba, que foi concedido pela primeira vez na história, e nunca disse que seria mantido”, disse o governador.
Ele reforçou que o transporte público é responsabilidade das administrações municipais, mas mesmo assim o Estado procura dar o apoio possível. “O Estado irá apoiar, mas não aceitamos transferências de obrigações. Quando eu era prefeito, sem a ajuda do Estado e União, reduzimos a tarifa na capital. Resultado de responsabilidade e boa gestão administrativa”, disse o governador.
Richa destacou ainda que a União poderia praticar a mesma solução proposta pelo Governo do Paraná, reduzindo a carga de impostos e contribuições federais que incide sobre o transporte público. O governador lembrou que a proposta consta da Carta de Curitiba, elaborada durante encontro realizado com prefeitos de todo o Brasil na capital paranaense.

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