INFLAÇÃO: QUEM É O VILÃO?

Na semana passada a nossa Presidenta usou a televisão para anunciar a desoneração de diversos produtos que compõem a sexta básica do trabalhador brasileiro e, com isso, falou Dilma, a expectativa é que a redução dos impostos seja repassada ao bolso do brasileiro e arrefeça a volúpia da inflação.

Desde sempre nós brasileiros, e o cidadão do mundo tudo, ouvimos industriais capitalistas deitarem falação contra os impostos que castigam o “setor produtivo”, os banqueiros falarem da tal inadimplência que tem um efeito “brutal”sobre as taxas de juros, e o blá, blá, blá de todos os economistas da oposição falando da política econômica e desancando o governo de plantão, de Figueiredo à Dilma a cantilena é sempre a mesma.

Pois bem, a política econômica experimentou um ciclo virtuoso e gora o governo reduziu juros e as taxas dos bancos privados não se coçou muito. A culpa é da crise internacional que gera incerteza. Mas Caixa Econômica e Banco do Brasil estão com seus juros mais baixos e aumentaram seus lucros.

Veio agora a redução dos impostos da chamada sexta básica e o que se está assistindo são os homens do “setor produtivo”e dos supermercados dizendo que parte das sobras vindas da redução de juros vai é ficar no bolso deles.

Sobre o tema, Josias de Souza veio com texto interessante onde aponta que, além do governo, há mais vilões nessa história.

Disse ele que “O rol de produtos consta de uma medida provisória enviada por Dilma ao Congresso. Leva o número 609. Redigiu-a um grupo de trabalho que usou como matéria prima uma cesta definida num decreto (399) editado em 1938 por Getúlio Vargas. Para justificar a preservação do grosso do texto, alegou-se que a especificação de todos os produtos alcançados pela desoneração não valia o debate.
Meia-verdade, já que os técnicos cuidaram de excluir da MP as ovas de peixe, mais conhecidas nas boas rodas como caviar. De resto, incluíram-se itens básicos que não constavam da cesta de Getúlio. Por exemplo: dentifrícios, fio dental, papel higiênico e cremes usados na fixação de dentaduras.
Nesta segunda, dia em que a MP veio à luz, o ministro Guido Mantega (Fazenda) reuniu-se com empresários para tentar arrancar deles o compromisso de repassar às gôndolas o corte dos tributos. Disse que o desconto virá. Hummm!?!
Não é bem assim. Os supermercados informaram que um pedaço da desoneração será repassado ao consumidor já nesta terça. Quanto? Nas carnes e produtos de higiene, 6%. No resto, 3%.
Especialistas na matéria estimam que, no frigir dos ovos, algo como um terço do que Dilma deu com uma mão o empresariado vai tomar com a outra, incorporando o desconto do imposto às suas margens de lucro. Que diabos, alguém precisa comer o foie gras”.

Teremos mais uma boa oportunidade para ver os chacais atuando.

SÁBADO, 9 DE MARÇO DE 2013

DILMA DESONERA CESTA BÁSICA

A presidente Dilma Rousseff decidiu nesta sexta-feira tomar uma medida para baratear a cesta básica do brasileiro.
Em pronunciamento de 11 minutos em cadeia nacional de rádio e TV por ocasião do Dia Internacional da Mulher, Dilma prometeu zerar os impostos federais que incidem sobre a cesta base, inserindo materiais de higiene pessoal, limpeza.
Na prática, pretende reduzir o preço das carnes (bovina, suína, aves, peixes, ovinos e caprinos), café, óleo, manteiga, açúcar, papel higiênico, pasta de dente e sabonete.
Os outros produtos como leite, feijão e arroz já estão desonerados.
A leitura do governo é que esses produtos serão os que mais sofrerão o impacto do processo inflacionário e o objetivo é minimizar esse efeito o tanto quanto possível.
Dilma mostra que está atenta ao perigo da inflação e está agindo.
Com isso, Dilma também mantém sob controle a iniciativa política na medida em que a inflação é pau de salvação da oposição, que tem engordado o discurso sobre o tema.
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