Saiu a resenha das revistas Veja, IstoÉ e Época

Com um quilo e meio e formado por gordura e proteínas, carregamos na parte mais alta do corpo e guardado num resistente invólucro. Alguns usam pouco, outros quase nada e talvez a minoria sorteada dos humanos saiba utilizar só pela metade! Veja nos apresenta a mais complexa radiografia do CÉREBRO!!! Uma reportagem daquelas cheias de imagens coloridas que representam nossos incansáveis e trabalhadores neurônios em ação; além de um monte de cientistas com cara de loucos e bobos  para explicar porque choramos, rimos e conseguimos olhar para alguém e decifrar se determinada pessoa e do bem ou do mal ! Um primor de texto cientifico de fazer inveja a mundialmente consagrada scientist magazine!
Complexidades cientificas à parte (a matéria de capa exige demais do cérebro), duas denúncias no bizarro mundo político brasileiro pautam a semanal.
Com direito a foto abraçados, Gabriel Chalita e o seu ex-assessor delator aparecem na França sem camisa nos idos de 2004. Ainda que sem provas, Veja enche as páginas com o agora raivoso ex-funcionário que diz que o deputado federal recebia malas de dinheiro em casa e adorava imitar o bizarro Silvio Santos ao jogar cédulas de cem reais para o alto e gritar “quem quer dinheiro???” a uma animada platéia de seletos assessores. E tudo numa época em que Chalita tinha a bela plumagem de uma ave repousava no ninho dos tucanos de bico bem longo.
O outro tiro “jornalístico”, com a mesma deficiência de provas, vai contra o deputado federal petista André Vargas, coincidentemente quando este acaba de se eleger Vice-Presidente da Câmara dos Deputados e começa a colocar o seu nome à apreciação dos companheiros para a próxima eleição de Senador da República no Paraná. Veja “não bate prego sem estopa”. Diz a Veja que o homem forte do PT paranaense emprega um blogueiro especializado em defenestrar a imagem de adversários políticos ou qualquer figura que tente atrapalhar a vida do partido ou algum medalhão petista. O tal especialista esta alocado no gabinete de Vargas e “fatura alto” (???), sempre segundo a revista, para dar “consultoria” ao PT.
Moral das histórias, para a Veja só ela pode “defenestrar a imagem” dos outros e ninguém mais tem esse direito (ou defeito?). No mais, nada a destacar.

O Rio de Janeiro continua lindo. E ficará muito mais. É do que nos tenta convencer a Época, em reportagem de capa que exalta as soluções inovadoras e geniais que farão da capital fluminense o Éden sobre a Terra até a Olimpíada de 2016. Como aperitivo, o texto já abre comparando os novos equipamentos urbanos cariocas aos existentes em Lisboa, Barcelona, Paris, San Francisco, Tóquio e Berlim, e diz que as transformações na cidade sob os âmbitos da segurança, transportes, investimento público e gestão servem como inspiração para “paulistanos, curitibanos, florianopolitanos, etc”. O comandante dessa revolução é o visionário prefeito Eduardo Paes, a quem a revista compara com Pereira Passos, o mítico gestor que na década de 1910 que “alçou a cidade à condição de Cidade Maravilhosa”. E segue-se o oba-oba com o alarde ao resgate da música, cinema, moda, arquitetura e esporte cariocas, que “voltam a influenciar o Brasil”. Tudo ilustrado com globais, artistas, atletas, humoristas, dignos representantes dessa terra abençoada por Deus. Pífio, piegas, pueril, despropositado. Aquele abraço, Época.

A IstoÉ conta na capa histórias de agressão contra mulheres, algo menos selvagem no Brasil que em países como Índia e os do Oriente Médio, mas igualmente corriqueiro. Sobraram depoimentos, mas faltou consistência. A revista teve acesso ainda ao relatório do TCU que investigou 5 parlamentares suspeitos de usarem seus cargos para obter contratos com o governo – entre eles o presidente da Câmara, Henrique Alves, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, e o impoluto Paulo Maluf. O relatório diz que Alves é ligado à Newtec, produtora de eventos que firmou dois contratos sem licitação com a Petrobras. 
Outra matéria relata o “spam engajado”: abaixo-assinados, campanhas de solidariedade, indignação de consumidores, etc … motivos nobres, mas também invasivos à privacidade virtual. 

E vamos lá … na semana que nos deixa não sabemos se Chavez esta vivo ou morto, o que também pouco importa a quem não está mais envolvido no culto a personalidade. O que importa é para onde vai a Venezuela. O problema e ficarmos órfãos de Papa e assistirmos a triste cena do Curintia jogar no sensacional e incomparável Pacaembu, completamente vazio ! Abs 
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