SUBSÍDIO: VENERI ACUSA BETO DE VINGANÇA

Deputados da situação e da oposição decidiram entrar na polêmica discussão sobre o subsídio. O tema foi o principal na sessão desta quarta-feira na Assembleia. Quem levantou o debate foi o deputado Tadeu Veneri, do PT, que subiu à tribuna para cobrar de Beto Richa o pagamento do subsídio e disse que o governador estaria se “vingando” dos municípios da Região Metropolitana de Curitiba, onde não conseguiu bom desempenho nas eleições de 2.010.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

ÔNIBUS EM CURITIBA PODE IR A R$ 3,05

Os cálculos dos empresários do setor de transporte coletivo e da URBS, que opera o sistema em nome da Prefeitura, estão dando conta que o preço da passagem do sistema integrado de ônibus de ônibus, dentre eles o de Curitiba, deveria ir a R$ 3,05.

Fora do sistema integrado, isoladamente, a passagem de ônibus em Curitiba poderia ficar em R$ 2,80.

A integração do sistema na região metropolitana de Curitiba, desde sempre, só funciona sob forte subsídio dos municípios na medida em que a tarifa que é paga pelo usuário sempre foi menor do que a tarifa técnica apurada (aquela que efetivamente deveria ser paga).

O Município de São José dos Pinhais, por exemplo, não participa do sistema integrado justamente porque, dentre outras razões, nunca aceitou pagar o subsídio.

O Governo do Estado, que andou estabelecendo um subsídio para ajudar a manter o sistema integrado, passadas as eleições, tem manifestado que não dispõe de condições de seguir bancando tais valores e que quem deverá assumi-los são os municípios que compõem o sistema, no que está absolutamente correto. Reconhece agora que esse subsídio nos valores agora praticados não deveria ter sido instituído e só o foi por razões eleitorais. É um debate que deverá colocar nas costas do governador Beto Richa as conseqüências da sua atitude passada.

Não se pode brincar com questões técnicas e que devem se orientar por cálculos tarifários e atuariais.

Fruet vai de desgastar e Beto vai ter que assumir o ônus do seu ato passado.

SEGUNDA-FEIRA, 18 DE FEVEREIRO DE 2013

TARIFA: BETO RESPONDE FRUET

Reduzi a tarifa de ônibus sem qualquer ajuda, diz Beto Richa

O governador Beto Richa resolveu falar sobre a questão do subsídio da tarifa de transporte coletivo na região de Curitiba e reafirmou, hoje em Londrina, que técnicos do Estado preparam uma proposta para auxiliar as grandes cidades do Paraná na tarifa do transporte público. “Eu sei que é alta, quem usa transporte público são pessoas de baixa renda principalmente, trabalhadores, donas de casa e estudantes, os que precisam ter uma atenção maior do governo”, disse.

Richa destacou que quando assumiu a prefeitura de Curitiba, um dos primeiros atos foi baixar a tarifa de ônibus. “Fiz isso sozinho, sem ajuda do governador, sem ajuda do presidente da República”.

Ele lembrou de uma reunião que trouxe à capital paranaense prefeitos como José Serra (São Paulo), Fernando Pimentel (Belo Horizonte) e João Paulo (Recife) onde foi feito um apelo ao governo federal para isenção da passagem de ônibus de tributos federais que representam entre 20% e 30% no preço final da passagem.

“Não tivemos nenhuma resposta do governo federal. Assim como baixaram a conta de luz, podiam muito bem baixar a tarifa de ônibus nas principais cidades do país, como uma grande contribuição aos trabalhadores. Agora, no Governo do Estado é a primeira vez que se estuda uma possibilidade de ajuda no transporte público da nossas cidades”, completou.

SEXTA-FEIRA, 15 DE FEVEREIRO DE 2013

Urbs e Ministério Público juntos na tarifa

Diante do impasse em torno da tarifa de ônibus e do seu subsídio, até o Ministério Público do Paraná resolveu entrar na discussão, cuja intervenção havia sido solicitada pelo Prefeito Gustavo Fruet. Distribuiu nota à imprensa justificando que considerando a necessidade de que os consumidores do sistema público de transporte coletivo sejam melhor representados, a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Curitiba, em comum acordo com a URBS, passará a integrar, a partir da próxima semana, as negociações já iniciadas.

A ideia é não permitir qualquer aumento acima da inflação.

SEXTA-FEIRA, 15 DE FEVEREIRO DE 2013

Beto x Fruet: Tarifa vai subir

Aumenta a pressão sobre o governador Beto Richa (PSDB) em torno da tarifa do transporte coletivo. A URBS encaminhou ao governo do Estado proposta de renovação do subsídio por 60 meses e definiu valores anuais. O contrato assinado no ano passado pelo governador Beto Richa e o então prefeito Luciano Ducci encerra em maio. Fruet confirmou que vai subir a passagem até o final desse mês, mas não adiantou para quanto.

QUINTA-FEIRA, 14 DE FEVEREIRO DE 2013

Tarifa de Beto e Fruet na berlinda

O impasse em torno do preço da tarifa de transporte coletivo em Curitiba deve terminar nos próximos dias, quando o prefeito Gustavo Fruet (PDT) anuncia o valor do reajuste. A equipe de Fruet analisa os componentes que definem o preço, como o cálculo do aumento do diesel, de 5,4%, a correção mínima do salário dos trabalhadores do setor, que deve ser em torno de 6%, levando em consideração o Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Na pauta está ainda a possível contratação de mais cobradores, já que a lei que coloca fim a dupla função de motoristas, que dirigem e cobram a passagem, vai entrar em vigor em março.

Uma das medidas que poderiam melhorar a tarifa é fim da função de cobradores com a adoção de cartão magnético para pagamento da passagem e de introdução de tecnologia embarcada no sistema.

Mas isso implica em enfrentar a corporação sindical.

 QUARTA-FEIRA, 13 DE FEVEREIRO DE 2013

Fruet x Beto: Pressão da tarifa aumenta

Diante do impasse sobre a liberação ou não do subsídio para a tarifa do transporte coletivo, uma pesquisa de opinião pública aumenta a pressão sobre o governador Beto Richa (PSDB).

Com caixa apertado, Richa está sendo cobrado para manter o subsídio que vinha destinando à prefeitura, instituído quando Luciano Ducci era prefeito e candidato à reeleição.

Na pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas de a lógica. 86,28% dos curitibanos querem que o subsídio seja mantido contra 11,40% que dizem não. A pesquisa mostra que 59,77% considera caro o preço atual da tarifa, que custa R$ 2,60. Outros 35,81% acham o preço justo e 3,95% dizem que a tarifa é barata.

Sem subsídio, o prefeito Gustavo Fruet (PDT) terá que recompor a tarifa e elevar para R$ 3,10 e, lógico, teme o desgaste político logo no começo da gestão e, óbvio, joga a batata quente para Beto Richa. Uma queda de braço que ninguém será vencedor porque se Richa subsidiar Curitiba uma fila de prefeitos de 399 municípios do Paraná vai exigir também o mesmo benefício. E se o benefício não for concedido para Curitiba a tarifa vai pesar mais no bolso do usuário do transporte da capital.

Uma boa preliminar para 2014.

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