PROFESSORES: BETO GANHA UM ROUND

O Governo Beto Richa ganhou um importante round na luta para desbatarar o início de uma greve dos professores na rede estadual de ensino.
Os trabalhadores da educação concordaram com a proposta produzida pelo Governo do Estado e suspenderam o indicativo de greve que estava previsto para a próxima quarta-feira (13). Esse foi o resultado da assembleia realizada nesta sábado (9), em Curitiba.
A proposta do Governo reajusta em 7,11% os salários em maio (relativo à correção do valor do Piso Salarial Profissional Nacional), prometeu aplicar 30% de hora-atividade para o início de agosto deste ano e continuar as negociações para que haja 33% de reajuste na hora-atividade até o final do ano, e propôs a criação da Lei do Piso para destinar um terço da jornada de trabalho dos professores para hora-atividade.
O Governo também comprometeu-se na aprovação de um projeto de lei para a AFEP que prevê alterações no plano de carreira dos funcionários. A proposta estava pronta desde o ano passado, mas foi encaminhada pelo governo somente na sexta-feira (8).
Por hora o Governo se livrou da ameaça de greve, mas dependendo do ritmo das negociações a greve ainda poderá ocorrer, pois assembléia nesse sentido está programada para o dia 24 de abril.

QUINTA-FEIRA, 7 DE MARÇO DE 2013

GOVERNO APRESENTA PROPOSTA PARA TRABALHADORES NA EDUCAÇÃO

A poucos dias da assembleia da categoria que será realizada neste sábado (9), na tarde da última terça-feira o secretário de Educação Flávio Arns apresentou a proposta do governo para a negociação com os trabalhadores na educação.
A proposta prevê a implantação dos 7,115% do Piso Nacional Profissional Nacional (PSPN) em maio, 3,47% da equiparação em outubro, 30% de hora-atividade para o início do segundo semestre e envio dos projetos de lei da hora-atividade e das alterações da carreira dos funcionários até sexta-feira (8).
O governo alega que a proposta apresentada é a possível em virtude do quadro financeiro do Estado, que já enfrenta problemas com a Lei de Responsabilidade Fiscal. 

Segundo estudos apresentados na reunião, a efetivação da proposta do governo significará um aumento de cerca de R$ 400 milhões na folha de pagamento da educação.
As propostas do governo serão avaliadas coletivamente pela categoria na assembleia estadual da APP deste sábado e, embora não atendem integralmente as reivindicações dos professores e funcionários, significou um avanço nas negociações e serviram para distender o clima que estava estabelecido entre trabalhadores e governo.


TERÇA-FEIRA, 26 DE FEVEREIRO DE 2013

Trabalhadores da educação apontam greve no Paraná

O Seminário Estadual dos Funcionários e Funcionárias de Escola chegou ao fim, no início da noite da última sexta-feira (22), com o traçar de metas sobre a carreira da categoria para próximos anos.
O processo de luta dos funcionários foi um dos temas reconstruídos na fala da presidenta da APP-Sindicato, professora Marlei Fernandes de Carvalho.
As necessidades de melhorias nas condições de trabalho, a análise econômica dos atuais governos serviram para delimitar o panorama da construção da greve, prevista para 13 de março de 2013.
Com a promessa do Governo de, até o final de fevereiro, incluir na minuta a inclusão do reconhecimento da graduação dos agentes educacionais no Plano de Carreira do Quadro Próprio de Funcionários da Educação Básica (QFEB), a categoria se prepara para as próximas pautas de negociação. É que, para a entidade, a valorização dos funcionários da educação vai além das questões salariais.
A APP busca a formação continuada dos trabalhadores em políticas pedagógicas e educacionais, para isso, outra proposta foi levada ao Seminário: a criação de um curso superior de tecnólogo para profissionalizar os agentes II e a realização de cursos específicos nas áreas de meio ambiente, alimentação e segurança para os agentes de apoio.
Nas políticas a longo prazo em prol da carreira, os trabalhadores levantaram a necessidade de estudar as disposições do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para, até 2020, vincular para o pagamento de salário dos funcionários à receita do Fundo.
A categoria pretente a incorporação do auxílio transporte ao salário. O Seminário reafirmou a necessidade da reformulação no plano carreira, a luta pelo concurso público, a reposição salarial, e a formação continuada. “A vitória que tivemos em fazer o governo em recuar, naquilo que ele tinha nos tirado (a graduação para os agentes I e especialização para os agente II) isso é importante, mas não significa parar a luta!”, afirma a presidenta da APP.
A expectativa da entidade é de reunir mais de 100 mil professores e funcionários nas 2,1 mil escolas públicas do Paraná no próximo dia 13 de março e a intenção é a deliberar por cruzar os braços por tempo indeterminado e, fundamentalmente, cobrar que o Governo Beto Richa cumpra os compromissos assumidos na campanha de 2010: implantação de 33,3% de hora atividade; aumento salarial de 7,12 para ir em direção ao Piso Nacional; aprovação e adequações na carreira de um novo modelo de atendimento à saúde dos trabalhadores; revisão e debate da matriz curricular do ensino fundamental.

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